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Homem-Aranha e outros filmes levam cinemas a verão de US$ 4 bilhões
Publicado 30/08/2026 • 11:00 | Atualizado há 2 meses
Publicado 30/08/2026 • 11:00 | Atualizado há 2 meses
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Foto: Divulgação
Homem-Aranha e outros filmes levam cinemas a verão de US$ 4 bilhões
O mercado de cinemas dos Estados Unidos viveu um dos melhores verões desde a pandemia. Ao longo da temporada, os estúdios conseguiram reunir grandes produções capazes de atrair diferentes públicos e levar a bilheteria norte-americana a mais de US$ 4 bilhões (aproximadamente R$ 21,7 bilhões).
O resultado, impulsionado principalmente por sucessos como “Homem-Aranha: Um Novo Dia” e “A Odisseia”, reacendeu o otimismo entre os exibidores e trouxe de volta a sensação de força que marcou o período anterior à Covid-19.
Um dos principais responsáveis pela recuperação foi “Homem-Aranha: Um Novo Dia”, estrelado por Tom Holland. O filme levou grandes multidões aos cinemas durante a estreia, com sessões abertas em horários pouco comuns para atender à procura, segundo a Variety.
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A procura foi tão elevada que algumas redes precisaram ampliar a programação e incluir sessões durante a madrugada. O movimento também apareceu fora das salas, com espectadores usando fantasias do personagem, comprando produtos temáticos e participando de ações especiais organizadas pelos cinemas.
O longa alcançou US$ 360 milhões (R$ 1,86 bilhão) em seu primeiro fim de semana na América do Norte. Com o desempenho internacional, a produção chegou a mais de US$ 2 bilhões (R$ 10,3 bilhões) em arrecadação mundial.
O resultado superou a abertura de “Vingadores: Ultimato”, que havia estabelecido em 2019 uma marca de US$ 357 milhões nos Estados Unidos e no Canadá.
A recuperação, no entanto, não dependeu de apenas uma produção. O desempenho de “A Odisseia”, de Christopher Nolan, também foi decisivo para manter o público nas salas.
O filme já ultrapassou US$ 1,29 bilhão (R$ 7 bilhões) em bilheteria mundial. A produção teve ainda uma forte participação das sessões IMAX, que responderam por US$ 354 milhões da receita.
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A combinação dos dois filmes criou um dos maiores fins de semana da história para os cinemas. Para os exibidores, o mais importante foi perceber que diferentes títulos conseguiam atrair o público ao mesmo tempo.
Produções como “Toy Story 5”, “Michael”, “O Diabo Veste Prada 2”, “Backrooms” e “Obsession” também contribuíram para uma temporada mais movimentada.
O cenário é diferente do período imediatamente posterior à pandemia, quando muitos cinemas enfrentaram uma oferta menor de filmes e a concorrência do streaming ganhou força.
O movimento levou empresários do setor a comparar o momento atual com 2019, considerado um dos últimos grandes períodos de força das salas antes da crise provocada pela Covid-19.
A diferença está principalmente na quantidade de filmes capazes de gerar interesse ao mesmo tempo. Para os exibidores, quando mais de uma produção consegue formar filas e ocupar sessões, o cinema volta a funcionar como um programa coletivo e não apenas como uma alternativa entre várias formas de entretenimento.
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A percepção também aparece no comportamento do público. Sessões lotadas, espectadores que retornam para assistir ao mesmo filme e procura por formatos premium mostram que existe disposição para pagar por uma experiência que não é facilmente reproduzida em casa.
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Siga o Times | CNBCApesar do resultado positivo do verão, o setor ainda evita tratar a recuperação como garantida. A programação do outono norte-americano tem uma quantidade relevante de lançamentos, mas não apresenta a mesma concentração de grandes franquias que ajudou a impulsionar os últimos meses.
Entre os filmes previstos estão “Digger”, com Tom Cruise, “Da Magia à Sedução 2”, com Nicole Kidman e Sandra Bullock, além do novo “Resident Evil” e da adaptação de “Verity”, baseada no livro de Colleen Hoover.
Também estão no calendário produções como “Heart of the Beast”, com Brad Pitt, “Other Mommy”, “Clayface” e uma nova adaptação de “Street Fighter”.
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A variedade pode ajudar a manter o fluxo de espectadores, principalmente se diferentes gêneros conseguirem encontrar seus próprios públicos.
Se o outono ainda é visto com cautela, as expectativas são maiores para o período de festas. Grandes franquias devem voltar às salas e podem criar uma nova onda de público.
Entre os destaques estão “Amanhecer na Colheita”, novo capítulo do universo de “Jogos Vorazes”, “Ebenezer”, produção sobre a origem de Scrooge, e “Entrando Numa Fria”.
O calendário também prevê uma disputa de peso entre “Vingadores: O Fim do Mundo” e “Duna: Parte III”, além de “Jumanji 3”.
Com esse conjunto de lançamentos, o mercado norte-americano trabalha com a possibilidade de superar US$ 10 bilhões em receita anual pela primeira vez desde o início da pandemia.
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O bom desempenho do verão representa um alívio para uma indústria que passou por uma sequência de dificuldades nos últimos anos. A pandemia fechou salas, as greves de Hollywood afetaram a produção e o avanço dos serviços de streaming mudou os hábitos de consumo.
Agora, o desafio é transformar alguns grandes sucessos em uma recuperação mais consistente.
Para os donos de cinemas, o resultado do verão mostrou que o público ainda responde quando existe uma combinação de filmes populares, grandes franquias e produções que despertam interesse para serem vistas na tela grande.
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A próxima etapa será saber se essa força continuará durante o outono e, principalmente, se a temporada de fim de ano conseguirá confirmar que a recuperação das salas de cinema vai além de uma sequência excepcional de lançamentos.
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