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Ataque houthi mata seis no Mar Vermelho; EUA atingem navio porta-contêineres
Publicado 12/08/2026 • 08:20 | Atualizado há 60 minutos
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Publicado 12/08/2026 • 08:20 | Atualizado há 60 minutos
KEY POINTS
Khaled Ziad / AFP
Embarcações atravessam o Estreito de Bab el-Mandeb, ao largo da costa sul do Iêmen, em 25 de julho de 2026.
Ataques de rebeldes houthis apoiados pelo Irã deixaram seis mortos após atingirem um navio de carga no Estreito de Bab el-Mandeb nesta terça-feira (11), nas primeiras mortes registradas em ataques contra a navegação no Mar Vermelho em mais de um ano.
Poucas horas depois, forças dos Estados Unidos afirmaram ter disparado mísseis contra um navio porta-contêineres que teria tentado romper o bloqueio imposto por Washington aos portos iranianos no Golfo de Omã.
Os dois episódios mostram como a guerra, que entra no sexto mês, vem ampliando os impactos sobre duas das rotas marítimas mais importantes do mundo, mesmo enquanto diplomatas sinalizam avanços em direção à reabertura do Estreito de Ormuz.
O Ministério dos Transportes do Iêmen informou que entre os mortos estavam quatro tripulantes do navio, identificado como Tihamah, de propriedade egípcia e bandeira da Tanzânia. Três eram cidadãos paquistaneses e um, indonésio.
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Separadamente, a guarda costeira do Iêmen informou, segundo relatos, que dois integrantes das Forças de Resistência Nacional, aliadas ao governo iemenita, também morreram em um segundo ataque enquanto participavam de uma operação de resgate.
Em comunicado, o Ministério dos Transportes do Iêmen afirmou responsabilizar “integralmente as milícias terroristas houthis pelas mortes, ferimentos e danos causados ao navio comercial Tihamah, bem como pelas graves consequências decorrentes desses ataques”, segundo tradução do árabe feita pelo Google.
Posteriormente, um veículo de comunicação alinhado aos houthis afirmou que as forças do grupo haviam atacado um navio que transportava equipamentos militares sauditas. Os houthis, porém, não se pronunciaram oficialmente sobre o número de mortos.
O grupo alinhado ao Irã declarou, em 20 de julho, um bloqueio naval contra a Arábia Saudita no Mar Vermelho, rompendo uma trégua de anos na guerra civil do Iêmen. Os houthis afirmaram que a medida foi uma retaliação a um suposto “cerco” saudita ao Iêmen, acusação negada por Riad.
Separadamente, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou na noite de terça-feira que um helicóptero da Marinha americana disparou dois mísseis contra o Vela Nova, de bandeira panamenha, depois que a tripulação ignorou alertas enquanto navegava pelo Golfo de Omã.
Segundo o Centcom, os disparos inutilizaram os sistemas de direção e de propulsão do navio.
O comando militar americano afirmou que a embarcação tentou atravessar o bloqueio naval restabelecido por Washington contra os portos iranianos em meados de abril. Não houve relatos imediatos de vítimas.
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Siga o Times | CNBCDesde a entrada em vigor do bloqueio, forças americanas redirecionaram 55 navios comerciais que tentaram rompê-lo, inutilizaram três embarcações que não cumpriram as determinações e abordaram outras duas, segundo o Centcom.
As hostilidades no mar ocorrem em meio à paralisação das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. No fim de semana, o Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano apresentou uma série de exigências para a reabertura do Estreito de Ormuz, incluindo o fim do bloqueio naval americano, o alívio das sanções, a retirada das tropas dos Estados Unidos e as reparações de guerra.
O presidente Donald Trump, por sua vez, exigiu que o Irã também pague compensações.
O impasse tornou mais distante uma normalização do tráfego marítimo, mesmo enquanto Irã e Omã avançam em direção a um acordo para a criação de um novo corredor de trânsito pelo Estreito de Ormuz.
O tráfego pela passagem, responsável por 20% do comércio mundial de petróleo antes do início do conflito, no fim de fevereiro, segue extremamente reduzido. A turbulência provocada pela guerra na região gerou um choque global de oferta de energia, elevando fortemente os preços do petróleo e produzindo consequências econômicas mais amplas.
Os preços do petróleo avançaram em meio à renovação das tensões. Os contratos futuros do Brent para outubro subiam 0,6% nesta quarta-feira (12), a US$ 89,44 por barril, ampliando uma alta de mais de 7% na semana, segundo dados da LSEG.
O petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos Estados Unidos para setembro avançava 0,7%, a US$ 83,80 por barril.
“A retórica atual sugere que qualquer possível acordo ainda está a certa distância, o que significa que os riscos para os preços do petróleo continuam inclinados para cima”, afirmou Warren Patterson, chefe de estratégia de commodities do ING.
Apesar disso, houve alguns sinais de continuidade dos esforços diplomáticos. Um ministro paquistanês afirmou nesta terça-feira que Estados Unidos e Irã estão próximos de “algum tipo de entendimento” sobre o Estreito de Ormuz, oferecendo uma perspectiva de avanço nas negociações mesmo enquanto os dois lados aparentam endurecer suas posições.
O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Asif, disse a jornalistas que “as coisas estão novamente caminhando a favor de um entendimento de paz ou de um acordo”, segundo a Bloomberg.
As declarações ocorreram depois que um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Catar afirmou à Al Jazeera que as negociações entre Irã e Omã para a abertura de um corredor de navegação pelo Estreito de Ormuz estavam em um “momento crítico”.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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