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O que é “quiet luxury” e por que ele virou tendência no mercado de luxo?
Publicado 28/02/2026 • 07:00 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 28/02/2026 • 07:00 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
Foto: Freepik.
O que é “quiet luxury” e por que ele virou tendência no mercado de luxo?
O termo “Quiet Luxury” tornou-se popular nas redes sociais em 2023, com o lançamento da série Succession. Na época, as pesquisas do termo no buscador do Google aumentaram de 0 para 78 e tiveram um segundo pico em fevereiro de 2024, atingindo 100%. Desde então, o universo do luxo passou a ser discutido com frequência na Internet.
Na série, acompanha-se a família Roy, dona de um conglomerado de mídia. Dada a posição econômica e social dos personagens, eles valorizam roupas mais sóbrias. Por isso, marcas como Ermenegildo Zegna e Giorgio Armani aparecem no figurino dos protagonistas.
A partir daí, o universo do luxo passou a ser discutido com frequência na Internet. A título de exemplo, no Instagram há um perfil chamado Succession Fashion, que informa quais as marcas das roupas usadas pelos personagens.
Mas, afinal, no que consiste o “quiet luxury”?
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Em português, quiet luxury significa luxo silencioso. Ele diz respeito à tendência de moda que valoriza a discrição e o minimalismo. Nesse caso, mais vale uma peça de visual comum, desde que feita com procedimentos e tecidos de qualidade, do que uma peça esteticamente chamativa.
Antes do luxo silencioso, o imaginário popular entendia o luxo por meio de símbolos como joias grandes e douradas, roupas e acessórios com logotipos de grife, carros esportivos e outros itens de ostentação.
Entretanto, na prática, uma camisa branca básica, no valor de R$ 6.288, mas feita pela grife Loro Piana, já é um exemplo de quiet luxury.
Nos anos 1990, essa tendência ao minimalismo foi muito comum, sendo representada por figuras públicas como Jennifer Aniston e Winona Ryder. No entanto, especificamente na ala de “quiet luxury”, a executiva da Calvin Klein e esposa de JFK Jr., Carolyn Bessette Kennedy, foi uma das maiores representantes desse movimento.
Ademais, as marcas mais associadas a esse tipo de luxo são Hermès, The Row, Bottega Veneta, Loro Piana, Brunello Cucinelli, MaxMara, Céline e Ralph Lauren. No entanto, com a ascensão do termo, a Prada e sua subsidiária, Miu Miu, passaram a incorporar peças mais alinhadas ao luxo silencioso desde que o termo se tornou popular.
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Embora visualmente básicas, os itens do luxo silencioso não costumam ser baratos. Na verdade, uma roupa simples, sem procedimentos e tecidos que elevam os preços, considera-se a peça apenas como clássica.
Nesse sentido, segundo a Escola Britânica de Artes Criativas e Tecnologia (EBAC), é comum que roupas “quiet luxury” sejam fabricadas com materiais nobres, como seda, linho, cashmere, lã e algodão puro. Também é frequente serem peças em cores neutras ou suaves, como branco, bege, cinza e preto.
Junto a isso, a qualidade do corte é essencial: nem muito justo, nem muito largo. O importante é vestir-se bem, sem excessos. Consequentemente, botões e zíperes precisam seguir essa mesma linha de pensamento, garantindo elegância e funcionalidade.
Entretanto, o tema gera discussões e, por vezes, a tendência é considerada elitista.
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Ademais, o luxo silencioso ainda cruza com outros temas na indústria da moda, como o slow fashion e questões de sustentabilidade. Isso porque, assim como o quiet luxury, a “moda lenta” também valoriza peças duradouras e feitas em menor quantidade.
O diferencial entre os termos, no entanto, está no slow fashion. Segundo o Fabric of Change, essa modalidade é mais engajada em garantir procedimentos éticos, incluindo os processos dos fornecedores de materiais.
Por fim, estudos apontam que a ascensão do quiet luxury é fruto da recessão mundial, marcada por guerras, pandemia, custo de vida elevado e inflação alta. Contudo, quem adota o luxo silencioso são pessoas de alto poder aquisitivo. Ou seja, elas optam por não ostentar enquanto a sociedade passa por desafios financeiros.
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