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CEO da Brasil Rugby detalha estratégia para transformar Rugby Experience em vitrine do esporte no país

Publicado 22/08/2026 • 07:45 | Atualizado há 52 minutos

KEY POINTS

  • Alexandre Chiofetti, CEO da CBRu, afirma que o Rugby Brasil Experience busca aproximar o rugby brasileiro dos grandes modelos internacionais de entretenimento esportivo.
  • A CBRu pretende usar o evento para dar mais visibilidade ao rugby, fortalecer marcas parceiras e atrair novos patrocinadores, destacando valores como disciplina, respeito e comunidade.
  • A entidade também aposta em grandes competições no Brasil para aproximar as seleções do público e criar novos ídolos, tendo o SVNS 2 como um dos principais exemplos.

Foto: Gubba.arw

A Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) aposta no Rugby Brasil Experience como uma iniciativa para ampliar a popularidade da modalidade no país, atrair novos patrocinadores e transformar o dia de jogo em uma experiência de entretenimento para toda a família.

Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o CEO da CBRu, Alexandre Chiofetti, avaliou que o modelo busca aproximar o rugby brasileiro de uma lógica já consolidada em outros mercados esportivos, nos quais a experiência do torcedor vai além da partida.

“Estamos juntando dois grandes nomes do nosso rugby, as Yaras e os Tupis, com duas das seleções mais famosas do mundo: Nova Zelândia e África do Sul”.


A expectativa da CBRu é que o evento dê mais visibilidade às marcas já ligadas ao esporte e abra espaço para novos parceiros comerciais. Ao todo, 29 marcas que patrocinarão o Brasil Rugby Experience, além da prefeitura de São Paulo.

“Queremos dar ainda mais visibilidade para as nossas marcas, atrair novos parceiros e de fato firmar o rugby no país”, afirmou.

O CEO avalia que um dos principais ativos do rugby para o mercado é a identidade construída em torno de valores como disciplina e respeito. Segundo ele, essa característica pode representar um diferencial na relação entre o esporte, torcedores e patrocinadores.

A CBRu também pretende tornar os eventos mais longos e estruturados, estimulando a presença de famílias e comunidades no entorno das partidas.

“O rugby é um esporte de comunidade. O importante não é só o pai assistir ao jogo. É o pai, a mãe, o irmão e todo mundo frequentar. Isso acaba fazendo com que seja um ambiente super familiar”.

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A estratégia passa pela incorporação de elementos de entretenimento. Para Chiofetti, grandes ligas esportivas internacionais mostram que o público busca uma experiência mais ampla do que apenas assistir à competição.

Expansão do esporte

A seleção feminina é outro pilar da estratégia da CBRu. Chiofetti avalia que, apesar do bom desempenho internacional, as Yaras precisam ampliar a presença em eventos realizados no Brasil para se aproximar do público e do mercado patrocinador.

A realização do SVNS 2 no país foi apontada pelo executivo como um passo fundamental nessa direção, gerando um resultado tão positivo que a World Rugby voltou a solicitar que o Brasil organize a competição na próxima edição. Com essa conquista, o executivo comemora o novo momento do rugby nacional.

“Agora eu tenho uma história para contar para os meus patrocinadores. Posso mostrar que aquelas Yaras que jogam em Hong Kong e na Espanha vão vir jogar aqui”.

Para o CEO, a realização de grandes eventos no país é indispensável para a construção de ídolos e para fortalecer a conexão das seleções com o público brasileiro.

Paralelamente aos grandes torneios, a Confederação mantém projetos estruturados de desenvolvimento da base, como o Nina, voltado ao rugby feminino, e o Vem Pro Rugby, destinado a meninos e meninas. Atualmente, os programas são desenvolvidos em 31 clubes pelo país.

“Nós colocamos um recurso humano, a rigor um treinador, em cada um desses clubes para ajudar a desenvolver a modalidade”.

Marcado para 29 de agosto, no estádio do Pacaembu, em São Paulo, o evento terá uma programação de 11 horas e pretende aproximar o público do rugby por meio de uma combinação de esporte, entretenimento e experiências para diferentes perfis de torcedores. A programação também incluirá jogos universitários e a final do Campeonato Paulista entre SPAC e Jacareí.

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