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Como a indústria de microdramas de R$ 38 bi da China desafia os EUA
Publicado 22/07/2025 • 11:28 | Atualizado há 11 meses
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Divulgação/ Netflix
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Os microdramas, conhecidos por suas tramas mirabolantes e vídeos verticais curtinhos, foram destaque na China em 2024, quando o setor superou, pela primeira vez, a arrecadação das bilheterias do cinema no país. Segundo a Associação de Serviços de Transmissão Online da China, órgão estatal que regula o conteúdo audiovisual chinês, o mercado de microdramas movimentou mais de 50 bilhões de yuans, cerca de US$ 6,9 bilhões (aproximadamente R$ 38 bilhões).
“Nos Estados Unidos, você tem a novela ‘The Bold and The Beautiful’. Agora, imagine ‘The Bold and The Beautiful’ turbinada, explica Anne Chan, fundadora e CEO da AR Asia Production. “Aqui, o suspense vem a cada minuto, não a cada episódio. Tudo precisa ser rápido, direto ao ponto e impactante.”
Os microdramas, chamados de *duanju* em chinês, normalmente têm episódios que variam de 90 segundos a dois minutos. Eles se popularizaram na China, aproveitando a onda dos vídeos curtos, que já bombavam em outros aplicativos no país.
“Tudo começou com o Douyin e também o Kuaishou, que passaram a investir pesado nesses dramas verticais e curtos nas plataformas”, conta Ashley Dudarenok, fundadora e diretora da consultoria ChoZan, de Hong Kong. “Principalmente em 2020 e 2021, durante a pandemia, esses dramas cresceram feito mato.”
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Especialistas afirmam que os microdramas atraem os consumidores com histórias aceleradas e viciantes, que entregam emoção em poucos minutos. O formato curto, perfeito para maratonar, combina com o público atual, que consome tudo pelo celular e quer praticidade para assistir quando e onde quiser.
“Eles apostam muito naquele comportamento de querer tudo para ontem”, diz Seema Shah, vice-presidente de pesquisa e análise da Sensor Tower, empresa de inteligência de mercado. “O segredo é essa satisfação imediata que a história traz. É um pouco exagerado, mas é um exagero divertido.”
Os microdramas também estão ganhando espaço nos Estados Unidos. Os aplicativos ReelShort, DramaBox e GoodShort foram os mais baixados do segmento no país, respondendo por cerca de 50% dos downloads em 2025, segundo dados compartilhados pela Sensor Tower com a CNBC.
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Seguir no Google“Muitos produtores de microdrama acham que, como os Estados Unidos criaram Hollywood e são provavelmente o maior exportador cultural do planeta, se você consegue conquistar o público americano, consegue vender e agradar o resto do mundo também”, comenta Dudarenok.
Assista ao vídeo acima para entender por que os microdramas chineses fazem tanto sucesso e se esse mercado, que já movimenta quase R$ 38 bilhões, pode se tornar o próximo grande produto cultural da China a abalar a indústria de entretenimento dos EUA.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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