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Uefa articula mudanças na Fifa e questiona modelo de gestão de Gianni Infantino
Publicado 09/10/2026 • 19:11 | Atualizado há 42 minutos
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Publicado 09/10/2026 • 19:11 | Atualizado há 42 minutos
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Divulgação
A União das Associações Europeias de Futebol (Uefa) intensificou a pressão por mudanças na estrutura de comando da Fifa. Em um documento apoiado por 54 das 55 federações nacionais filiadas à entidade europeia, o grupo apresentou propostas para reformular a governança do futebol mundial e manifestou insatisfação com a atual administração, liderada por Gianni Infantino.
As propostas foram discutidas durante uma reunião institucional realizada em Berlim, na Alemanha. Entre os principais pontos estão a redistribuição das responsabilidades executivas, a limitação de decisões individuais da presidência e a adoção de regras mais rigorosas para a gestão da entidade.
Um dos pilares do plano prevê a divisão mais clara entre as funções políticas e administrativas da Fifa. Pela proposta, o presidente ficaria concentrado na representação institucional, enquanto a gestão cotidiana passaria a ser responsabilidade do secretário-geral, sob supervisão do conselho.
O documento também defende maior independência para os comitês de ética, auditoria e disciplina, com mecanismos destinados a impedir interferências da presidência nesses órgãos. No campo esportivo, a Uefa propõe que mudanças em competições e no calendário internacional dependam da aprovação unânime do alto escalão da Fifa, restringindo a possibilidade de decisões tomadas unilateralmente.
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As federações europeias também reivindicam regras mais claras para a utilização das reservas financeiras da entidade mundial. Entre as medidas sugeridas está o pagamento adicional de US$ 10 milhões (cerca de R$ 54 milhões) a cada associação nacional, além dos recursos já disponibilizados pelo programa Forward.
Outro ponto do manifesto estabelece que os recursos da Fifa não devem ser utilizados para interesses eleitorais ou pessoais. A proposta também prevê proteção aos fundos destinados ao desenvolvimento do futebol, evitando que sua distribuição seja influenciada por disputas políticas. A articulação europeia deverá avançar nas próximas semanas, com a intenção de discutir as propostas com representantes das demais confederações continentais e ampliar o debate sobre possíveis mudanças na administração do futebol mundial.
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Siga o Times | CNBCA reunião em Berlim também foi marcada por uma decisão sobre o futuro da própria Uefa. Aleksander Ceferin anunciou que pretende concorrer à reeleição para um último mandato à frente da confederação europeia. A votação está prevista para 22 de abril de 2027, durante o congresso da entidade em Astana, no Cazaquistão.
O dirigente mudou sua posição anterior, na qual havia indicado que não buscaria permanecer no cargo, após receber solicitações das federações nacionais para continuar na liderança.
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“Quero agradecer às federações nacionais pela confiança depositada em nós. Enfrentamos desafios extraordinários nos últimos anos e os enfrentamos como uma só equipe. Ainda há muito trabalho pela frente e, portanto, aceitei o pedido delas. Minha ambição continua a mesma: manter o futebol europeu unido, fortalecer o nosso esporte e deixar a UEFA preparada para a próxima geração”, afirmou Ceferin.
Entre as 55 associações que integram a Uefa, apenas a federação do Azerbaijão não apoiou o manifesto que questiona a atual estrutura de comando da Fifa.
A entidade europeia pretende manter as conversas com outras confederações para apresentar suas propostas e avaliar possíveis caminhos para a reforma institucional. Um novo encontro entre as 55 federações nacionais está previsto para ocorrer antes de 17 de novembro de 2026, quando deverão ser discutidos os próximos passos da iniciativa.
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