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Como ‘Lanternas’, nova série de heróis da DC, adotou uma trama pé no chão para controlar um orçamento milionário

Publicado 17/08/2026 • 14:56 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • “Lanternas” aposta em uma trama terrestre e no estilo de “True Detective” para reduzir a dependência de efeitos visuais e controlar custos.
  • Após o filme de 2011, que custou US$ 200 milhões e arrecadou US$ 237 milhões, a DC reformulou a abordagem do personagem.
  • Com “Superman” e “Supergirl” mostrando resultados distintos nas bilheterias, a série testa um modelo mais enxuto para o novo DCU.

Foto: HBO Max

A nova aposta da DC Studios para o Lanterna Verde chega à HBO e HBO Max com uma proposta bem diferente da esperada para um dos personagens cósmicos e mais grandiosos da editora. “Lanternas” estreou no último domingo (16) com Hal Jordan (Kyle Chandler) e John Stewart (Aaron Pierre) investigando um assassinato em uma região rural dos Estados Unidos.

A escolha por uma trama terrestre, com inspiração em “True Detective”, não é apenas criativa. Também ajuda a controlar uma das maiores despesas de produções de super-heróis: os efeitos visuais.

Um trauma financeiro que resultou em uma história mais enxuta

O Lanterna Verde já teve uma experiência cara no cinema. O filme de 2011, estrelado por Ryan Reynolds, teve orçamento estimado em US$ 200 milhões (cerca de R$ 1,04 bilhão) e arrecadou cerca de US$ 237 milhões (R$ 1,23 bilhão) mundialmente. O desempenho foi considerado insuficiente para sustentar a franquia planejada e o projeto um fracasso financeiro.

Anos depois, a própria série passou por uma transformação. O primeiro esboço para “Green Lantern”, anunciado para a HBO Max em 2019, tinha orçamento estimado em US$ 120 milhões (cerca de R$ 625 milhões) e uma escala muito mais espacial.

A versão atual seguiu outro caminho. Com um orçamento estimado em cerca de US$ 15 milhões (R$ 78 milhões) por episódio, o que representa um investimento de aproximadamente US$ 120 milhões (R$ 624 milhões) com oito episódios, “Lanternas” prioriza locações reais, investigação e desenvolvimento dos personagens, deixando os elementos cósmicos para momentos específicos.

A matemática do novo DCU

“Superman”, primeiro filme do novo universo comandado por James Gunn e Peter Safran, teve orçamento estimado em US$ 225 milhões (cerca de R$ 1,17 bilhão) e arrecadou cerca de US$ 619 milhões (R$ 3,22 bilhões) nas bilheterias mundiais.

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Já “Supergirl”, com orçamento estimado em US$ 170 milhões (cerca de R$ 886 milhões), terminou sua passagem pelos cinemas com aproximadamente US$ 126 milhões (R$ 656 milhões).

Somados, os dois filmes custaram cerca de US$ 395 milhões (R$ 2,06 bilhões) em produção e arrecadaram aproximadamente US$ 745 milhões (R$ 3,88 bilhões). A comparação mostra o tamanho do desafio: bilheteria bruta não significa lucro, já que os estúdios dividem a receita com os cinemas e ainda precisam contabilizar marketing e distribuição.

Aaron Pierre e Kyle Chandler são dois heróis cósmicos investigando um caso no interior dos EUA

Nesse cenário, uma série como “Lanternas” permite testar um personagem de alto custo potencial sem necessariamente investir centenas de milhões em uma aventura espacial.

O desafio de reinventar o Lanterna Verde

A aposta com “Lanternas” também é narrativa. Hal Jordan é um veterano da Tropa dos Lanternas Verdes, enquanto John Stewart representa uma nova geração como seu recruta. A relação entre os dois funciona como eixo da história enquanto a investigação policial gradualmente revela uma ameaça maior.

A DC, portanto, não abandonou a escala cósmica do personagem. Apenas decidiu não começar por ela.

Depois de um filme de US$ 200 milhões (R$ 1,04 bilhão) que não virou franquia, de um projeto televisivo originalmente estimado em US$ 120 milhões (R$ 625 milhões) que não viu a luz do dia e de resultados diferentes para os primeiros filmes do novo DCU, “Lanternas” representa uma tentativa de fazer a conta fechar de outra maneira.

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