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Netflix é processada por banda cristã por Guerreiras do K-Pop

Publicado 22/08/2026 • 17:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A ação também envolve a Netflix Studios e a promotora de eventos AEG Presents e ocorre após o anúncio de uma turnê mundial baseada na produção.
  • O problema aumentou depois que KPop Demon Hunters se transformou em um fenômeno global.
  • A empresa afirma que a dimensão alcançada pelo filme, pelas músicas e pelos produtos licenciados criou situações concretas de confusão.
Guerreiras da K-Pop, filme da Netflix. Imagem: reprodução/Netflix.

Imagem: Reprodução/Netflix

Netflix é processada por banda cristã por Guerreiras do K-Pop

A banda cristã de heavy metal Demon Hunter entrou com um processo contra a Netflix na última quarta-feira (19), nos Estados Unidos, alegando que o sucesso do filme de animação K-Pop Demon Hunters (Guerreiras do K-pop) provocou confusão entre fãs e consumidores.

A ação também envolve a Netflix Studios e a promotora de eventos AEG Presents e ocorre após o anúncio de uma turnê mundial baseada na produção.

A empresa Hyde Lane, responsável pelos negócios da banda, afirma que o uso do nome Demon Hunter dentro da produção da Netflix passou a afetar diretamente a identidade comercial do grupo, que utiliza a marca há mais de 20 anos, de acordo com a Forbes.

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Banda afirma que consumidores confundiram os grupos

Segundo a ação, o problema aumentou depois que K-Pop Demon Hunters se transformou em um fenômeno global. A Hyde Lane sustenta que a Netflix deveria saber da existência da banda antes de adotar o nome usado na produção.

A empresa afirma que a dimensão alcançada pelo filme, pelas músicas e pelos produtos licenciados criou situações concretas de confusão.

Um dos exemplos apresentados no processo envolve um consumidor que teria desembolsado cerca de US$ 500 por ingressos de primeira linha para um show do Demon Hunter em Albany, no estado de Nova York.

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De acordo com a denúncia, o comprador acreditava que estava adquirindo ingressos para uma apresentação relacionada ao fenômeno da Netflix. Depois de perceber o engano, teria solicitado o reembolso.

A banda também relata que um produtor de televisão procurou sua equipe acreditando estar entrando em contato com os responsáveis por K-Pop Demon Hunters. Nas redes sociais, segundo a ação, usuários também marcam com frequência os perfis do Demon Hunter em publicações relacionadas ao filme.

O que a banda quer da Netflix?

A Hyde Lane pede que a Justiça impeça a Netflix de utilizar o nome K-Pop Demon Hunters associado a determinadas atividades musicais, apresentações ao vivo e produtos licenciados.

A empresa também busca uma indenização por perdas que não foram especificadas na ação. A disputa envolve principalmente o uso comercial dos nomes e a possibilidade de associação entre marcas diferentes. A banda afirma possuir registro relacionado ao nome Demon Hunter para músicas gravadas e produtos licenciados.

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A Netflix, por sua vez, possui pedidos de registro de marca para KPop Demon Hunters em diferentes categorias de produtos. A Hyde Lane também tomou medidas para proteger o nome Demon Hunter no segmento de apresentações ao vivo.

Filme virou um dos maiores sucessos da Netflix

K-Pop Demon Hunters chegou à Netflix em junho de 2025 e rapidamente ganhou espaço entre as produções mais populares da plataforma.

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A história acompanha o grupo feminino Huntr/x, formado por estrelas do K-pop que levam uma vida dupla. Enquanto se apresentam para o público, as integrantes enfrentam demônios e protegem seus fãs de ameaças sobrenaturais. A produção também apresenta os Saja Boys, uma boy band que esconde uma ligação com o mundo demoníaco.

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O filme alcançou 91% de aprovação da crítica e 99% entre o público no Rotten Tomatoes. O desempenho fez a animação superar outros grandes lançamentos da Netflix e alcançar uma marca histórica na plataforma. Até agora, a produção acumula mais de 325 milhões de visualizações.

Trilha sonora impulsionou o fenômeno

O impacto de K-Pop Demon Hunters não ficou restrito à animação. As músicas do filme se transformaram em um dos principais motores de sua popularidade. A trilha sonora colocou quatro faixas simultaneamente entre as dez mais ouvidas da Billboard, com “Golden”, “Your Idol”, “Soda Pop” e “How It’s Done”.

A trilha também chegou ao primeiro lugar da Billboard 200, feito alcançado por um número limitado de trilhas sonoras na história da parada.

Entre os artistas associados à produção, Huntr/x reúne milhões de ouvintes mensais no Spotify. O grupo fictício Saja Boys também alcançou uma audiência expressiva na plataforma.

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Esse sucesso comercial é um dos pontos centrais da disputa judicial. Para a Hyde Lane, a popularidade da produção ampliou o risco de que o público associe a marca Demon Hunter à franquia da Netflix.

Banda diz ter construído a marca durante décadas

Na ação, a Hyde Lane argumenta que o Demon Hunter já possuía uma identidade estabelecida muito antes do lançamento do filme.

A banda cristã de metal foi formada no início dos anos 2000 e construiu sua trajetória no mercado musical utilizando o nome Demon Hunter.

A empresa afirma que a diferença de tamanho entre as partes agravou o problema. Na visão da banda, o alcance da Netflix teria colocado sua marca em uma situação na qual ela precisa disputar a própria identidade comercial com uma das maiores empresas de entretenimento do mundo.

O processo agora deverá avançar na Justiça americana, onde serão avaliados os registros de marca, o histórico de uso do nome e os argumentos apresentados pelas duas partes.

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A disputa coloca frente a frente uma banda que utiliza o nome Demon Hunter há décadas e uma franquia que se tornou um dos maiores fenômenos recentes da Netflix, especialmente no mercado de música e entretenimento.

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