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Animes movimentam público e negócios na CCXP: Brasil vira mercado estratégico
Publicado 05/12/2025 • 19:40 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 05/12/2025 • 19:40 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
O mercado de anime vive uma fase de expansão acelerada no mundo e tem no Brasil um dos seus principais pontos de crescimento. Dados da NRG em parceria com a Crunchyroll e relatórios internacionais apontam uma combinação de audiência fiel, efeito geracional e impacto econômico direto em plataformas de streaming, eventos e cadeia criativa.
Segundo a pesquisa global (NRG & Crunchyroll, 2025), 52% da Geração Z em todo o mundo dizem “amar” ou “gostar” de anime, enquanto 58% conversam sobre o tema pessoalmente com amigos, colegas ou familiares e 43% discutem produções nas redes sociais. A decisão de assistir passa, principalmente, por animação de alta qualidade (37%), personagens e relacionamentos envolventes (35%) e narrativas criativas (34%).
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O vínculo é de longo prazo: 54% da Geração X e 51% dos millennials assistem anime há mais de 10 anos, enquanto 42% da Geração Z acompanham títulos entre 3 e 5 anos. A pesquisa também indica uma mudança de expectativa: quase 6 em cada 10 fãs de anime nos EUA querem mais diversidade racial, além de maior inclusão de personagens LGBTQ+, pessoas com deficiência e culturas indígenas.
No recorte econômico, o relatório do banco de investimentos Jefferies projeta que o mercado global de anime deve quase dobrar, saltando de US$ 31,2 bilhões em 2023 para US$ 60,1 bilhões em 2030. A indústria de conteúdo do Japão — que inclui jogos, publicações, filmes, TV e animação — triplicou suas vendas internacionais na última década, alcançando 5,8 trilhões de ienes em 2023, com meta do governo japonês de chegar a 20 trilhões de ienes até 2033.
Produzir anime, porém, continua sendo um processo intensivo em tempo e mão de obra. Estimativa da Academia de Animação Yoyogi aponta que uma equipe de 100 pessoas pode levar dois meses para finalizar um episódio de 30 minutos, ao custo médio de 20 milhões de ienes (cerca de US$ 140 mil).
No centro dessa expansão está a Crunchyroll, uma das principais plataformas de streaming dedicadas a anime. Em 2025, o serviço registra:
O Brasil aparece como um dos mercados estratégicos na expansão da plataforma. Em dois anos, o país registrou crescimento de 183% nas assinaturas Premium, tornando-se um dos mercados de maior ritmo de avanço da Crunchyroll.
Os dados da própria plataforma mostram ainda que domingo é o principal dia de consumo no Brasil, concentrando quase 18% das visualizações semanais — um recorte que reforça o anime como elemento da rotina de lazer do público.
Quando o assunto é idioma, o consumo se divide entre a tradição do áudio original e a força da dublagem: 59% assistem em japonês, enquanto 39% escolhem a versão em português, sinalizando espaço crescente para localização de conteúdo e expansão de estúdios e profissionais de voz no país.
Pesquisa da Geek Power (2024) indica que 59,8% dos brasileiros assistem anime semanalmente. A base de fãs é formada majoritariamente por millennials (45,5%) e Geração Z (39,5%), com 54% se identificando como homens, 52% com ensino superior completo e 74% praticando exercícios físicos regularmente. Os gêneros favoritos são Ação, Aventura, Comédia, Fantasia e Romance, e 74,3% consomem anime via serviços de streaming, sendo que 44% assistem pela televisão.
Mais do que um hobby, o comportamento também se traduz em consumo e estilo de vida:
Na CCXP, em São Paulo, a Crunchyroll levou ao estande experiências de dublagem abertas ao público. Para Bruno Sangregorio, ator, dublador, diretor de dublagem e diretor executivo da Dubrasil, a iniciativa funciona como vitrine tanto para o trabalho dos profissionais quanto para a percepção do público sobre o esforço por trás da voz.
Ele destaca que a dublagem é vista hoje como um produto em si:
“Às vezes o filme não agrada, mas a dublagem conquista o público. E quando o espectador vai para a cabine e tenta dublar, entende que não é um trabalho simples, que exige preparo e profissionalismo.”
Com 39% da audiência da Crunchyroll no Brasil consumindo anime dublado, Sangregorio avalia que esse dado influencia diretamente decisões de catálogo e investimento:
“Quanto mais você dubla, mais você populariza a obra. O público brasileiro consome dublagem há muito tempo, por gosto e por inclusão. Nem todo mundo tem fluência em outro idioma ou leitura rápida. Dublar amplia o acesso.”
Ele também aponta o efeito geracional e o envelhecimento da base de fãs: uma camada que cresceu nos anos 1990 com Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball convive hoje com novos públicos que chegam já por produções dubladas em streaming, buscando, inclusive, formação profissional para atuar na área.
Eventos como a CCXP, segundo o diretor, têm papel direto na valorização do setor:
“Quando um dublador divide palco com grandes artistas e encontra o público cara a cara, o trabalho ganha visibilidade. Em um momento em que a inteligência artificial avança, é importante reforçar que a tecnologia pode ser ferramenta, mas não substitui o profissional de voz.”
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