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Série A acumula prejuízo de € 3,9 bilhões; entenda a crise do futebol italiano
Publicado 11/08/2026 • 13:00 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 11/08/2026 • 13:00 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: AFP
Serie A acumula prejuízo de € 3,9 bilhões; entenda a crise do futebol italiano
O futebol italiano perdeu espaço entre os principais mercados da Europa nas últimas décadas. A crise aparece nos resultados da seleção, nas contas dos clubes e na estrutura dos estádios. Na Série A, os times da primeira divisão acumularam cerca de € 3,9 bilhões (R$ 22,9 bilhões) em perdas desde a temporada 2016/17.
A situação também afeta a seleção italiana. A equipe ficou fora das últimas três Copas do Mundo, mesmo mantendo uma tradição e quatro títulos conquistados. Segundo a Federação Italiana de Futebol (FIGC), a ausência no Mundial de 2026 pode representar até € 30 milhões (R$ 175 milhões) a menos em patrocínios, direitos e premiações.
Leia também: Comprar um clube de futebol é um bom investimento? Bilionário explica os riscos
De acordo com o balanço financeiro dos clubes, na temporada 2024/25, 13 das 20 equipes da Série A fecharam o período no vermelho. O grupo representa 65% dos participantes do campeonato.
Juntos, os clubes registraram um déficit líquido de € 349 milhões (R$ 2 bilhões). O resultado mantém uma sequência de dificuldades financeiras que já dura várias temporadas.
Desde 2016/17, a primeira divisão italiana acumula aproximadamente € 3,9 bilhões em perdas. O problema, portanto, não surgiu de um único ano ruim. A Série A enfrenta uma dificuldade estrutural para aumentar suas receitas e acompanhar a evolução dos principais mercados europeus.
Além das questões financeiras envolvendo a principal liga de futebol da Itália, o nível do futebol italiano em si também é um grande vilão do problema atual. Mesmo sendo a casa de equipes como Juventus, Milan, Inter de Milão, Napoli e entre outras, o protagonismo italiano “sumiu” das principais ligas europeias.
A título de comparação, a última vez que uma equipe italiana venceu a UEFA Champions League, maior campeonato da Europa, foi em 2009, quando a Internazionale venceu o Bayern de Munique por 2×0. Após isso, os clubes italianos colecionam temporadas desanimadoras e vice-campeonatos.
A infraestrutura também aparece entre os principais obstáculos para a recuperação financeira do futebol italiano. Muitos estádios do país têm estruturas antigas e oferecem menos alternativas comerciais do que as arenas modernas de outras ligas.
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Siga o Times | CNBCEssa diferença pesa diretamente no faturamento dos clubes. As equipes italianas arrecadam cerca de 40% menos com os dias de jogos do que os clubes da Premier League. Além da bilheteria, os estádios modernos ampliam receitas com restaurantes, lojas, eventos, áreas corporativas e hospitalidade.

A instabilidade financeira também atingiu equipes tradicionais. Desde os anos 1990, clubes como Bologna, Fiorentina, Napoli, Salernitana, Torino, Venezia e Verona passaram por processos de falência, perda de registro profissional ou refundação.
O Parma também enfrentou uma falência em 2015. Já o Catania acumulou cerca de € 56 milhões (R$ 329,4 milhões) em dívidas antes de entrar em processo de falência.
Dessa forma, mesmo ainda presente nos maiores campeonatos da Europa e referência histórica no futebol mundial, a falência em clubes tradicionais evidencia o momento atual do futebol italiano.
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A Eurocopa de 2032 representa uma oportunidade importante para a Itália recuperar espaço no futebol europeu. O país dividirá a organização do torneio com a Turquia e receberá parte das 24 seleções participantes. Além do impacto esportivo, a competição pode acelerar investimentos no futebol local.
O torneio pode ajudar o país a modernizar seus estádios, aumentar as receitas dos clubes e melhorar a experiência dos torcedores. Ao mesmo tempo, uma boa campanha da seleção pode contribuir para recuperar parte do protagonismo esportivo no futebol italiano perdido nos últimos anos.
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