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Dow Jones sobe 400 pontos nesta sexta, e bolsas americanas fecham a semana em alta

Publicado 09/10/2026 • 18:06 | Atualizado há 39 minutos

KEY POINTS

  • Bolsas de Nova York fecham em alta, com Nasdaq avançando 0,64%, S&P 500 subindo 0,59% e Dow Jones ganhando 0,83%, impulsionados por ações de tecnologia.
  • Empresas de tecnologia lideram a recuperação, com altas de até 5% em ações como Palo Alto Networks e Palantir, após perdas recentes ligadas às incertezas sobre o setor de inteligência artificial.
  • Petróleo e tensões geopolíticas seguem no radar dos investidores, enquanto Wall Street se prepara para a divulgação dos balanços de grandes bancos e empresas na próxima semana.

As bolsas americanas fecharam em alta na sexta-feira, puxadas pelas ações de tecnologia, em meio à tentativa dos investidores de recuperar as perdas de uma semana turbulenta. O mercado vinha sendo pressionado pela alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, pela disparada do petróleo e pela queda das ações ligadas à inteligência artificial (IA).

O Nasdaq Composite subiu 0,64%, aos 27.366,17 pontos. O S&P 500 avançou 0,59%, aos 7.811,54 pontos, enquanto o Dow Jones Industrial Average ganhou 423,31 pontos, uma alta de 0,83%, e encerrou o dia aos 51.654,95 pontos.

As bolsas chegaram às máximas do dia depois que o presidente Donald Trump afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, havia concordado em fornecer diesel aos Estados Unidos e a outros mercados internacionais. O anúncio fez os preços do petróleo recuarem levemente após o fechamento do mercado acionário. Mais cedo, os contratos futuros do WTI, referência no mercado americano, haviam encerrado o dia perto de US$ 92 (R$ 459,08) por barril, enquanto os do Brent, referência internacional, superavam os US$ 104 (R$ 518,96).

As ações da SpaceX subiram 1% depois que a empresa de exploração espacial e satélites, comandada por Elon Musk, anunciou um acordo para comprar um portfólio nacional de frequências de rádio. Já as ações da AT&T, da Verizon e da T-Mobile fecharam em queda, diante da preocupação dos investidores de que o negócio aumente a concorrência no setor.

O movimento positivo também se estendeu a outras empresas de tecnologia. As ações de software lideraram os ganhos: a Palo Alto Networks avançou 5%, enquanto a CrowdStrike e a Palantir Technologies subiram 4% e 5%, respectivamente. A Microsoft ganhou 2%, e a Amazon, uma das integrantes do grupo conhecido como Magnificent Seven (7 Magníficas), avançou 3%.

Fora do setor de tecnologia, as empresas de saúde também tiveram um bom desempenho. As ações da Merck e da Gilead Sciences subiram mais de 2% cada. Já as fabricantes de vacinas, como a Moderna, registraram fortes altas, impulsionadas pelo otimismo em torno de iniciativas do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH) para o desenvolvimento de vacinas contra o câncer, segundo notícias divulgadas sobre o assunto.

Na quinta-feira, as ações de tecnologia (especialmente as ligadas à inteligência artificial) haviam pressionado o mercado para baixo. O movimento ganhou força depois que a CNBC confirmou que a OpenAI havia informado investidores de que sua receita anualizada chegara a US$ 50 bilhões (R$ 249,5 bilhões) no fim de setembro. No mês anterior, a cifra de US$ 68 bilhões (R$ 339,32 bilhões) havia sido amplamente divulgada. Segundo uma pessoa familiarizada com o assunto, porém, esse valor também incluía a receita bruta de empresas parceiras.

O Nasdaq caiu mais de 1% na quinta-feira, registrando sua maior perda diária desde meados de agosto. Foi o segundo pregão consecutivo de queda do índice, fortemente concentrado em empresas de tecnologia, depois de ele ter renovado suas máximas históricas no início da semana.

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“A onda de vendas refletiu desequilíbrios extremos nas posições dos investidores que, na nossa avaliação, ainda precisam ser corrigidos. Por isso, é pouco provável que todas as ações de tecnologia ligadas à IA se recuperem rapidamente, em um movimento no formato de V”, escreveu Adam Crisafulli, da Vital Knowledge.

“Quando o assunto é IA, a principal questão não é a diferença entre receita bruta e líquida no cálculo da receita recorrente anualizada (ARR). O que importa é, primeiro, que os laboratórios independentes que desenvolvem modelos de IA de ponta estão se tornando negócios cada vez menos atraentes; e, segundo, que há sinais crescentes de resistência do mercado à enxurrada de dívidas e ações ligadas à IA que vem sendo lançada sobre os investidores”, acrescentou.

Apesar da turbulência provocada pela alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano de longo prazo, que atingiram nesta semana os maiores níveis em 24 anos, os três principais índices de Wall Street caminhavam para fechar a semana no azul. Considerando os cinco pregões, o Nasdaq acumulava alta de 0,6%, o Dow Jones subia 0,9% e o S&P 500 avançava cerca de 1,2%.

Na próxima semana, a temporada de balanços corporativos deve ganhar força, com a divulgação dos resultados de grandes bancos e de outras companhias importantes, como Johnson & Johnson e UnitedHealth. As duas empresas devem apresentar seus números na terça-feira, mesma data prevista para os balanços do Wells Fargo e do Citigroup.

Michael Monaghan, da Founder ETFs, mantém uma visão positiva para o mercado de ações até o fim do ano, apoiado na expectativa de um crescimento robusto dos resultados das empresas. Ainda assim, ele avalia que o conflito no Oriente Médio e seus efeitos sobre os preços do petróleo podem continuar pressionando as bolsas.

Essa preocupação persiste mesmo depois de Trump ter afirmado, nesta semana, que os Estados Unidos não atacarão o Irã antes das eleições legislativas de meio de mandato, previstas para o início do próximo mês.

O conflito é “um dos fatores que impedem o mercado de refletir plenamente a força das perspectivas de resultados corporativos no curto prazo”, disse Monaghan à CNBC. “O mercado ainda não está considerando a possibilidade de uma guerra mais violenta, com operações militares mais intensas e a ampliação da área de conflito.”

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