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Bolsas da Europa encerram sessão mista com queda de ações militares
Publicado 24/06/2026 • 15:10 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 24/06/2026 • 15:10 | Atualizado há 1 hora
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As bolsas europeias encerraram o pregão desta quarta-feira (24) sem direção definida, com a maioria dos principais índices em queda. O desempenho dos mercados refletiu principalmente as perdas no setor de defesa, após informações de que o governo da Alemanha pretende abandonar um importante programa naval militar.
Ao mesmo tempo, investidores mantiveram cautela em relação às perspectivas para o setor global de tecnologia. A queda dos preços do petróleo ajudou a limitar parte das perdas em alguns mercados.
Entre os principais mercados, o FTSE 100, de Londres, avançou 0,31%, para 10.461,63 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, subiu 0,54%, para 8.385,49 pontos. Em contrapartida, o DAX, de Frankfurt, caiu 0,71%, para 24.716,24 pontos. O FTSE MIB, de Milão, recuou 0,74%, para 51.638,94 pontos; o Ibex 35, de Madri, perdeu 0,46%, para 19.386,40 pontos; e o PSI 20, de Lisboa, fechou em baixa de 0,88%, aos 9.055,89 pontos. Os números são preliminares.
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O principal destaque negativo do dia foi a forte queda das ações da Rheinmetall, que chegaram a recuar cerca de 19%. O movimento ocorreu após relatos de que o governo alemão pretende desistir do projeto de construção de seis fragatas F126.
O projeto tem valor estimado em aproximadamente 12 bilhões de euros, e sua eventual interrupção gerou preocupação entre os investidores. Analistas do JPMorgan avaliam que a decisão pode comprometer a meta anual de entrada de pedidos da Rheinmetall, além de ampliar as incertezas sobre o desempenho da companhia.
Outras empresas do setor de defesa também encerraram o dia em baixa. As ações da Renk recuaram 6,3%, enquanto a Hensoldt perdeu 4% e a italiana Leonardo registrou queda de 4,9%.
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Na contramão do setor, a TKMS avançou expressivos 14,8%. Segundo a avaliação do mercado, a companhia pode se beneficiar de uma eventual alternativa ao programa naval cancelado, o que despertou o interesse dos investidores.
Como reflexo desse cenário, o subíndice europeu do setor de defesa fechou o pregão em queda de 1,1%.
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Siga o Times | CNBCEm Londres, um dos destaques corporativos foi a empresa imobiliária Segro, cujas ações saltaram 17%.
A valorização ocorreu após a companhia rejeitar uma proposta de aquisição apresentada pela americana Prologis. A oferta tinha valor estimado em 12,6 bilhões de libras, mas a administração da empresa britânica decidiu recusá-la, impulsionando os papéis no mercado.
Os setores de energia e de recursos básicos também registraram desempenho negativo ao longo da sessão.
O subíndice europeu de energia caiu 2,3%, enquanto o de recursos básicos recuou 2,9%. O movimento refletiu a forte queda dos preços do petróleo e das commodities metálicas.
Leia mais: Bolsas da Europa recuam com pressão de ações de defesa; Rheinmetall despenca 15%
Entre os fatores que pressionaram as cotações estiveram os sinais de avanço nas negociações de um acordo provisório entre Estados Unidos e Irã, além da normalização dos fluxos de transporte no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o comércio global de petróleo.
Além do petróleo, metais como cobre e ouro também recuaram, em resposta à redução das preocupações com riscos geopolíticos e interrupções no fornecimento.
Na agenda econômica, o índice Ifo de sentimento empresarial da Alemanha avançou de 85 para 85,6 pontos em junho e registrou a segunda alta consecutiva.
Para o banco holandês ING, o resultado sugere uma retomada gradual do otimismo entre as empresas alemãs. A instituição destaca que a expectativa de redução dos riscos associados aos custos de energia está entre os fatores que contribuem para a melhora da confiança.
Apesar da evolução positiva do indicador, o ING mantém uma postura cautelosa em relação à atividade econômica do país. Segundo o banco, ainda existe a possibilidade de o Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha voltar a registrar contração no segundo trimestre.
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