Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Sustentabilidade perde espaço entre CEOs, diz Ricardo Mussa, chair da SBCOP30
Publicado 19/08/2025 • 13:10 | Atualizado há 5 meses
A DeepSeek abalou os mercados há um ano. Por que esse impacto ficou para trás?
Após queda de Maduro, mercado vê favorito na corrida por petróleo da Venezuela
Maduro diz ter sido sequestrado e se declara “prisioneiro de guerra” em tribunal nos EUA
O que muda para os mercados após tensão na Venezuela? 5 sinais no radar dos investidores
Ataque americano à Venezuela coloca em foco retórica da China sobre Taiwan
Publicado 19/08/2025 • 13:10 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
O segundo painel do FT Climate & Impact Summit Latin America e Brasil 2030, realizado nesta terça-feira (19) em São Paulo, reuniu lideranças empresariais e institucionais para debater como a agenda climática impacta educação, saúde e desenvolvimento econômico.
Leia mais:
Secretária do governo de SP anuncia plano climático em debate sobre transição energética
Abrindo a sessão, Ricardo Mussa, ex-Raízen e atual chair da SBCOP30, afirmou que o interesse de CEOs pela sustentabilidade diminuiu nos últimos meses, especialmente após a eleição de Donald Trump. Segundo ele, projetos pouco sólidos perderam espaço, mas a tendência de incorporar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) nas estratégias corporativas permanece.
“Hoje as empresas estão mais pragmáticas, focadas no retorno econômico de curto prazo. Mas o Norte não mudou: todas as ODS seguem nas estratégias das companhias”, destacou.
O representante do UNICEF no Brasil, Joaquín González-Alemán, ressaltou que a desigualdade social continua sendo um dos maiores desafios da América Latina. “Cerca de 70% das crianças da região, aos 10 anos, não conseguem ler e compreender um texto. Isso é muito preocupante. No Brasil, vemos uma melhora com iniciativas como a busca ativa, mas ainda há um longo caminho”, afirmou.
Segundo ele, a falta de acesso à educação compromete outras habilidades essenciais para o desenvolvimento das novas gerações.
O gerente-geral do setor de vacinas da Sanofi Brasil, Guillaume Pierart, destacou que a biodiversidade é estratégica para a indústria farmacêutica. “O Brasil representa o maior laboratório de pesquisas de novas moléculas com sua riqueza natural”, afirmou.
Pierart explicou que a mudança climática está integrada ao modelo de negócios da empresa há seis anos, com impactos diretos no desenvolvimento de novos medicamentos. “Setenta por cento do nosso pipeline está voltado a doenças ligadas à mudança climática, como asma e enfermidades crônicas. Nossa prioridade é acesso à saúde, redução do impacto e resiliência do sistema de saúde”, disse.
A diretora-executiva do Instituto Clima e Sociedade (ICS), Maria Netto, reforçou a necessidade de engajar o setor agrícola no debate. “O clima não vai mudar, não dá para apagar o sol com o dedo. O setor agro pode remover emissões e ser parte da solução, mas não pode ignorar os impactos climáticos, que afetam a própria produção”, declarou.
Ela citou o programa Caminho Verde, do Ministério da Agricultura, voltado à recuperação de áreas degradadas, e a plataforma EcoInvest, como exemplos de iniciativas capazes de atrair capital privado em modelos combinados de financiamento.
—
📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
Venezuela lidera ranking do petróleo; veja os 10 países com mais reservas
2
Carne bovina: Brasil vai propor à China assumir cota de países que não cumprirem volumes
3
Executivo do Grupo Corona é encontrado morto no México
4
Curtailment recua no fim do ano, mas segue em níveis elevados
5
São Paulo já tem shows confirmados para 2026; veja artistas, festivais e valores