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China registra salto ‘surpreendente’ nas encomendas dos EUA antes de cúpula Trump-Xi, mostra pesquisa
Publicado 25/09/2026 • 08:41 | Atualizado há 34 minutos
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Publicado 25/09/2026 • 08:41 | Atualizado há 34 minutos
KEY POINTS
Alex Needham / Wikimedia Commons / domínio público
Terminal de contêineres na zona portuária de águas profundas de Yangshan, no Porto de Xangai, na China. Dados recentes apontam aumento das encomendas americanas por produtos chineses antes da cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping.
Empresas americanas aumentaram os pedidos de produtos chineses nas semanas que antecederam a cúpula desta semana, de grande importância, enquanto companhias se posicionavam para uma continuidade da estabilidade entre as duas maiores economias do mundo.
O salto nos pedidos foi uma “surpresa”, com os embarques para os Estados Unidos crescendo tanto na comparação anual quanto mensal “à medida que a posição relativa da China em relação às tarifas melhorou”, segundo o China Beige Book, empresa de pesquisa sediada em Nova York que ouviu 1.295 companhias chinesas entre 1º e 22 de setembro.
O indicador que mede os pedidos vindos dos Estados Unidos, calculado pela proporção de empresas pesquisadas que relataram aumento menos a parcela que apontou queda, subiu para 13 em setembro, ante -12 um ano antes e 3 em agosto, segundo o relatório.
Ainda assim, os pedidos domésticos e de exportação da China, no conjunto, permaneceram abaixo dos níveis registrados um ano antes, e os novos pedidos enfraqueceram em relação a agosto, mostrou o levantamento.
A alta dos pedidos destinados aos Estados Unidos ocorreu enquanto as empresas se posicionavam para um resultado mais favorável na cúpula entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping, que está em Washington nesta semana para sua primeira visita de Estado em mais de uma década.
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Os dois países concordaram em prorrogar por dois meses, até janeiro, uma trégua comercial que mantém tarifas mais baixas, suspende controles restritivos sobre exportações de terras raras e adia tarifas portuárias mais altas sobre navios.
Os Estados Unidos também planejavam, segundo relatos, adiar uma nova rodada de tarifas ligada ao excesso de capacidade industrial pelo menos até depois da cúpula desta semana, reduzindo a pressão de curto prazo sobre os exportadores chineses.
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Siga o Times | CNBCA tarifa efetiva dos Estados Unidos sobre produtos chineses, de cerca de 23%, continua bem acima da média cobrada de outros grandes parceiros comerciais, segundo o Barclays.
Os dados de pedidos de exportação estão em linha com números oficiais recentes que mostraram que os portos chineses tiveram a semana mais movimentada já registrada antes da cúpula, outro sinal de que os fluxos comerciais estavam se recuperando em meio às expectativas de uma nova redução das tensões bilaterais.
Após a extensão da trégua, o Eurasia Group elevou sua estimativa de continuidade da estabilidade na relação bilateral ao maior nível desde o retorno de Trump à Casa Branca. Segundo a consultoria, a prorrogação mais curta do que o esperado também não deve reacender as tensões.
“Nenhum dos dois governos tem interesse em uma nova escalada”, disse Dan Wang, diretor para a China do Eurasia Group, que espera que os dois lados pressionem um ao outro por compromissos de curto prazo para preservar a frágil estabilidade.
Washington provavelmente buscará mais avanços na aprovação acelerada, pela China, de licenças de exportação de terras raras para usuários finais nos Estados Unidos, além de um aumento nas compras de produtos agrícolas americanos, afirmou Wang. Em troca, Pequim deverá esperar que a Casa Branca mantenha a atual pausa nas vendas de armas para Taiwan.
Os dois líderes devem voltar a se encontrar na cúpula da Apec, em Shenzhen, em novembro, e possivelmente à margem da cúpula do G20, que os Estados Unidos sediarão em Miami, em dezembro. Nenhuma reunião bilateral após a cúpula desta semana foi confirmada.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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