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Surf deixou de ser nicho e já disputa espaço com grandes esportes no Brasil, avalia Ivan Martinho
Publicado 21/08/2026 • 14:45 | Atualizado há 52 minutos
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Publicado 21/08/2026 • 14:45 | Atualizado há 52 minutos
KEY POINTS
O surf deixou de ser um esporte de nicho no Brasil e passou a atrair patrocinadores de setores como bancos, telecomunicações, bebidas e bens de consumo, avaliou Ivan Martinho, presidente da World Surf League (WSL) na América Latina, em entrevista ao Times CNBC Sports, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
A modalidade reúne mais de 45 milhões de fãs no país, segundo o Ibope Repucom. Já o Vivo Rio Pro, etapa brasileira da WSL realizada em Saquarema (RJ), movimentou R$ 188 milhões na economia do município em 2026, de acordo com relatório da EY.
“O surf ocupa esse espaço que deixou há muito tempo de ser um esporte de nicho”, afirmou Martinho.
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Martinho atribui parte dessa transformação ao desempenho dos atletas brasileiros nos últimos anos. Segundo ele, o país conquistou oito dos últimos 11 títulos mundiais em disputa, com cinco atletas diferentes.
Na avaliação do executivo, a continuidade dos resultados ajudou a evitar que o interesse pela modalidade ficasse restrito a conquistas isoladas e ampliou sua capacidade de atrair público, mídia e parceiros comerciais.
O crescimento também movimenta uma cadeia que envolve atletas, organização de eventos, fotógrafos, marcas de roupas e equipamentos, além das cidades que recebem as competições.
Martinho afirma que o futebol ainda ocupa uma posição isolada em volume de negócios no esporte brasileiro, mas avalia que o surf ganhou terreno em relação a outras modalidades.
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Siga o Times | CNBC“A gente passou muito à frente de muitos outros esportes”, afirmou.
Segundo ele, a etapa brasileira da WSL se tornou o maior evento de surf do mundo e bateu recorde de patrocinadores.
O perfil das empresas também mudou. O surf profissional foi historicamente impulsionado por marcas ligadas diretamente à modalidade, principalmente de surfwear. Nos últimos anos, porém, bancos, empresas de telecomunicações, cervejarias e companhias de bens de consumo passaram a investir no esporte.
Para Martinho, a entrada dessas empresas mostra que o surf passou a ser visto como uma plataforma capaz de alcançar um público além da comunidade tradicional da modalidade.
“Isso naturalmente gera um novo tamanho para essa indústria”, afirmou.
Para sustentar esse crescimento, Martinho também considera fundamental a renovação dos atletas brasileiros.
Segundo ele, outros esportes nacionais já enfrentaram dificuldades para manter o interesse depois do fim de gerações vencedoras. No surf, a preocupação é criar condições para que novos nomes deem continuidade ao ciclo de resultados e ao interesse comercial construído nos últimos anos.
A estratégia, segundo o executivo, é fazer com que a formação da próxima geração acompanhe o crescimento do surf como negócio e ajude a manter a modalidade relevante para patrocinadores, a mídia e o público.
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