Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
CEO da FutebolCard: estádio pode “ganhar” centenas de milhares de novos lugares
Publicado 14/09/2026 • 16:36 | Atualizado há 2 meses
Binance retoma saques após ataque hacker de US$ 6,3 bilhões
OpenAI reduz meta de captação e pretende levantar até US$ 20 bilhões em nova rodada
Justiça dos EUA rejeita ação de Trump contra The Wall Street Journal por suposta carta a Epstein
Binance diz já ter recuperado 90% dos US$ 6,3 bilhões perdidos em ataque hacker e prevê retomar saques no domingo
Petroleiras criticadas por Trump por lucros elevados ampliam ganhos com refino desde agosto, mostram balanços
Publicado 14/09/2026 • 16:36 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A inteligência de dados está ganhando espaço na estratégia dos clubes de futebol para entender o comportamento dos torcedores, melhorar a experiência nos estádios e criar novas oportunidades de receita. A análise vai desde a compra dos ingressos até o consumo de produtos e serviços no entorno das arenas.
Em entrevista ao Times CNBC Sports, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Rafael Ozawa, CEO da FutebolCard, explicou como o uso dessas informações pode ajudar os clubes a tomar decisões mais precisas sobre preços, produtos e experiências oferecidas aos torcedores.
Segundo Ozawa, o ponto de partida é entender que o torcedor deixou de ser apenas alguém que compra um ingresso para assistir a uma partida. A relação com os clubes também envolve consumo, experiência e diferentes momentos de interação.
“Eu acho que a primeira coisa, é entender que o torcedor, apesar dele tá ligado ali ao clube por causa da paixão, ele tá buscando experiência”, afirmou.
A FutebolCard atua em diferentes etapas dessa jornada, incluindo gestão de sócio-torcedor, venda de ingressos e controle de acesso. Com autorização dos usuários, os dados podem ser utilizados para identificar padrões de comportamento e apoiar decisões comerciais.
Um exemplo citado pelo executivo é o abandono de uma compra. A partir desse tipo de informação, o clube pode identificar diferenças de demanda entre setores de um mesmo estádio e rever estratégias de precificação.
“Esse insight a gente começa a sair do campo da opinião e começa a passar para o campo da evidência com os clubes de futebol brasileiro”, disse Ozawa.
O uso dos dados também permite personalizar ofertas para diferentes perfis de torcedores. A partir dos hábitos identificados, clubes e marcas podem apresentar produtos e serviços em momentos considerados mais adequados para cada consumidor.
Ozawa citou como exemplo a possibilidade de oferecer uma camisa da Seleção Brasileira para um torcedor que está comprando ingresso para uma partida da equipe.
O modelo pode avançar com o desenvolvimento das chamadas Smart Arenas. A proposta envolve integrar diferentes serviços à jornada do público, permitindo antecipar compras de estacionamento, alimentação e bebidas e criar pacotes combinados.
Segundo o executivo, a tecnologia também pode ampliar a atuação das marcas dentro e fora dos dias de jogos. Entre os exemplos está uma parceria com a Havaianas, em uma ação que levou torcedores interessados em corrida de rua para um evento esportivo sem relação direta com a partida.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCLeia também: Ceará investe na base e já soma R$ 14,7 milhões em vendas de atletas em 2026
Apesar do avanço da demanda, Ozawa avalia que os clubes brasileiros ainda estão em uma etapa de desenvolvimento na transformação de dados em inteligência.
“Os clubes já querem e já têm os dados brutos. O que nós precisamos agora é transformar esses dados brutos em inteligência”, afirmou.
Para ele, parte desse processo envolve entender quais informações podem ser utilizadas de maneira estratégica e quais oportunidades podem surgir a partir delas.
O objetivo é fazer com que os dados deixem de ser apenas registros de consumo e passem a orientar decisões relacionadas à operação, ao relacionamento com o torcedor e às receitas.
A inteligência de dados também pode ser usada para lidar com um dos principais desafios das grandes partidas: a limitação física das arenas diante da quantidade de torcedores interessados.
Ozawa cita um cenário em que milhões de pessoas desejam acompanhar uma partida, mas apenas 50 mil ou 70 mil conseguem entrar no estádio. Nesse contexto, a tecnologia poderia ajudar a levar parte da experiência para estabelecimentos próximos à arena.
Bares e restaurantes no entorno poderiam receber torcedores que não conseguiram ingressos, mantendo a conexão com o jogo e com o ambiente coletivo da partida.
“Eu transformei os 50.000 lugares da arena em 150.000, 200.000 lugares, atendendo um público muito maior”, explicou.
Para a FutebolCard, a expansão da experiência para além dos limites físicos do estádio pode criar novos espaços de consumo e relacionamento entre clubes, torcedores e marcas.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
PlayStation resgata visual dos anos 1990; conheça os novos acessórios
2
Leilão do Banco Master reúne 447 lotes, de cadeiras Herman Miller a TV de 98 polegadas, com lances a partir de R$ 21; veja os itens
3
Protestos e acusações de golpe mergulham Polônia em nova crise institucional
4
Banco Central decreta liquidação da MW Pay, instituição ligada a bets, por violações graves às normas do sistema de pagamentos
5
Trump descarta encontro com Flávio Bolsonaro, mas diz que senador pode ficar nos EUA “pelo tempo que quiser”