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Rugby aposta em grandes eventos para ampliar público e atrair patrocinadores no Brasil
Publicado 04/09/2026 • 14:15 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 04/09/2026 • 14:15 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) trabalha para ampliar o alcance da modalidade no país a partir de diferentes frentes, que incluem a realização de eventos, o fortalecimento dos clubes, a formação de novos atletas e a aproximação com patrocinadores. A estratégia busca transformar o interesse gerado por grandes partidas em uma relação mais frequente do público com o esporte.
Em entrevista ao Times CNBC Sports, Alexandre Chiofetti, CEO da Confederação Brasileira de Rugby, afirmou que o desenvolvimento da modalidade depende de uma atuação conjunta entre a entidade e as equipes.
“Acho que é um trabalho conjunto da confederação com os times. Há um esforço muito grande para trazer eventos e experiências aos fãs e melhorar a percepção do esporte”, afirmou.
Um exemplo dessa estratégia ocorreu no último sábado, na Arena Pacaembu, em São Paulo. Após sete anos, a seleção Legends da Nova Zelândia voltou a jogar no Brasil em um amistoso promovido pela Rugby Brasil Experience. Além da partida, a programação reuniu atividades destinadas a aproximar o público da modalidade.
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A realização de partidas com nomes internacionais faz parte da tentativa de apresentar o rugby a pessoas que ainda têm pouco contato com o esporte. Para Chiofetti, a experiência oferecida ao público precisa ir além do desempenho em campo.
“Não é o jogo pelo jogo. É o jogo e tudo o que está em volta”, disse.
A presença de jogadores reconhecidos internacionalmente também é vista como uma forma de criar referências para novos torcedores, especialmente entre os mais jovens. Segundo o executivo, proporcionar uma boa experiência no estádio e aproximar o público dos atletas são elementos importantes para estimular esse interesse.
Além da competitividade e da intensidade física, Chiofetti aponta o comportamento entre atletas e arbitragem como uma característica capaz de ajudar na apresentação da modalidade a novos públicos.
“Um dos princípios do rugby é a questão do respeito. Apesar do esporte ser extremamente duro, existe muito respeito ao adversário”, afirmou.
Apesar de estar presente no Brasil desde o século XIX, o rugby permanece com alcance mais restrito do que o de modalidades de maior popularidade no país. Para ampliar essa presença, a confederação aposta no desenvolvimento a partir das estruturas já existentes.
A estratégia inclui apoiar clubes com maior capacidade de organização e formação. A expectativa é que estruturas locais mais consolidadas permitam aumentar o número de jogadores e, paralelamente, formar uma audiência mais próxima das competições.
“Com esses clubes temos mais jogadores, engajamos mais público e promovemos espetáculos melhores”, explicou Chiofetti.
O desafio é fazer com que esse crescimento não fique limitado a eventos isolados. Para a confederação, aumentar a frequência com que os torcedores acompanham partidas e atividades relacionadas ao rugby é uma etapa importante para a consolidação da modalidade.
A expansão da base também passa pela identificação de jogadores com potencial para chegar às seleções brasileiras. A CBRu mantém um programa específico para acompanhar atletas que atuam nos clubes e criar um caminho de desenvolvimento dentro da modalidade.
“Existe um programa hoje estruturado dentro da confederação que se chama Sistema de Identificação e Formação de Talentos”, afirmou Chiofetti.
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Siga o Times | CNBCO trabalho envolve a observação de jogadores em regiões onde o rugby já é praticado. A partir desse acompanhamento, atletas que se destacam podem entrar no radar das estruturas de formação ligadas às seleções nacionais.
Projetos destinados a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade também fazem parte da atuação da entidade. Além da prática esportiva, algumas dessas iniciativas envolvem atividades educacionais e parcerias com instituições de ensino.
O avanço comercial aparece como outro ponto importante para os planos da modalidade. Segundo Chiofetti, a confederação depende de diferentes fontes de financiamento para manter projetos e ampliar o calendário de competições.
“Hoje são fundamentais os patrocínios, tanto patrocínios normais quanto verbas incentivadas do governo federal”, afirmou.
Na busca por empresas interessadas no rugby, a confederação procura trabalhar com duas possibilidades de associação. Uma delas envolve os projetos sociais e educacionais ligados à modalidade. A outra está relacionada à exposição das marcas em competições e eventos.
Nesse cenário, a construção de uma audiência recorrente ganha peso. Para Chiofetti, o interesse comercial tende a aumentar quando existe um público que acompanha regularmente as atividades da modalidade.
“O que qualquer patrocinador quer são fãs e jogadores engajados em bons eventos”, disse.
A realização de competições com maior público, portanto, não é tratada apenas como uma oportunidade de divulgação do rugby. Esses eventos também funcionam como uma vitrine para tentar ampliar receitas e estabelecer novas relações comerciais.
O desempenho da seleção brasileira feminina também é considerado relevante para aumentar a exposição do rugby no país. A participação da equipe em competições internacionais cria uma oportunidade para aproximar os torcedores brasileiros de atletas que já disputam torneios fora do país.
Para Chiofetti, trazer partidas desse nível para o Brasil é importante justamente porque permite ao público acompanhar as jogadoras presencialmente.
“As pessoas precisam se identificar. Não adianta o time jogar só em Hong Kong ou na Austrália e o pessoal aqui não conseguir vê-las jogando”, afirmou.
A avaliação é que a presença das seleções nacionais diante da torcida brasileira pode contribuir para transformar resultados esportivos em maior reconhecimento público, além de gerar novas oportunidades comerciais para a modalidade.
A confederação também prepara novos eventos internacionais no Brasil. Entre os projetos mencionados por Chiofetti está uma etapa do circuito mundial de rugby sevens, formato da modalidade disputado por equipes de sete jogadores.
De acordo com o executivo, a competição deverá reunir 12 seleções, sendo seis masculinas e seis femininas. O objetivo é aproveitar a presença de equipes internacionais para aumentar a visibilidade do rugby e oferecer ao público brasileiro contato mais frequente com competições de alto nível.
A entidade ainda estuda agregar outras atividades esportivas à programação de futuros eventos. A ideia é aproximar públicos interessados em modalidades que compartilham características como intensidade, resistência e preparação física.
Para a Confederação Brasileira de Rugby, o avanço da modalidade no país dependerá da combinação dessas diferentes frentes. Mais do que aumentar a exposição em partidas específicas, o desafio é converter eventos, formação de atletas e resultados esportivos em uma base permanente de praticantes e torcedores, condição considerada necessária também para ampliar o interesse de patrocinadores.
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