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Como a Poty chegou a R$ 1,1 bi tendo o Mirassol como vitrine
Publicado 02/02/2026 • 09:30 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 02/02/2026 • 09:30 | Atualizado há 2 semanas
Iago Ferreira/Agência Mirassol
Em sua estreia no Campeonato Brasileiro, o Mirassol Futebol Clube fez algo quase raro no futebol dos dias de hoje: manteve no uniforme uma marca que o acompanha há mais de 15 anos, a das bebidas Poty.
O patrocínio virou símbolo de uma relação incomum entre um clube em ascensão meteórica e uma empresa regional que se transformou em potência industrial silenciosa.
Fundada em Potirendaba, no interior paulista, a Poty faturou R$ 1,1 bilhão em 2025 e tornou-se a maior co-packer (fabricante terceirizada de bebidas) do Brasil. Agora, prepara um novo ciclo de crescimento: em 2026, vai inaugurar a maior linha de produção de sua história, com capacidade para triplicar o volume atual.
O investimento faz parte de uma estratégia para ganhar escala, atender contratos maiores, expandir marcas próprias e reforçar sua posição como fornecedora de grandes players do setor.
A parceria com o Mirassol começou em 2007, quando o CEO José Luiz Franzotti aceitou apoiar informalmente o clube por conta de uma relação comercial com dirigentes locais.
O gesto virou ativo de marca. O contrato foi renovado ano após ano, mesmo quando o time ainda disputava campeonatos regionais, até se tornar um caso raro no futebol brasileiro: 18 anos consecutivos de patrocínio.
Com a classificação do Mirassol para a Libertadores em 2025, a exposição nacional disparou. Casas de apostas chegaram a oferecer até três vezes mais que o valor pago atualmente pela Poty, mas o clube manteve a parceria.
No Brasileirão de 2025, apenas dois clubes não tinham bets como patrocinadoras máster: o Mirassol e o Red Bull Bragantino.
O caso do Mirassol virou laboratório. Hoje, a Poty patrocina mais de 20 clubes, além de equipes de vôlei e basquete.
Marcas do grupo já estamparam camisas de São Paulo FC e Corinthians. A água mineral Levity é parceira do Santos FC, enquanto a linha premium A9 tornou-se patrocinadora do Palmeiras e do Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1.
Especialistas em marketing esportivo veem esse tipo de exposição como um ativo institucional de alto retorno, capaz de reduzir custos de aquisição de clientes e gerar valor emocional para a marca.
Enquanto ganhava visibilidade no esporte, a Poty acelerou a modernização fabril.
Nos últimos três anos, investiu mais de R$ 400 milhões em automação, rastreabilidade e novas linhas. Hoje, produz mais de 6 milhões de caixas por mês.
O modelo de co-packing, antes visto com cautela por grandes marcas, virou parte central da indústria. Em 2025, 65% da produção da empresa foi destinada a clientes terceiros; o restante, a marcas próprias.
A nova linha em instalação permitirá contratos maiores e dará fôlego para expansão nacional.
Outro pilar da estratégia é a verticalização.
Na Amazônia, a empresa criou a Sabores Vegetais do Brasil e, em parceria com a Embrapa, desenvolveu cultivares de guaraná com agricultores familiares.
No interior paulista, a Poty Ambiental opera 80 ecopontos em 22 municípios e já recolheu mais de 23 mil toneladas de PET.
O controle sobre insumos, logística e reciclagem fortalece certificações ESG, reduz custos e aumenta competitividade em licitações e canais premium.
A empresa surgiu em 1977, quando a família Franzotti comprou uma pequena fábrica local. Nos anos 1990, consolidou-se ao fechar contrato como co-packer da Brahma, o que permitiu modernizar o parque fabril.
Hoje, combina branding esportivo, eficiência industrial e escala produtiva para sustentar o crescimento.
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