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Uefa mantém ameaça de boicote à Fifa; Conmebol critica ações unilaterais da entidade
Publicado 06/08/2026 • 17:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 06/08/2026 • 17:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: AFP
O recuo da Fifa em seu projeto de abrir espaço para investidores privados não encerrou a crise envolvendo o presidente Gianni Infantino. Nesta quinta-feira (6), a Uefa voltou a ameaçar boicotar competições organizadas pela entidade, enquanto a Conmebol, considerada uma das principais aliadas do dirigente, criticou as “ações unilaterais reiteradas” adotadas pela federação internacional.
Embora o plano tenha sido abandonado, a pressão sobre Infantino permanece. Ainda assim, o dirigente ítalo-suíço mantém confiança de que conseguirá a reeleição para um novo mandato de quatro anos na votação marcada para março de 2027.
Na quarta-feira, durante uma reunião de emergência realizada em Rabat, no Marrocos, a cúpula da Fifa manifestou “apoio total” ao presidente e pediu desculpas pela controvérsia provocada pelo projeto, que previa a entrada de investidores privados na estrutura comercial da entidade.
Até o momento, Infantino é o único candidato declarado para a eleição e precisará conquistar a maioria dos votos das 211 associações filiadas à Fifa para permanecer no cargo.
Mesmo após a retirada da proposta, a Uefa afirmou que não pretende rever sua posição. A entidade reiterou que continua disposta a boicotar competições da Fifa, inclusive a Copa do Mundo, caso não receba garantias de que iniciativas semelhantes não voltarão a ser apresentadas.
Em comunicado enviado à AFP, a confederação europeia afirmou que essas condições ainda não foram atendidas e reiterou que perdeu a confiança na liderança de Gianni Infantino.
A Uefa também pode contar com o apoio da Associação Europeia de Clubes (ECA), presidida por Nasser Al-Khelaïfi, presidente do Paris Saint-Germain.
Além disso, federações como Finlândia, Sérvia, Suécia e País de Gales já retiraram publicamente o apoio à reeleição do dirigente, enquanto outras grandes associações europeias devem se posicionar nas próximas semanas.
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A Conmebol, que havia sido a primeira confederação a declarar apoio à permanência de Infantino na presidência da Fifa, também demonstrou insatisfação com a condução do episódio.
Sem citar diretamente o presidente da entidade, a confederação sul-americana afirmou haver “preocupação unânime” com decisões tomadas de forma unilateral, sem diálogo ou utilização dos mecanismos institucionais previstos para esse tipo de discussão.
Apesar das críticas, a entidade ressaltou que defende a preservação da integridade institucional da Fifa e rejeitou qualquer iniciativa voltada à destituição de Infantino.
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Siga o Times | CNBCA Concacaf também se posicionou contra a proposta de privatização dos ativos comerciais da Fifa.
A confederação afirmou estar profundamente preocupada com a ausência de um processo adequado de discussão e cobrou mais transparência e melhorias na governança da entidade.
O presidente da Concacaf, Victor Montagliani, é citado por veículos internacionais como um possível adversário de Infantino na disputa pela presidência da Fifa.
Com 54 associações filiadas, a Confederação Africana de Futebol (CAF) continua sendo um dos principais pilares políticos de Infantino.
O continente é um dos maiores beneficiários dos programas de desenvolvimento financiados pela Fifa. Nesta quinta-feira, o ministro dos Esportes da África do Sul, Gayton McKenzie, afirmou nas redes sociais que o continente não deveria participar do “linchamento público” do dirigente, destacando sua contribuição para o futebol africano.
Infantino também mantém o apoio de Fouzi Lekjaa, presidente da federação marroquina, com quem apareceu publicamente na quarta-feira durante uma partida da Copa Africana de Nações Feminina.
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A Confederação Asiática de Futebol (AFC) adotou uma posição intermediária. Sem romper com Infantino, a entidade avaliou que a proposta expôs fragilidades nos processos de consulta e tomada de decisões da Fifa e defendeu uma revisão urgente da estrutura de governança.
Ao mesmo tempo, algumas federações asiáticas elogiaram a proposta original e classificaram como acertada a decisão de retirá-la.
Na direção oposta, o presidente da federação da Jordânia, príncipe Ali bin Al-Hussein, derrotado por Infantino na eleição de 2016, acusou o dirigente de praticar “chantagem”.
Já a Confederação de Futebol da Oceania (OFC) evitou endurecer o discurso e apenas orientou suas 11 associações filiadas a analisarem a proposta e participarem do processo de consulta conduzido pela Fifa.
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