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Ibovespa sobe 1% e se descola de Wall Street com Petrobras e eleições no radar

Publicado 31/08/2026 • 17:33 | Atualizado há 53 minutos

KEY POINTS

  • Ibovespa avançou 1,00%, aos 177.418,78 pontos, após oscilar entre 175.664,62 e 178.585,94 pontos, com volume financeiro de R$ 23,1 bilhões.
  • Mercado brasileiro se descolou da queda em Nova York, com investidores acompanhando a corrida presidencial e uma possível mudança na percepção sobre o cenário eleitoral.
  • Em agosto, o índice acumulou leve queda de 0,33%, apesar da recuperação observada nos últimos pregões.

O Ibovespa fechou em alta de 1% nesta segunda-feira (31), aos 177.418,78 pontos, em um pregão de descolamento das bolsas americanas. O cenário eleitoral ganhou peso na formação dos preços no mercado doméstico, enquanto a Petrobras e outras estatais ajudaram a sustentar o índice.

O principal índice da bolsa brasileira oscilou entre 175.664,62 e 178.585,94 pontos. O volume financeiro somou R$ 23,1 bilhões.

Com o resultado, o Ibovespa encerrou agosto com leve queda de 0,33%, depois de recuperar parte das perdas acumuladas ao longo do mês.

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Cenário eleitoral ganha peso

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Felipe Corleta, sócio da Brazil Wealth, afirmou que o comportamento do mercado brasileiro nesta segunda-feira teve forte relação com a percepção dos investidores sobre a corrida presidencial.

Segundo ele, pesquisas recentes e outros indicadores acompanhados pelo mercado passaram a apontar uma disputa mais equilibrada entre Lula e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno.

Corleta avaliou que essa leitura pode ter aumentado as expectativas por uma agenda econômica mais voltada ao controle das contas públicas, seja por uma mudança de governo, seja por uma eventual moderação da política econômica em um novo mandato de Lula.

“Eleições fazendo preços e fazendo o Brasil se descolar do mundo”, resumiu.

O analista ponderou que essa é uma leitura dos agentes de mercado sobre o cenário político e que a campanha ainda pode alterar as expectativas ao longo das próximas semanas.

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Petrobras ajuda a sustentar índice

A Petrobras também ajudou no desempenho do Ibovespa. Segundo Corleta, a estatal foi favorecida pela alta do petróleo e também participou do movimento de valorização das empresas controladas pelo governo observado na sessão.

Banco do Brasil também apresentou desempenho mais forte que outros bancos, movimento que Corleta relacionou, em parte, à mudança de percepção sobre o cenário eleitoral.

O comportamento das ações brasileiras contrastou com o exterior, onde os principais índices americanos operaram no campo negativo.

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Fed e petróleo pressionam exterior

Nos Estados Unidos, investidores ainda digeriram o discurso mais duro do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Kevin Warsh, no simpósio de Jackson Hole.

Corleta destacou que o mercado aumentou as apostas em uma possível alta de juros em setembro depois que Warsh reforçou a preocupação com a inflação e com a força da economia americana.

O cenário externo também voltou a sentir as tensões entre Estados Unidos e Irã. Segundo o analista, novas agressões durante o fim de semana elevaram novamente o petróleo e ampliaram as preocupações com possíveis impactos inflacionários.

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