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Confira os destaques do 2º dia do evento do Times Brasil | CNBC e Financial Times
Publicado 19/08/2025 • 20:21 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 19/08/2025 • 20:21 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
SÃO PAULO, Brasil — O FT Climate & Impact Summit Latin America e Brasil 2030 chegou ao fim nesta terça-feira (19), reunindo líderes empresariais, investidores, representantes do agronegócio e autoridades nacionais e internacionais para discutir os rumos da transição energética, da economia verde e da agenda climática rumo à COP30, em Belém.
Logo na abertura, especialistas destacaram o papel estratégico da América Latina no cenário climático global, reforçando que o Brasil, como anfitrião da COP30, terá protagonismo em apresentar soluções de baixo carbono, financiamento sustentável e políticas de preservação da biodiversidade.
No painel O Green Deal brasileiro – energia limpa e renovação industrial, executivos como Clarissa Sadock (Comerc Energia) e Muni Lourenço (CNA) destacaram o potencial do país em energia solar, eólica e biomassa. Sadock defendeu a adoção de tecnologias de armazenamento e inteligência artificial para aumentar a eficiência da matriz elétrica, enquanto Lourenço ressaltou a contribuição crescente do agronegócio como produtor de energia renovável. Miguel Setas (Motiva) chamou atenção para a necessidade de reduzir emissões no setor de transportes, incentivando maior uso de ferrovias e hidrovias.
Glauco Freitas (Hitachi Energy Brasil) lembrou que o sistema interligado nacional é referência mundial e destacou o desafio de reforçar a rede de transmissão para escoar a expansão da geração renovável.
No diálogo Requalificando a força de trabalho para o futuro de baixo carbono, André Clark (Siemens Energy América Latina) ressaltou a importância de investir em capacitação para jovens e da crescente presença feminina no setor de energia. Ana Cláudia Plihal (LinkedIn Brasil) apontou que empregos em áreas como supply chain, energia solar e gestão ambiental cresceram mais de 250% no último ano e defendeu maior inclusão feminina em cargos de liderança.
Luciana Costa (BNDES) apresentou a Brazilian Investment Platform (BIP), que já reúne R$ 22 bilhões em projetos estratégicos de energia limpa e tecnologias verdes, com o objetivo de atrair capital privado e escalar soluções de segunda geração da transição energética, como hidrogênio verde e fertilizantes sustentáveis. André Pires (Aegea Saneamento) destacou a urgência de financiar saneamento básico, lembrando que metade da população brasileira ainda não tem acesso adequado e defendendo maior participação de fundos de impacto social e climático.
No painel sobre produção sustentável de alimentos, Francila Calica (Bayer) afirmou que agricultores brasileiros já aplicam, em média, 10 práticas de agricultura regenerativa — acima da média global de 7 —, o que aumenta resiliência e produtividade frente às mudanças climáticas.
Edson Franco (Zurich Brasil) ressaltou o papel do setor de seguros como grande investidor institucional, com R$ 2 trilhões em reservas, mas afirmou que é preciso criar projetos ambientais credíveis e regulados para garantir investimentos em biodiversidade e créditos de carbono.
José Fernandes (Honeywell América Latina) destacou o uso de inteligência artificial para otimizar processos industriais e reduzir emissões, enquanto Sergio G. Suchodolski (fama re.capital) e Antonio Pinheiro Silveira (CAF) apontaram o potencial de data centers alimentados por energia renovável no Brasil e na região, desde que acompanhados de avanços regulatórios e investimentos em infraestrutura de transmissão.
No encerramento, Ana Toni (diretora-executiva da COP30) reforçou que a conferência em Belém será um “ritual de passagem” para um novo modelo de desenvolvimento baseado em baixo carbono e proteção das florestas. Ela disse que o sucesso do evento será medido pela capacidade de conectar clima e economia em um debate estrutural, e comentou a ausência dos Estados Unidos nas preparações multilaterais: “São 198 países no Acordo de Paris, e 198 menos 1 não é igual a zero”.
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