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Final de Luísa Stefani impulsiona turismo esportivo e interesse por torneios de tênis

Publicado 10/07/2026 • 22:53 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Lúzio Ramos, CEO da MundoTênis, afirma que feitos de brasileiros no circuito aumentam a procura por viagens para torneios.
  • Empresa leva cerca de 15 mil clientes por ano a eventos como Wimbledon, Roland Garros, US Open e Miami Open.
  • Executivo diz que o US Open oferece o melhor custo-benefício entre os Grand Slams para brasileiros.

A final histórica de Luísa Stefani em Wimbledon deve ampliar o interesse de brasileiros por torneios de tênis e fortalecer o mercado de turismo esportivo, segundo Lúzio Ramos, CEO da MundoTênis.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Ramos afirmou que resultados relevantes de atletas brasileiros têm impacto direto na procura por experiências presenciais em grandes competições do circuito mundial.

“Cada movimento que o tênis no Brasil faz tem um impacto muito grande, já que o brasileiro é muito apaixonado pelo tênis”, disse.

A MundoTênis leva cerca de 15 mil clientes por ano para torneios como Wimbledon, Roland Garros, US Open e Miami Open. A empresa também atende companhias que usam o tênis para relacionamento com clientes, ativação de marca e geração de negócios.

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Segundo Ramos, o crescimento da demanda se acelerou nos últimos anos. A empresa começou com grupos de 11 a 15 brasileiros em 2011 e 2012. Neste ano, em um único torneio, levou quase 5 mil brasileiros, entre pessoas físicas e empresas.

“O crescimento nos últimos anos foi enorme”, afirmou. “A gente leva tanto pessoas físicas como empresas utilizando o tênis para ativar marca, promover negócio e se relacionar com seus clientes.”

Para o executivo, o avanço do turismo esportivo está ligado à combinação entre viagem, experiência e paixão pelo esporte. Ele afirma que muitos clientes não praticam tênis, mas querem acompanhar os torneios de perto e viver o ambiente das competições.

O sucesso de nomes como Luísa Stefani e João Fonseca também ajuda a mudar a relação do público brasileiro com o circuito. Segundo Ramos, o torcedor passou a acompanhar não apenas estrelas internacionais, mas também atletas do país.

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“Hoje em dia, com o João Fonseca vindo, com o sucesso agora da Luísa, é muito bom ver o brasileiro podendo torcer pelos seus atletas, não só pelas estrelas internacionais”, disse.

Ramos afirmou que o turismo ligado ao tênis deixou de ser restrito a um público de alto padrão. Segundo ele, embora Wimbledon seja o torneio mais exclusivo e mais caro do circuito, há opções de experiências com custos variados em outros eventos.

“O tênis hoje tem sido muito amplo”, disse. “A gente atende clientes de todos os níveis, que estão buscando uma viagem internacional e querem viver uma experiência.”

Segundo o CEO da MundoTênis, o custo depende do torneio, da fase da competição, da localização do assento, do hotel e do destino. Primeiras rodadas tendem a ser mais acessíveis e permitem ver mais jogos, enquanto finais de Grand Slam e assentos próximos à quadra têm preços mais altos.

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Entre os quatro Grand Slams, Ramos apontou o US Open como a melhor opção de custo-benefício para brasileiros. Ele citou a oferta de voos para Nova York e a estrutura do estádio como fatores que permitem montar pacotes mais flexíveis.

“Saindo do Brasil, o US Open é o melhor custo-benefício pela facilidade de voos para Nova York e pelo estádio, que é grande”, afirmou.

Para Ramos, a tendência é de crescimento contínuo do segmento, impulsionada pela presença de brasileiros em grandes torneios, pelo interesse de marcas e pela busca do público por experiências internacionais ligadas ao esporte.

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