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De roubos à valorização: a curiosa história da taça da Copa do Mundo
Publicado 03/07/2026 • 22:15 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 03/07/2026 • 22:15 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: AFP
De roubos à valorização a curiosa história da taça da Copa do Mundo
A taça da Copa do Mundo vai muito além do valor esportivo. Considerado um dos maiores símbolos do futebol mundial, o troféu também chama atenção pela história marcada por roubos, curiosidades e pela forte valorização do ouro. Em 2026, o valor estimado da peça ultrapassou R$ 3,4 milhões, mais que o dobro da edição disputada no Catar em 2022.
Apesar do prestígio, levantar a taça da Copa do Mundo não é um objetivo fácil. Além da tradicional dificuldade, a edição de 2026 também marca a adição de novas seleções, chegando a 48 participantes.
Leia também: Copa do Mundo: descubra o valor de mercado da seleção da Noruega
A atual taça da FIFA registrou valorização de 123,47% desde a Copa do Mundo de 2022. Segundo estimativas da Ourominas, o aumento acompanha a alta do preço do ouro, que atualmente custa R$ 692,80 por grama.
O troféu mede 36,8 centímetros de altura e possui uma base de 13 centímetros de diâmetro com duas faixas de malaquita. Ao todo, pesa 6,175 quilos, sendo quase 5 quilos de ouro maciço 18 quilates. Apesar do alto valor, a peça é oca. Caso fosse totalmente maciça, pesaria mais de 60 quilos.

Antes do atual troféu da entidade, a Copa utilizava a histórica Taça Jules Rimet, conquistada em definitivo pelo Brasil após o tricampeonato de 1970. No entanto, o troféu ficou conhecido também pelos dois roubos que marcaram sua trajetória.
O primeiro aconteceu em 20 de março de 1966, durante uma exposição em Londres. Após dias de buscas, um cachorro encontrou a taça embrulhada em jornais em um jardim. Já o segundo roubo aconteceu em 1983, na sede da CBF.

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Siga o Times | CNBCSegundo as investigações, Sérgio Peralta, representante do Atlético-MG na entidade, planejou a ação. A Justiça condenou Peralta a 9 anos de prisão, enquanto o ourives Juan Carlos Hernandez, responsável pela fundição da taça, recebeu pena de 3 anos. A Jules Rimet nunca voltou a aparecer e investigadores acreditam que criminosos derreteram o troféu para vender o ouro em barras.

Na época do roubo, a Taça Jules Rimet valia cerca de Cr$ 18 milhões. Corrigido pela inflação, esse valor corresponde a aproximadamente R$ 340 mil.
Por outro lado, considerando apenas o valor do ouro nos preços atuais, o troféu alcançaria cerca de R$ 2,6 milhões. A peça continha 3,8 quilos de ouro puro e também acompanhou a forte valorização do metal ao longo das últimas décadas.
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Apesar de redesenhar a nova taça e manter as estéticas do ouro, o campeão da Copa do Mundo não recebe a taça original. Para evitar novos episódios de furtos, a FIFA destina à seleção campeã uma réplica da taça, que também é banhada a ouro.
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