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Onda de calor ameaça jogos da Copa nos EUA e pode gerar prejuízos bilionários à economia

Publicado 01/07/2026 • 22:15 | Atualizado há 4 horas

KEY POINTS

  • Uma onda de calor intensa deve atingir grande parte dos Estados Unidos durante as eliminatórias da Copa do Mundo, com sensação térmica que pode chegar a 46°C.
  • Jogos da segunda fase e das oitavas, incluindo a partida do Brasil no MetLife Stadium, devem ser disputados sob temperaturas elevadas e forte impacto da umidade.
  • Além dos riscos aos atletas, o calor extremo também gera perdas bilionárias à economia dos EUA e eleva os custos operacionais de estádios climatizados.

A Copa do Mundo de 2026 enfrenta um adversário fora de campo: o calor extremo. Uma onda de calor intensa e prolongada deve avançar sobre grande parte dos Estados Unidos ao longo desta semana, justamente durante uma das fases eliminatórias do torneio, elevando a preocupação com o desgaste físico dos atletas, a logística das partidas e os custos operacionais da competição.

Segundo o Centro de Previsão do Tempo dos Estados Unidos (WPC, na sigla em inglês), os termômetros devem superar os 32°C em uma extensa faixa do país, principalmente no centro e no leste, com umidade elevada e sensação térmica que pode alcançar 46°C em algumas áreas.

A massa de ar quente deve atingir regiões dos Grandes Lagos, dos vales dos rios Mississippi e Ohio, das Grandes Planícies, do Meio-Atlântico e do Sudeste americano.

O correspondente internacional do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC Pedro Paiva, relatou direto de Nova York o impacto do calor na Costa Leste, uma das áreas mais afetadas pela onda.

“Hoje foi um dia pesado aqui em Nova York. Os termômetros chegaram a 34°C, mas com a umidade muito alta, a sensação chegou a 37°C“.

Segundo ele, a situação deve piorar nos próximos dias. “Amanhã a máxima deve chegar a 37°C e, na sexta-feira, a 38°C, com sensação térmica de 40°C“, afirmou.

A onda deve coincidir com jogos importantes do mata mata da Copa. No dia 2 de julho, Espanha x Áustria será disputado em Los Angeles, sob temperaturas elevadas na Costa Oeste, enquanto Portugal x Croácia joga em Dallas, no Texas, onde os termômetros podem se aproximar dos 40°C em estádios abertos ou semiabertos.

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No dia 4 de julho, feriado da independência dos Estados Unidos, Paraguai x França será disputado na Filadélfia, cidade que deve enfrentar forte umidade e sensação térmica sufocante. Segundo Paiva, a previsão no horário da partida é especialmente preocupante.

“A previsão para Filadélfia é de 38°C no termômetro e sensação térmica de 40°C quando a bola começar a rolar“, disse.

No mesmo dia, Colômbia x Gana será disputado em Kansas City, também sob alerta para calor extremo e sensação térmica perigosa.

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Já nas oitavas de final, no dia 5 de julho, o Brasil entra em campo contra a Noruega no MetLife Stadium, na região de Nova York/Nova Jersey, em meio ao pico da massa de ar quente que atinge a Costa Leste.

“Brasil e Noruega também devem pegar essa onda de calor, mas no fim dela. A previsão é de 31°C na hora do jogo”, explicou o correspondente.

O problema é agravado pela estrutura dos estádios. Nem o estádio da Filadélfia nem o MetLife Stadium possuem climatização ou teto retrátil, o que significa que os atletas estarão totalmente expostos às condições climáticas durante a partida.

“Os jogadores vão ter que atuar nessas condições mesmo”.

Além do impacto esportivo, o calor extremo também gera prejuízos bilionários à economia americana. Um estudo do Climate Resilience Center estima que os Estados Unidos perdem, em média, US$ 100 bilhões por ano por causa das ondas de calor, principalmente devido à queda de produtividade.

A projeção é que esse custo possa alcançar US$ 500 bilhões anuais até 2050.

Nos estádios climatizados, o impacto aparece na conta de energia. Segundo Pedro, arenas fechadas ou com controle de temperatura, como a de Houston, onde o Brasil enfrentou o Japão, precisam desembolsar valores elevados para manter a refrigeração.

“A estimativa é que o custo de uma única partida possa ultrapassar US$ 150 mil apenas com energia”, afirmou.

A tendência, segundo as autoridades meteorológicas americanas, é que a onda de calor comece a perder força gradualmente a partir deste fim de semana, com alívio mais perceptível na Costa Leste entre segunda-feira (6) e terça-feira (7).

Até lá, no entanto, a Copa seguirá sob alerta máximo, com o calor extremo se consolidando como um dos fatores mais relevantes desta reta decisiva do torneio.

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