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Concacaf se une à UEFA e recusa proposta da Fifa para comercialização de direitos
Publicado 30/07/2026 • 18:16 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 30/07/2026 • 18:16 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
A Confederação das Associações de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) rejeitou oficialmente a proposta da Fifa de criar uma empresa para administrar os direitos comerciais e operacionais de suas competições. Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (30), a entidade afirmou que o projeto carece de transparência e reforçou a defesa de que o controle do futebol permaneça nas mãos de suas instituições.
A manifestação ocorre no mesmo dia em que federações ligadas à Uefa anunciaram um boicote aos torneios organizados pela Fifa enquanto a proposta permanecer em discussão. Embora a Concacaf não tenha aderido à medida, a entidade alinhou seu posicionamento às críticas sobre a condução do processo.
Segundo a confederação, representantes de suas 41 associações nacionais, integrantes do conselho e membros ligados à Fifa participaram de uma reunião para discutir o tema. Ao fim do encontro, houve consenso de que o cronograma imposto pela Fifa foi excessivamente curto e que a proposta não passou pelos canais adequados de governança.
“A Concacaf é uma confederação unida pelo amor ao futebol, onde o esporte vem em primeiro lugar”, afirmou a entidade. No comunicado, a organização também declarou que a experiência recente do futebol internacional demonstra os riscos de decisões que se afastem dos princípios de transparência e responsabilidade.
A proposta da Fifa prevê a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma empresa responsável por concentrar os ativos comerciais e operacionais das competições da entidade. A avaliação do projeto gira em torno de R$ 102,5 bilhões, com a venda de participações minoritárias para investidores privados.
Como parte do plano, a Fifa pretende distribuir US$ 10 bilhões entre suas 211 associações nacionais. Além disso, cada federação poderia receber até US$ 20 milhões para projetos especiais por meio do programa Fifa Fast-Forward (FFFP).
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Siga o Times | CNBCO planejamento também prevê aumento dos repasses regulares às associações nacionais. O valor passaria dos atuais US$ 8 milhões para US$ 20 milhões no ciclo de 2027 a 2030, chegando a US$ 22 milhões entre 2031 e 2034 e US$ 24 milhões no período de 2035 a 2038.
Segundo a Fifa, a nova empresa captaria inicialmente US$ 4,2 bilhões para financiar o programa de desenvolvimento do futebol. A entidade afirma que investidores teriam apenas participações minoritárias, sem influência sobre a governança da organização, e que os lucros seriam reinvestidos no esporte.
Apesar das garantias apresentadas pela Fifa, a Concacaf demonstrou preocupação com a necessidade de recorrer a investidores privados para financiar novos programas, especialmente após a última Copa do Mundo ter sido apresentada pela própria Fifa como a mais lucrativa da história.
A entidade informou que seus representantes no Conselho da Fifa defenderão uma discussão sobre o uso das reservas financeiras da federação para ampliar o financiamento ao desenvolvimento do futebol, sem recorrer à criação da nova empresa. Também solicitarão que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, assegure o cumprimento dos processos formais de governança antes de qualquer decisão.
Ao final do comunicado, a Concacaf reforçou sua posição de que “o futuro do futebol — e seu maior patrimônio — deve permanecer nas mãos da família do futebol”.
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