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Gigantes do streaming entram na disputa bilionária pelos direitos de transmissão das próximas Copas

Publicado 08/07/2026 • 21:19 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Netflix, Disney e YouTube miram direitos da Copa de 2030 e 2034 nos Estados Unidos.
  • Atualmente, a Copa de 2026 é transmitida pela Fox Sports, em inglês, e pela Telemundo, em espanhol, mas a expectativa é de uma concorrência maior no próximo ciclo.
  • A FIFA pode arrecadar até US$ 2 bilhões com os próximos contratos de transmissão no mercado americano, somando os pacotes em inglês e espanhol.

O sucesso comercial da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos já movimenta uma nova disputa bilionária fora de campo: a corrida pelos direitos de transmissão das próximas edições do torneio.

Com o crescimento do futebol no mercado americano e o avanço do streaming esportivo, grandes empresas de mídia e tecnologia passaram a mirar os pacotes de exibição das Copas de 2030 e 2034.

Pedro Paiva, correspondente internacinal do Times Brasil -Licenciado Exclusivo CNBC, afirmou que o interesse pelo torneio cresceu entre emissoras tradicionais e plataformas digitais, em um momento em que o futebol amplia espaço no consumo esportivo dos americanos, especialmente entre os mais jovens.

“O soccer ainda não é o esporte número um dos Estados Unidos, mas vem crescendo muito em interesse. E com esse crescimento, está crescendo também o interesse das emissoras em terem os direitos de transmissão da Copa do Mundo”, afirmou.

Atualmente, a Copa de 2026 é exibida por duas empresas no mercado americano. A Fox Sports detém os direitos em inglês, enquanto a Telemundo, da NBCUniversal, transmite os jogos em espanhol, refletindo o peso da audiência latina no país.

Segundo Paiva, esse cenário deve mudar a partir da próxima negociação, com a entrada mais agressiva de plataformas de streaming e grupos de tecnologia interessados em uma fatia do principal produto da FIFA.

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Entre as empresas citadas pelo correspondente como potenciais interessadas estão a Netflix, que já possui os direitos da Copa do Mundo Feminina nos Estados Unidos em 2027 e 2031, a Disney, que poderia utilizar a estrutura da ESPN e da ABC, a Alphabet, dona do Google e do YouTube, além de Amazon e Apple, que já vêm ampliando presença no mercado esportivo americano.

A expectativa é de que as negociações comecem em breve. Segundo Pedro, a FIFA deve iniciar conversas com possíveis parceiros ainda esse ano, com uma estratégia que pode alterar o modelo atual de divisão dos pacotes por idioma.

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“A perspectiva é que a FIFA já comece a se reunir com possíveis parceiros dentro de três meses, até outubro, e priorize vender a transmissão conjunta para a mesma empresa em inglês e em espanhol”.

Os números ajudam a explicar o apetite do mercado. Para a Copa de 2026, a Fox Sports desembolsou cerca de US$ 485 milhões (cerca de R$ 2.4 bilhões de reais na cotação atual) pelos direitos em inglês, enquanto a NBCUniversal, dona da Telemundo, pagou aproximadamente US$ 600 milhões (aproximadamente R$ 3 bilhões) pelo pacote em espanhol.

Somados, os contratos atuais superam a marca de US$ 1 bilhão.

Para a próxima rodada, no entanto, a expectativa é ainda mais ambiciosa. “A perspectiva é que a Copa de 2030 possa ser vendida por até 2 bilhões de dólares”.

A cifra projetada mostra como o futebol vem ganhando relevância dentro do ecossistema esportivo americano, mesmo sem ocupar o posto de modalidade dominante no país.

O crescimento da base jovem, a força da audiência hispânica e a consolidação do streaming como plataforma de transmissão esportiva criaram um ambiente mais competitivo para a venda dos direitos.

Ainda assim, o calendário das próximas edições traz desafios para o mercado americano. A Copa de 2030 será disputada em Portugal, Espanha e Marrocos, enquanto a de 2034 ocorrerá na Arábia Saudita, o que impõe fusos horários menos favoráveis à audiência nos Estados Unidos.

“2030 será uma Copa em um fuso de cinco a seis horas de diferença, e a de 2034, na Arábia Saudita, terá uma distância ainda maior para a Costa Leste”, afirmou o correspondente.

Mesmo com esse obstáculo, a avaliação é de que o interesse comercial continua elevado. O desempenho da atual Copa no mercado americano, em audiência, patrocínio e engajamento, reforçou a percepção de que o torneio se tornou um ativo estratégico também para empresas de mídia dos Estados Unidos.

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