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Atletas precisam planejar carreira e finanças ainda em atividade, explica CEO da Top Volley Brasil
Publicado 31/08/2026 • 14:41 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 31/08/2026 • 14:41 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A preparação para o pós-carreira de um atleta profissional deve começar ainda durante a fase competitiva, com planejamento financeiro, administrativo e de imagem, afirmou Ana Flávia Sanglard, CEO da Top Volley Brasil, em entrevista ao Times CNBC Sports, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ex-jogadora de vôlei e medalhista olímpica pela seleção brasileira, Ana Flávia disputou os Jogos de Barcelona-1992 e Atlanta-1996 e conquistou o bronze em 1996, a primeira medalha olímpica do vôlei feminino de quadra do Brasil.
Hoje, à frente de uma empresa que atua na gestão de carreira, na negociação de contratos e na orientação administrativa e financeira para atletas, ela defende que as decisões tomadas ao longo da trajetória esportiva têm impacto direto na estabilidade após a aposentadoria.
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“Tomar decisões certas na hora certa é essencial para que o atleta tenha tranquilidade e uma carreira sempre em ascensão”, afirmou.
Segundo Ana Flávia, a gestão de carreira não se resume à renovação de contratos ou à busca por novos clubes.
Ela explicou que o trabalho envolve decisões sobre o momento de mudar de equipe, trabalhar com determinado técnico, priorizar a preparação física e organizar questões administrativas e financeiras.
A CEO destacou ainda que muitos atletas atuam por meio de empresas próprias e precisam lidar com a emissão de notas fiscais, impostos e outras obrigações que exigem orientação.
Na avaliação dela, esse suporte permite que o atleta concentre mais energia nas partes física e técnica, sem deixar de lado decisões importantes para a carreira.
Ana Flávia afirmou que a transição para fora das quadras deve ser planejada com antecedência.
“O pós-carreira vem sendo construído ao longo desse tempo também. Aquilo que o atleta faz hoje, aquilo que ele planta hoje, ele vai colher frutos depois”, disse.
Essa preparação passa, segundo ela, pela imagem construída ao longo da carreira, inclusive nas redes sociais, e, principalmente, pela organização financeira.
Uma das preocupações da Top Volley Brasil é ajudar os atletas a direcionar melhor os ganhos obtidos durante a carreira.
“Fazer com que esse atleta realmente possa estar guardando, possa estar direcionando aquilo que ele ganha da melhor maneira possível, para que lá na frente ele tenha um pós-carreira tranquilo”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCA transição profissional pode incluir, ainda, investimentos e empreendedorismo.
Ana Flávia disse que algumas jogadoras que passaram pela empresa seguiram esse caminho depois de deixarem as quadras e hoje mantêm atividades próprias com estabilidade financeira.
Ela própria fez essa transição após encerrar a carreira no vôlei. O negócio começou na Itália, a partir de um convite de seu então empresário, e depois foi desenvolvido no Brasil pela Top Volley.
Atualmente, a filha dela, Maria Eduarda, a Duda, também participa da operação e atua principalmente com atletas das categorias de base.
A ex-jogadora contou que sua própria trajetória esportiva influenciou a forma como orienta hoje outros atletas.
Ela encerrou a carreira depois de conviver, desde os 15 anos, com um problema no ombro e de ter passado por três cirurgias.
“Eu sabia que a minha carreira ia ser curta e assim foi. Parei na melhor fase da minha carreira, mas já tinha construído um pouco disso tudo”, afirmou.
Ana Flávia disse que contar com apoio ao longo da própria trajetória facilitou sua transição e serviu de referência para o trabalho que hoje desenvolve com outros atletas.
Ao falar sobre a realidade financeira dos atletas atuais, Ana Flávia alertou para o risco de tratar a remuneração elevada durante a carreira como uma renda que será mantida para sempre.
“É sempre pé no chão. A realidade do ganho mensal hoje não é a realidade que ele vai ter para a vida dele”, afirmou.
Na avaliação da CEO, a estabilidade depois da aposentadoria depende de guardar e direcionar os ganhos de forma adequada ainda durante a carreira esportiva.
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