BREAKING NEWS:

Ministério Público do Paraguai ordena prisão de ex-presidente Santiago Peña

CNBC

CNBCOpenAI manterá investimentos em data centers de IA apesar do resultado das eleições, diz CFO

TIMES | CNBC SPORTS

Jogadoras pressionam Fifa por igualdade nas premiações e consideram recorrer à Justiça

Publicado 06/11/2026 • 18:58 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Mobilização reúne atletas de 45 países e conta com apoio da Fifpro na cobrança por mudanças nas premiações e condições de trabalho.
  • Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil, será o centro das negociações sobre a distribuição de recursos.
  • Jogadoras avaliam recorrer à Justiça e citam o Código de Ética da Fifa como possível fundamento para medidas legais.

Lívia Villas Boas/CBF

A diferença nos valores pagos pelas Copas do Mundo masculina e feminina voltou a gerar tensão entre a Fifa e as representantes das atletas. Jogadoras de diversas seleções nacionais avaliam buscar medidas judiciais caso a entidade não estabeleça compromissos concretos para diminuir a desigualdade nas premiações dos dois torneios.

O movimento reúne representantes de 45 países e tem apoio da Fifpro, entidade internacional que representa os jogadores profissionais. Em setembro, o grupo enviou uma carta à Fifa cobrando mudanças nas condições financeiras e trabalhistas das competições entre seleções. A mobilização conta com atletas de países como Espanha, atual campeã mundial feminina, Inglaterra e Estados Unidos. A discussão acontece às vésperas da Copa do Mundo Feminina de 2027, que terá o Brasil como país-sede.

As reivindicações estão concentradas em três pontos: equiparação proporcional das premiações, definição de garantias mínimas para as seleções participantes e criação de um acordo coletivo internacional que estabeleça obrigações para a Fifa e a representação das atletas.

Leia mais: Quanto a FIFA pagará às seleções na Copa do Mundo Feminina de 2027?

No documento, as jogadoras defendem pagamentos proporcionais e iguais nas Copas do Mundo masculina e feminina, além da formalização de um acordo coletivo global e vinculativo entre a Fifa e a Fifpro. Também solicitam melhorias nas condições de trabalho para as próximas gerações de profissionais.

Diferença nas premiações continua em debate

Embora os valores destinados ao futebol feminino tenham aumentado nas últimas edições, a distância em relação à competição masculina permanece expressiva.

Na Copa do Mundo de 2023, disputada na Austrália e na Nova Zelândia, a premiação total estabelecida pela Fifa foi de US$ 110 milhões (aproximadamente R$ 605 milhões), distribuídos entre as 32 seleções participantes. Além disso, outros US$ 40 milhões (cerca de R$ 220 milhões) foram reservados para programas de preparação e pagamentos aos clubes que cederam jogadoras. Naquela edição, a Espanha conquistou o título após vencer a Inglaterra na final, realizada em Sydney.

Para o Mundial de 2027, a expectativa apresentada nas negociações é que o montante destinado às equipes femininas ultrapasse o dobro do valor pago em 2023. Ainda assim, as representantes das atletas calculam que a quantia ficaria aproximadamente US$ 230 milhões (R$ 1,265 bilhão) abaixo do nível considerado proporcional quando comparada à competição masculina.

Como referência, a Copa do Mundo masculina de 2026 contou com US$ 871 milhões (cerca de R$ 4,79 bilhões) em premiações, segundo os valores utilizados nas reivindicações das jogadoras.

A comparação também leva em conta o tamanho dos torneios. O Mundial masculino de 2026 contou com 48 seleções, enquanto a edição feminina de 2027 terá 32 equipes. Por isso, as atletas defendem critérios de proporcionalidade na divisão dos recursos, considerando as características de cada competição.

Leia mais: FIFA abre leilão para a próxima Copa do Mundo; veja valores pagos na edição de 2026

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

A discussão também está relacionada a uma promessa feita pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, em 2023. Na ocasião, ele declarou que a entidade tinha a ambição de alcançar a igualdade nas premiações entre homens e mulheres até 2027.

Entretanto, até novembro de 2026, ainda não foi estabelecido um acordo coletivo formal que transforme esse objetivo em uma obrigação contratual.

A Copa do Mundo Feminina no Brasil representa a próxima oportunidade para mudanças na política de pagamentos. Será a primeira vez que o torneio acontecerá na América do Sul, com partidas programadas entre 24 de junho e 25 de julho de 2027 e participação de 32 seleções.

Outro ponto incluído nas discussões é a remuneração de atletas e federações que participam das eliminatórias, mas não conseguem classificação para a fase final. A proposta busca ampliar a distribuição de recursos para além das equipes que disputam o torneio principal.

Jogadoras consideram medidas judiciais

Caso as negociações não avancem, representantes sindicais de diferentes países estudam recorrer a instrumentos legais para cobrar mudanças na política de distribuição financeira da Fifa. Entre os fundamentos considerados está o Artigo 23 do Código de Ética da entidade, que estabelece disposições relacionadas à discriminação.

As representantes também mencionam a capacidade financeira da organização. As reservas da Fifa são projetadas em aproximadamente US$ 6 bilhões (cerca de R$ 33 bilhões), montante utilizado pelas atletas como argumento para defender a possibilidade de ampliar os investimentos nas premiações femininas.

A Fifpro participa das conversas institucionais, mas não deverá fazer parte de uma eventual ação judicial movida pelas jogadoras. Em junho, a organização concordou em encerrar processos que mantinha contra a Fifa. Essa decisão, entretanto, não impede que atletas ou outras entidades representativas adotem iniciativas jurídicas independentes.

Leia mais: Como a FIFA pretende distribuir US$ 6,35 bilhões para desenvolver o futebol?

Mesmo diante da possibilidade de uma disputa judicial, as negociações entre Fifa e Fifpro continuam. Em comunicado conjunto, as organizações afirmaram que a troca de documentos formais integra o processo de discussão sobre as condições financeiras e trabalhistas das competições internacionais.

As entidades também destacaram que a busca pela igualdade nas premiações faz parte de uma agenda mais ampla de melhorias para o futebol feminino. Entre as propostas em análise está a criação de mecanismos de pagamento para federações e atletas que participaram das eliminatórias, mas não conseguiram garantir uma vaga na Copa do Mundo.

A iniciativa pretende ampliar o alcance da distribuição financeira, incluindo profissionais que ficam de fora da premiação destinada às seleções classificadas. Até o momento, porém, não foram apresentados valores, critérios de participação ou regras definitivas para a implementação de um eventual programa.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Este conteúdo é um oferecimento de Lenovo

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM TIMES | CNBC SPORTS