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Bancos e fintechs ganham espaço nos patrocínios do futebol europeu após recuo das bets
Publicado 05/11/2026 • 16:04 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 05/11/2026 • 16:04 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
O mercado de patrocínios do futebol europeu passa por uma mudança no perfil das marcas que ocupam os espaços mais valorizados dos uniformes. As empresas de serviços financeiros lideram os acordos de patrocínio master nas camisas das cinco principais ligas do continente, enquanto o setor de tecnologia ampliou sua presença, passando de cinco para dez contratos na atual temporada. Em contrapartida, as casas de apostas perderam espaço após restrições impostas pela Premier League.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Reginaldo Diniz, CEO da End to End, avaliou que a mudança abre oportunidades para outros segmentos e pode influenciar o mercado brasileiro. Segundo ele, a saída de marcas de apostas de determinadas propriedades comerciais permite a entrada de bancos, fintechs e empresas de tecnologia interessadas em utilizar o futebol como plataforma de relacionamento com consumidores.
“ toda crise traz uma nova oportunidade”, afirmou o executivo ao comentar a transformação no mercado. Para Diniz, o setor financeiro encontra no esporte um canal para conquistar clientes, gerar leads e ampliar o acesso a dados e informações sobre o público.
Na avaliação de Diniz, o crescimento dos patrocínios financeiros está relacionado à necessidade de bancos e fintechs de encontrar plataformas capazes de aproximar suas marcas dos consumidores. O futebol, pela conexão emocional com os torcedores e pelo alcance de suas competições, oferece oportunidades de exposição e aquisição de clientes.
O executivo também relaciona esse movimento ao avanço da inteligência artificial generativa e à disputa entre empresas de tecnologia. Nesse cenário, clubes e competições esportivas passam a representar espaços estratégicos para marcas que buscam ampliar sua presença no mercado.
Diniz ressalta que as empresas de apostas não necessariamente desapareceram do futebol, mas passaram a ocupar outras posições nos uniformes e nas propriedades comerciais. Com a reorganização desses espaços, outros segmentos encontram oportunidades para ampliar sua participação.
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Siga o Times | CNBCPara o CEO da End to End, a tendência observada na Europa também pode se consolidar no Brasil nos próximos anos. Ele cita a presença de instituições financeiras em clubes brasileiros e aponta os programas de sócio-torcedor como uma das estruturas que podem impulsionar essa aproximação.
A integração entre programas de relacionamento, mecanismos de compra e serviços financeiros permitiria que os clubes utilizassem a identificação dos torcedores para desenvolver novas fontes de receita. Nesse modelo, o vínculo emocional com a equipe pode funcionar como porta de entrada para produtos bancários, cartões e outros serviços de consumo.
Diniz avalia, porém, que o mercado brasileiro ainda está em uma fase inicial desse processo. Para avançar, os clubes precisarão desenvolver novas formas de comercializar seus ativos e oferecer entregas mais diversificadas aos patrocinadores, sem concentrar toda a exposição na camisa.
Além dos bancos e das fintechs, Diniz aponta o setor automobilístico como um possível beneficiário da reorganização dos patrocínios esportivos no Brasil. O executivo destaca a entrada de marcas de automóveis chinesas no mercado nacional e a presença de empresas do segmento em clubes de diferentes divisões.
O varejo também pode ampliar sua participação, especialmente por meio de empresas de médio porte. Na avaliação do executivo, esses setores podem aproveitar as oportunidades abertas pela redução da presença das casas de apostas em determinadas propriedades comerciais.
O desafio para os clubes será diversificar as fontes de receita e criar formatos de exposição que atendam às necessidades de cada patrocinador. Diniz defende a combinação de publicidade nos uniformes com ativações em plataformas digitais, e-mail e WhatsApp, ampliando os pontos de contato entre marcas e torcedores.
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