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Recorde de surfista brasileira reforça mercado global de ondas gigantes
Publicado 23/05/2026 • 13:00 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 23/05/2026 • 13:00 | Atualizado há 5 meses
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Reprodução/ Instagram: @bredoliveira
O recorde conquistado pela surfista Michaela Fregonese no litoral de Santa Catarina vai além do esporte e reforça o avanço comercial do mercado global de ondas gigantes, modalidade que atrai patrocinadores internacionais, turismo esportivo e plataformas de mídia digital.
A atleta entrou para a história ao surfar uma onda de 12,25 metros na Laje da Jagua, em Jaguaruna, marca confirmada após análise técnica e considerada a maior já encarada por uma mulher no Brasil.

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O feito acontece em um momento de expansão da indústria ligada ao chamado “big wave surfing”, segmento que movimenta marcas globais de energia, relógios, automóveis e vestuário esportivo. O apelo visual das ondas gigantes transformou a modalidade em um ativo estratégico para campanhas publicitárias ligadas à performance, risco e superação.
Além do impacto esportivo, destinos conhecidos por ondas gigantes passaram a gerar receitas com turismo, eventos, hotelaria e produção audiovisual. O principal exemplo é Nazaré, em Portugal, que se consolidou como referência mundial do setor após viralizar nas redes sociais e em plataformas de streaming.
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Jaguaruna, no litoral catarinense, começa a entrar nesse radar internacional. A sessão que resultou no recorde aconteceu após a passagem de um ciclone pela região Sul, condição que gerou um swell, ondulação oceânica de grande intensidade, considerado ideal para a prática do surfe extremo e que atraiu atletas de diferentes partes do País.
O crescimento das transmissões digitais e da audiência nas redes sociais também ampliou o potencial comercial da modalidade. Vídeos de ondas gigantes frequentemente alcançam milhões de visualizações, aumentando o interesse de patrocinadores e plataformas de conteúdo esportivo.
Natural de Curitiba, Michaela, de 45 anos, é um dos principais nomes brasileiros do segmento. Neste ano, ela venceu o Big Wave Challenge, na Califórnia, além das categorias Onda do Ano e Maior Onda do Ano.
Apesar do novo recorde feminino, a maior onda já surfada no Brasil segue sendo a de 14,82 metros, registrada por Lucas Chumbo, também em Jaguaruna, em 2025.
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