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Amazon aposta em IA para baratear produções e acelerar filmes e séries
Publicado 04/02/2026 • 14:10 | Atualizado há 1 uma semana
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Publicado 04/02/2026 • 14:10 | Atualizado há 1 uma semana
Reprodução
A Amazon anunciou que pretende ampliar o uso de inteligência artificial na produção de filmes e séries, em um movimento que promete reduzir custos e acelerar processos criativos justamente quando parte de Hollywood teme que a tecnologia elimine vagas e mude estruturalmente a indústria.
No Amazon MGM Studios, o executivo Albert Cheng lidera uma equipe encarregada de desenvolver novas ferramentas de IA. A companhia planeja iniciar um programa beta fechado em março, convidando parceiros do setor a testar os recursos, com expectativa de apresentar resultados até maio.
Cheng descreveu o chamado AI Studio como uma espécie de startup interna que segue a filosofia do fundador da empresa, Jeff Bezos, conhecida como “two pizza team”, grupos pequenos o suficiente para serem alimentados com duas pizzas.
O time é formado majoritariamente por engenheiros de produto e cientistas, com uma ala menor dedicada às áreas criativa e de negócios. A estratégia reflete a pressão crescente sobre os orçamentos de Hollywood, que vem limitando a quantidade de produções financiadas por grandes estúdios.
Segundo Cheng, a ideia é usar IA para acelerar tarefas específicas, sem substituir o talento humano. Ele afirmou que escritores, diretores, atores e designers continuarão envolvidos em todas as etapas.
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A adoção mais agressiva da tecnologia ocorre num momento em que artistas de alto perfil, como Emily Blunt, já manifestaram publicamente preocupação com o avanço da IA na atuação e na criação de personagens.
A Amazon reforçou que pretende usar a tecnologia como ferramenta de apoio à criatividade. Ainda assim, o movimento acontece enquanto a empresa promoveu cerca de 30 mil cortes corporativos desde outubro, incluindo vagas na divisão Prime Video, dentro de um esforço mais amplo de eficiência.
O AI Studio está desenvolvendo ferramentas para resolver o que Cheng chama de “a última milha” entre modelos de IA de uso geral e o nível de controle exigido por diretores e equipes técnicas em produções cinematográficas.
Entre os focos estão a consistência visual de personagens entre diferentes cenas e a integração com softwares profissionais já usados pela indústria.
Para isso, a Amazon recorre à sua divisão de nuvem, a Amazon Web Services, e pretende trabalhar com múltiplos fornecedores de grandes modelos de linguagem, oferecendo mais opções para pré e pós-produção.
Cheng destacou que a proteção de propriedade intelectual e a garantia de que conteúdos gerados não sejam reutilizados para treinar outros sistemas são pontos centrais para viabilizar o projeto.
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O estúdio já firmou parcerias com nomes como Robert Stromberg, Kunal Nayyar, da série The Big Bang Theory, e o animador Colin Brady, ex-Pixar e ILM.
Como vitrine prática, a Amazon cita a série House of David. Na segunda temporada, o diretor Jon Erwin combinou IA com filmagens em live action para criar cenas de batalha mais amplas e complexas a custos menores.
Para o mercado, a iniciativa reforça a corrida dos grandes conglomerados de mídia para usar inteligência artificial como ferramenta de eficiência num setor pressionado por orçamentos inflados, competição de plataformas de streaming e margens cada vez mais apertadas.
Em linguagem corporativa, a Amazon tenta transformar a IA em um novo motor de escala criativa, produzir mais gastando menos, sem perder o fator humano que sustenta o valor artístico das obras.
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