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Brasil pode crescer com indústria sustentável, diz presidente da Abiquim
Publicado 18/08/2025 • 12:14 | Atualizado há 12 meses
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Publicado 18/08/2025 • 12:14 | Atualizado há 12 meses
KEY POINTS
Nos encontros empresariais Brasil 2030: Uma Nação de Oportunidades e do FT Climate & Impact Summit Latin America, realizados em São Paulo pelo Times | CNBC e o Financial Times, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), André Passos Cordeiro, afirmou que o Brasil tem condições de aumentar sua competitividade global a partir de uma agenda baseada em inovação, infraestrutura e produção sustentável.
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Durante o painel “Fazendo negócios em um Brasil em transformação”, Cordeiro ressaltou que a indústria brasileira precisa de um ambiente regulatório que estimule investimentos de longo prazo e apoie a transição para modelos mais ecológicos.
“O Brasil tem todos os instrumentos para superar este momento do tarifaço. É preciso criar condições para desenvolver uma indústria sustentável, num modo de produção mais ecológico e circular, mas para isso precisamos de um modelo regulatório que apoie essa transição”, disse.
O executivo destacou que, diante de um cenário global instável e competitivo, o Brasil precisa investir em infraestrutura e energia, além de fortalecer o sistema de inovação.
“O mundo é hoje mais disputado e imprevisível. Não conseguimos prever o próximo mês. Por isso, é fundamental que melhoremos nossa infraestrutura, nossas condições de fornecimento de energia e, sobretudo, que a gente inove, criando novos produtos e processos de produção”, afirmou.
Segundo ele, a indústria deve ser vista como pilar central do desenvolvimento econômico.
“Os Estados Unidos têm renda per capita de US$ 90 mil porque ainda são uma grande indústria. O Brasil vem definhando na sua estrutura industrial e isso afeta também setores que geram renda elevada e exigem conhecimento e educação. É preciso consolidar um sistema de inovação que melhore nossa competitividade.”
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Siga o Times | CNBCQuestionado sobre o impacto das medidas protecionistas adotadas pelos Estados Unidos, Cordeiro disse que o país precisa organizar suas expectativas e apostar no interesse econômico como elemento central do diálogo.
“Esse tarifaço é muito difícil, mas há uma troca intensa entre a indústria brasileira e a americana. Há complementariedade. Todo esse movimento já está criando prejuízos para a indústria norte-americana. Temos convicção de que o interesse econômico vai se sobrepor às disputas políticas”, afirmou.
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