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Varejo esportivo conta com o gatilho do triunfo brasileiro para reaquecer o consumo por itens da Seleção
Publicado 19/06/2026 • 23:29 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 19/06/2026 • 23:29 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
Foto: Nike
Antes mesmo do início da Copa do Mundo, o comportamento do consumidor vinha mostrando que o Mundial não movimenta apenas o campo, mas o mercado esportivo como um todo. A preparação para o torneio impulsionou o consumo de produtos da Seleção Brasileira, e torcedores ansiosos pelo hexa intensificaram a busca por camisas, bandeiras e itens temáticos – partes quase que obrigatórias da experiência de acompanhar os jogos.
Às vésperas da estreia do Brasil, as vendas de artigos relacionados à Copa cresceram mais de 20 vezes no e-commerce em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Segundo levantamento da Confi, empresa de inteligência para o varejo, com base em informações da Neotrust, o avanço foi puxado principalmente pelas camisas oficiais, que responderam por quase três quartos do faturamento.
Entre o lançamento da nova camisa da Seleção, em 13 de março, e 2 de junho, a plataforma registrou a venda de 915 mil unidades do uniforme oficial. O desempenho resultou em R$ 382 milhões em faturamento apenas com este produto, cujo ticket médio foi de R$ 417,50 por peça. Ou seja: não foi só a demanda que aumentou, mas o valor médio do gasto por compra também cresceu.
No entanto, o ritmo de consumo não se manteve linear após o início da competição. O empate do Brasil com o Marrocos na estreia trouxe um freio momentâneo nas vendas, refletindo um movimento de cautela do torcedor. O resultado aumentou o ceticismo em relação ao desempenho da Seleção e reduziu o impulso emocional de compra que costuma acompanhar as vitórias.
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Siga o Times | CNBCNo mercado, este tipo de cenário costuma impactar diretamente a intenção de compra dos torcedores. O quadro se agrava quando se trata de produtos ligados à performance esportiva e à identificação imediata com o time, como camisetas e bandeiras.
Avitória contra o Haiti nesta sexta-feira (19) surgiu como um possível ponto de virada nesta tendência. Resultados positivos, como o da segunda partida do Brasil pela Copa, tendem a reativar o engajamento do público e reacender a confiança no desempenho da Seleção. Historicamente, isso se traduz em um aumento da busca por camisas e itens oficiais.
Em um ambiente altamente passional como o da Copa, cada triunfo funciona como gatilho para reaquecer o consumo. Neste caso, uma nova vitória pode devolver fôlego ao mercado de produtos ligados à Seleção no varejo esportivo.
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