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Juventude aposta em gestão empresarial para reduzir dívida em 20%, diz presidente
Publicado 19/08/2026 • 14:06 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 19/08/2026 • 14:06 | Atualizado há 3 horas
O Juventude encerrou 2025 com superávit de R$ 25,5 milhões e faturamento de R$ 143 milhões, além de reduzir em cerca de 20% as dívidas de curto prazo e aumentar o patrimônio do clube em mais de R$ 9 milhões.
Em entrevista ao Times | CNBC Sports nesta quarta-feira (19), o presidente Fábio Pizzamiglio explicou que o clube adota uma política orçamentária conservadora, que considera até mesmo a possibilidade de rebaixamento antes de definir os gastos com o futebol.
“Quando a gente faz nosso orçamento, a gente sempre tenta ser o mais pessimista possível, já prevendo um descenso”, afirmou.
Segundo Pizzamiglio, o departamento de futebol representa cerca de 75% do orçamento do Juventude. A partir das receitas previstas no cenário mais conservador, o clube limita os recursos destinados à montagem do elenco. Valores obtidos além do projetado, como receitas decorrentes de uma posição melhor no Campeonato Brasileiro, podem ser destinados ao superávit ou a investimentos em estrutura.
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A estratégia busca evitar que os gastos dependam de um desempenho esportivo que ainda não ocorreu.
“Para ter o resultado em campo, a gente tem que estar organizado e não esperar que o resultado em campo nos traga essa organização”, disse o presidente.
O controle dos gastos também influencia a contratação de jogadores. Segundo Pizzamiglio, o Juventude procura atletas de divisões inferiores ou que estejam fora do Brasil e busquem espaço no futebol brasileiro.
O presidente reconheceu que o clube funciona como uma vitrine para jogadores que podem posteriormente ser negociados com equipes de maior porte.
“A gente não tem vergonha disso. A gente sabe que o Juventude vai servir para isso para eles”, afirmou.
A venda de atletas é atualmente a segunda principal fonte de receita do Juventude, atrás apenas dos direitos de transmissão, segundo Pizzamiglio.
O modelo está ligado também ao histórico financeiro do clube. Depois de permanecer por 13 anos na Série A entre as décadas de 1990 e 2000, o Juventude enfrentou dificuldades e chegou às divisões inferiores do futebol brasileiro.
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Siga o Times | CNBCNa avaliação do presidente, esse período contribuiu para aumentar a cobrança interna por responsabilidade financeira antes da expansão dos investimentos esportivos.
As categorias de base são outro pilar da estratégia para ampliar as receitas do Juventude. Segundo Pizzamiglio, o clube investe atualmente cerca de R$ 5 milhões em pessoal na formação de jogadores. O valor não inclui investimentos em infraestrutura.
O centro de treinamento reúne desde a escola de futebol até o elenco profissional e recebe cerca de 800 crianças nas categorias iniciais, de acordo com o dirigente.
O clube também utiliza softwares e ferramentas tecnológicas na análise e no desenvolvimento de atletas. Pizzamiglio afirmou que tecnologias adotadas pelo departamento profissional são replicadas nas categorias de base.
A intenção, segundo ele, é ampliar a formação de jogadores que possam posteriormente gerar receita com transferências e financiar novos investimentos.
Apesar de permanecer como clube associativo, o Juventude procura adotar uma lógica de gestão empresarial, segundo Pizzamiglio.
Para o presidente, uma das características das Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) é justamente levar práticas empresariais para a administração dos clubes. Ele afirma, porém, que o Juventude já trabalha sob essa lógica sem ter adotado o modelo.
“A gente usa a ideia empresarial, de estar dentro das finanças, de fazer investimento do tamanho que a gente pode e, a partir dos resultados desse investimento, reinvestir”, afirmou.
Pizzamiglio apontou como diferença o destino dos resultados: enquanto uma SAF pode remunerar investidores, o Juventude reinveste os recursos no próprio clube.
Para os próximos anos, a prioridade é retornar à Série A e conseguir se manter na primeira divisão. O dirigente também citou como objetivo voltar a conquistar o Campeonato Gaúcho.
Segundo Pizzamiglio, uma sequência de cerca de cinco anos com estabilidade na elite permitiria ao clube ampliar gradualmente os investimentos e, depois, buscar objetivos esportivos mais ambiciosos.
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