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Mudança na FCC pode transformar mercado de televisão nos Estados Unidos
Publicado 06/08/2026 • 23:00 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 06/08/2026 • 23:00 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: unsplash
Mudança na FCC pode transformar mercado de televisão nos Estados Unidos
O mercado de televisão aberta dos Estados Unidos pode entrar em uma nova fase após uma decisão da Comissão Federal de Comunicações (FCC). A agência aprovou a retirada do limite nacional de propriedade, que restringia a participação de empresas de mídia no controle de emissoras de TV aberta.
A regra anterior impedia que uma companhia tivesse emissoras com alcance superior a 39% dos lares americanos com televisão. Com a mudança, grupos de radiodifusão passam a ter mais espaço para ampliar operações e avaliar novas fusões e aquisições.
No entanto, segundo informações da Deadline, a decisão ainda pode enfrentar uma disputa judicial. Críticos questionam se a FCC possui autoridade para modificar uma restrição estabelecida pelo Congresso.
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A alteração acontece em um momento de transformação no mercado de mídia dos Estados Unidos. Nos últimos anos, as emissoras tradicionais perderam parte da receita publicitária para grandes empresas de tecnologia e plataformas digitais.
Diante desse cenário, a FCC defendeu que o fim do limite pode fortalecer as emissoras locais, permitindo maior capacidade de investimento, produção de conteúdo e disputa por anunciantes.
A agência, porém, afirmou que a mudança não representa uma autorização automática para qualquer negociação. Cada fusão ou aquisição que ultrapasse o antigo limite continuará sendo analisada individualmente, considerando o impacto no interesse público.
Entre as empresas que apoiavam a remoção da regra está a Nexstar Media Group, uma das maiores companhias de televisão aberta dos Estados Unidos.
A empresa já havia avançado em uma fusão com a Tegna, operação que criou um grupo com aproximadamente 260 emissoras e cobertura de grande parte do país. Apesar disso, a negociação continua envolvida em uma disputa antitruste movida por autoridades estaduais e pela DirecTV.
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Siga o Times | CNBCCom a nova decisão da FCC, empresas do setor avaliam que haverá menos restrições para futuras negociações. A expectativa é que grupos de radiodifusão tenham mais liberdade para buscar expansão e competir com empresas digitais que atuam no mercado de publicidade.
Apesar do apoio das emissoras, a decisão também recebeu críticas de representantes que temem uma maior concentração no setor de mídia. Os opositores afirmam que a expansão de grandes conglomerados pode reduzir a independência das emissoras locais e levar a cortes em redações regionais. A preocupação é que decisões editoriais passem a ser mais centralizadas em grupos nacionais.
Além disso, parlamentares e ex-integrantes da FCC questionaram a legalidade da medida. O principal argumento é que o limite de 39% foi definido em legislação aprovada pelo Congresso e, portanto, não poderia ser alterado apenas pela agência reguladora.
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Com a retirada do limite nacional, o setor de televisão aberta americano passa a operar sob novas regras para fusões e aquisições. A FCC continuará avaliando cada caso, podendo aprovar ou rejeitar operações conforme os impactos no mercado.
Com a decisão da FCC, o setor de televisão aberta dos Estados Unidos entra em uma nova etapa, com possibilidade de maior consolidação entre emissoras. Enquanto empresas defendem que a medida amplia a competitividade diante das plataformas digitais, críticos alertam para os riscos de concentração em um mercado estratégico para a produção e distribuição de notícias no país.
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