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O mito da genética: o que mantém craques como CR7 e Modric em alto nível na Copa do Mundo?

Publicado 03/07/2026 • 23:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A Copa do Mundo de 2026 já entrou para a história ao reunir o maior número de jogadores com 40 anos ou mais.
  • Ao todo, 8 atletas disputam o torneio nessa faixa etária.
  • Nas 22 edições anteriores, apenas 7 jogadores haviam alcançado essa marca.
Vozinha

Foto: AFP

O mito da genética o que mantém craques como CR7 e Modric em alto nível na Copa do Mundo

A Copa do Mundo de 2026 já entrou para a história ao reunir o maior número de jogadores com 40 anos ou mais. Ao todo, 8 atletas disputam o torneio nessa faixa etária. Nas 22 edições anteriores, apenas 7 jogadores haviam alcançado essa marca. Entre os destaques estão Cristiano Ronaldo, de 41 anos, Luka Modric, de 40 anos, e o goleiro Vozinha, de 40 anos, que ganhou atenção mundial após se destacar no empate contra a Espanha.

Entretanto, o desempenho desses jogadores não depende apenas da genética. Especialistas apontam que a longevidade esportiva resulta da combinação entre treinamento personalizado, recuperação adequada, prevenção de lesões, alimentação, sono e evolução da medicina esportiva.

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Treino personalizado

Uma das principais mudanças no futebol moderno envolve a personalização dos treinamentos. Atualmente, equipes monitoram cada atleta de forma individual para entender como o corpo responde aos exercícios e quanto tempo precisa para se recuperar.

Além disso, clubes utilizam tecnologias como GPS e outros equipamentos para medir distância percorrida, intensidade dos esforços e desgaste físico. Com esses dados, as comissões técnicas ajustam a carga de trabalho e evitam tanto o excesso quanto a falta de treinamento.

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Foto: AFP

Descanso é essencial, principalmente em época de Copa do Mundo

O futebol também mudou a forma de encarar a recuperação física. Hoje, profissionais tratam o descanso como parte essencial da preparação dos atletas. Em jogos de alta intensidade, é praticamente obrigatório um bom descanso no pós-jogo.

Uma boa noite de sono ajuda na recuperação muscular e no equilíbrio hormonal. Ao mesmo tempo, períodos adequados de descanso reduzem o risco de lesões e permitem que o corpo responda melhor aos treinos. Esse cuidado se torna ainda mais importante para jogadores acima dos 40 anos.

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Foto: AFP

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Experiência como peça-chave contra as lesões

Com o avanço da idade, algumas capacidades físicas diminuem naturalmente. No entanto, muitos atletas compensam essa mudança com inteligência tática e experiência. Nos últimos anos, o futebol mudou seu estilo de jogar, com atletas mais velozes. O jogo tático passou a ser mais rápido, o que aumenta as chances de lesão.

Em vez de repetir o estilo de jogo dos 25 anos, jogadores como Cristiano Ronaldo e Luka Modric adaptaram suas funções em campo. Assim, economizam energia, aproveitam melhor o posicionamento e continuam decisivos em partidas importantes.

A título de comparação, na última quinta-feira, o astro português esteve dentro de campo na vitória de Portugal contra a Croácia. Apesar da estrela, o estilo de jogo de CR7 passou a ser mais tático, sem muitos piques e divididas.

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Genética ajuda, mas não é fator obrigatório

A genética pode favorecer características como força, potência e resistência. No entanto, especialistas afirmam que ela não determina sozinha o sucesso de um atleta.

Uma revisão científica publicada em 2023 identificou 128 genes relacionados ao desempenho esportivo. Desse total, 41 aparecem ligados à resistência, 45 à potência e 42 à força. 

Dessa forma, mesmo assim, pesquisadores destacam que o rendimento depende principalmente da combinação entre treinamento, recuperação, histórico de lesões, ambiente e hábitos ao longo da carreira. Em competições como a Copa do Mundo, os jogos tendem a ser mais exigentes ao físico dos atletas mais velhos.

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