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NBA: como as finais entre Knicks e Spurs movimentam o mercado de mídia

Publicado 04/06/2026 • 12:18 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O New York Knicks enfrenta o San Antonio Spurs, de Victor Wembanyama, em uma final que gera grande expectativa de audiência e impulsiona a valorização dos direitos de mídia da NBA.
  • A NBA registra sua maior média desde 2018 (1,78 milhão de espectadores por jogo), com jogos dos Knicks elevando ainda mais a audiência.
  • A demanda disparou, com valores médios chegando a até US$ 6.700 em Nova York, colocando a série entre as mais caras da história do esporte, próxima ao nível do Super Bowl.

MICHAEL GONZALES / NBAE / GETTY IMAGES / GETTY IMAGES VIA AFP

Os New York Knicks chegaram às finais da NBA na busca pelo primeiro título desde 1973, elevando significativamente as expectativas do mercado de mídia nos Estados Unidos. O adversário na decisão é o San Antonio Spurs, liderado por Victor Wembanyama.

A equipe texana avançou após uma série disputada contra o Oklahoma City Thunder, vencida por 4 a 3 no sétimo e decisivo jogo de final da conferência.

Nos Estados Unidos, as finais são transmitidas pela ABC e pela ESPN, ambas do grupo Disney. No Brasil, o Jogo 1 foi exibido pelo Prime Video na noite de ontem, às 21h30, com vitória dos novaiorquinos contra os texanos por 105 a 95.

A NBA registra atualmente sua maior audiência desde 2018, com média de 1,78 milhão de espectadores por partida, alta de 16% em relação ao ano anterior. Os jogos dos Knicks, em particular, tiveram crescimento de cerca de 25% na audiência nas plataformas de streaming, de acordo com dados da Bloomberg.

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A expectativa de crescimento se reflete também nos bastidores do setor de mídia. A NBA e a parceira de mídia projetam a continuidade dessa tendência positiva, impulsionada pelo novo acordo de direitos de transmissão de 11 anos, avaliado em US$ 76 bilhões – sim, bilhões com B – (cerca de R$ 386 bilhões), que envolve também Amazon e Comcast.

A nova estratégia de distribuição esportiva inclui ainda o aplicativo próprio, lançado em agosto por cerca de US$ 30 mensais, com foco em transmissões ao vivo e integração com recursos de apostas esportivas, ampliando as possibilidades de monetização de conteúdo.

No mercado de ingressos, a demanda atingiu níveis recordes. Os preços médios estimados chegam a aproximadamente US$ 2.800 para o Jogo 1 em San Antonio e US$ 3.500 (R$ 17,8 mil) para o Jogo 2. Em Nova York, no Madison Square Garden, os valores médios sobem ainda mais: cerca de US$ 6.700 (R$ 34 mil) no Jogo 3 e US$ 5.400 (R$ 27,4 mil) no Jogo 4.

O conjunto desses números coloca a série entre as mais caras da história do esporte, em patamar comparável ao Super Bowl, cujos ingressos tiveram preço médio de cerca de US$ 7.200 (R$ 36,5 mil) na edição do ano passado.

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