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Presidente do Cuiabá revela que clube tem até R$ 45 milhões a receber de outras equipes

Publicado 26/08/2026 • 14:42 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Cuiabá tem entre R$ 44 milhões e R$ 45 milhões a receber de outros clubes brasileiros, segundo Cristiano Dresch, presidente do clube.
  • O presidente afirma que o transfer ban está na faixa de R$ 4 milhões a R$ 5 milhões, menos de 10% do total a receber.
  • O clube também usou o espaço master da camisa em uma ação ligada ao etanol e mantém a decisão de não exibir patrocínio de casas de apostas.

O Cuiabá tem entre R$ 44 milhões e R$ 45 milhões a receber de outros clubes brasileiros, afirmou Cristiano Dresch, presidente do clube, em entrevista ao Times | CNBC Sports, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

Segundo Dresch, entre os devedores estão o Corinthians, o Santos, o Grêmio e o Sport. O dirigente afirmou que o Corinthians está inadimplente e tem uma parcela atrasada.

“Hoje o Cuiabá tem em torno de R$ 45 milhões, R$ 44 milhões, a receber de diversas equipes do futebol brasileiro”, afirmou.

Leia também: Memphis recorre à Justiça contra o Corinthians e dívida pode chegar a R$ 180 milhões

Transfer ban representa menos de 10% dos créditos

O Cuiabá foi atingido por um transfer ban da Fifa relacionado a uma dívida com o técnico Petit, que comandou a equipe em 2024.

Dresch afirmou que a pendência está entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões e representa menos de 10% do total que o clube tem a receber de outras equipes.

“Esse transfer ban é na casa de R$ 4 milhões, R$ 5 milhões. Ele dá menos do que 10% do que a gente tem a receber”, disse.

Segundo o presidente, o Cuiabá tem prazo para quitar a dívida e espera resolver a situação nesse período.

Ele afirmou ainda que o problema causa dano à imagem do clube, mas não deve provocar prejuízo esportivo imediato, pois o elenco já havia recebido as contratações consideradas necessárias para a sequência da temporada.

Rebaixamento derrubou receita de TV

Dresch também relacionou a pressão sobre o caixa à queda de receita após o rebaixamento da Série A para a Série B. “O rebaixamento da Série A para a Série B causa uma alteração gigantesca no fluxo de caixa”, afirmou.

Segundo ele, um clube do porte do Cuiabá pode receber cerca de R$ 120 milhões em receitas de televisão na Série A, enquanto o valor cai para cerca de R$ 12 milhões na Série B.

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Na avaliação do dirigente, essa diferença obrigou o clube a fazer uma readequação financeira significativa.

Corinthians e Santos concentram maiores valores

Ao detalhar os créditos do Cuiabá, Dresch afirmou que o Corinthians deve cerca de R$ 17 milhões e o Santos aproximadamente R$ 18 milhões. O Grêmio teria uma dívida menor, na casa de R$ 850 mil, enquanto o Sport deve cerca de R$ 6 milhões, segundo o presidente.

Dresch criticou a gestão financeira de alguns clubes e defendeu mudanças nas regras de cobrança para reduzir o risco de inadimplência entre as equipes.

Cuiabá deixou espaço master sem casa de apostas

Além do cenário financeiro, Dresch comentou sobre a ação de marketing realizada pelo Cuiabá na partida contra o Goiás, pela Série B. O clube utilizou o espaço principal da camisa para exibir a frase “Movida a etanol”, em uma iniciativa voltada à divulgação da produção de biocombustíveis em Mato Grosso.

Segundo o presidente, a ação faz parte de uma estratégia antiga do Cuiabá de associar sua marca ao agronegócio do estado. Dresch afirmou que o clube decidiu não exibir patrocínio de casas de apostas nos últimos anos e que recusou propostas do segmento.

“Nós fomos o único clube entre os 40 da Série A e da Série B que não exibiu patrocínio de bet”, disse.

Na avaliação dele, a decisão deixou livre o espaço mais valorizado da camisa e abriu a possibilidade de utilizá-lo em campanhas ligadas a setores relevantes da economia local.

Etanol reforça ligação com agronegócio

Dresch afirmou que o Cuiabá já realizou outras ações relacionadas ao agronegócio, incluindo iniciativas ligadas à soja e à produção agrícola em Mato Grosso. Segundo ele, a escolha do etanol de milho busca chamar atenção para uma atividade em expansão no estado.

O presidente também destacou que parte dos patrocinadores atuais do clube já está diretamente ou indiretamente ligada ao agronegócio.

Para Dresch, esse tipo de ação permite usar a camisa como plataforma de comunicação com setores relevantes da economia de Mato Grosso, ao mesmo tempo em que preserva a decisão do clube de não aderir ao patrocínio de casas de apostas.

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