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NFL espera maior impacto econômico no Brasil com jogo no Rio, diz Luís Martínez, general manager da NFL do Brasil
Publicado 10/09/2026 • 15:12 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 10/09/2026 • 15:12 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
A NFL espera que o jogo entre Baltimore Ravens e Dallas Cowboys, no Maracanã, gere o maior impacto econômico da liga no Brasil entre as três partidas realizadas no país. A estimativa considera os efeitos sobre turismo, hotelaria, transporte, alimentação, comércio, venda de produtos e contratação de fornecedores.
A avaliação é de Luís Martínez, general manager da NFL do Brasil, em entrevista ao Times CNBC Sports, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo ele, o resultado oficial ainda será calculado por parceiros responsáveis por auditar a movimentação gerada durante toda a semana do evento.
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A expectativa é de que a presença da liga provoque um fluxo de visitantes acima da média no Rio de Janeiro. Além dos torcedores que irão ao estádio, a programação inclui festas, ativações de marcas, eventos comunitários, influenciadores e criadores de conteúdo. “Estamos esperando que nosso impacto seja, até agora, o maior no Brasil dos nossos três primeiros jogos”, afirmou Martínez.
O cálculo econômico, segundo o executivo, inclui os gastos de turistas com alimentação, bebidas, festas, transporte, hotéis e outros serviços. Também entram na conta ingressos, produtos oficiais, roupas e acessórios, além das ativações de empresas parceiras.
A cadeia de fornecedores envolvida na realização da partida também é considerada. A lista inclui empresas responsáveis por impressão, branding, execução e instalação, entre outras atividades necessárias antes, durante e depois do jogo.
O valor total do impacto ainda não foi divulgado. Martínez afirmou que os números serão apresentados posteriormente pela NFL e pelos governos estadual e municipal, após a conclusão da auditoria.
O jogo no Rio representa uma nova etapa da expansão da liga no país. Depois de duas partidas em São Paulo, a NFL passou a trabalhar com uma estratégia específica para cada cidade, considerando parceiros locais, estrutura dos estádios, fornecedores e programação.
Para o executivo, a expansão exige adaptação à realidade de cada mercado. A prioridade, segundo ele, é garantir a segurança de jogadores, equipes técnicas, funcionários e torcedores, além de estruturar centros de treinamento e toda a operação necessária para a partida.
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A NFL também vê potencial para ampliar a realização de eventos no país. Martínez afirmou que gostaria de ver partidas em novas cidades brasileiras e até mais de um jogo por temporada, mas ressaltou que não há confirmação para esse cenário.
O executivo destacou, porém, que a operação brasileira já tem uma estrutura permanente. A liga mantém escritório no país, trabalha com contratos multianuais e afirma ter planos de investimento para os próximos três a cinco anos.
“Brasil está aqui para ficar. Não é somente durante o jogo. Temos uma estrutura, temos um escritório, temos planos muito agressivos, estamos investindo muito no Brasil”, disse.
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Além dos jogos, a estratégia inclui experiências para torcedores, festas, watch parties, programas de futebol americano e iniciativas em escolas. A NFL iniciou recentemente ações educacionais em Curitiba, além dos trabalhos já realizados em São Paulo e no Rio de Janeiro.
A expansão ocorre em um mercado que, segundo Martínez, já está entre os maiores da NFL internacionalmente. O Brasil seria atualmente o segundo maior mercado da liga fora dos Estados Unidos, atrás do México.
O executivo citou uma base de cerca de 41 milhões de fãs no país e afirmou que o número foi impulsionado pelos jogos realizados nos últimos anos.
Na avaliação da NFL, o potencial brasileiro não está apenas no tamanho da audiência. A liga quer aumentar o nível de envolvimento dos torcedores com o esporte, ampliando o consumo de partidas, produtos, fantasy games e outros eventos.
Martínez também atribui parte do crescimento à força das redes sociais no Brasil. A estratégia da liga inclui conteúdo em português e parcerias com streamers, YouTubers e criadores de conteúdo para aproximar o futebol americano do público brasileiro.
“O Brasil tem que continuar crescendo e isso vai representar, provavelmente, começar a ser o mercado número um para a NFL”, afirmou.
Segundo o executivo, o desafio agora é transformar parte dos fãs considerados casuais em torcedores mais assíduos e integrados ao ecossistema da liga.
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Para isso, a NFL pretende combinar o DNA do esporte americano com elementos da cultura brasileira. Martínez citou o Carnaval como exemplo de como a liga busca encontrar uma comunicação própria no país sem perder as características originais da marca.
A estratégia, segundo ele, passa por tornar o esporte mais acessível e relevante para o público brasileiro e, ao mesmo tempo, ampliar a presença econômica e comercial da NFL no país.
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