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Dow Jones perde mais de 600 pontos com disparada do petróleo e onda de vendas se espalhando pelo mercado
Publicado 23/10/2026 • 18:15 | Atualizado há 26 minutos
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Publicado 23/10/2026 • 18:15 | Atualizado há 26 minutos
KEY POINTS
Foto: Getty Images
O Dow Jones fechou em queda nesta sexta-feira, em um movimento que ampliou a onda de vendas iniciada no pregão anterior, quando as ações de tecnologia foram pressionadas. Desta vez, as perdas se espalharam por outros setores do mercado. Ao mesmo tempo, o petróleo nos Estados Unidos voltou a superar os US$ 100 por barril (R$ 500,00), em meio ao temor crescente de uma nova escalada do conflito entre os EUA e o Irã.
O Dow Jones Industrial Average recuou 652,82 pontos, uma queda de 1,23%, e encerrou o dia aos 52.215,16 pontos. O S&P 500 caiu 0,52%, para 7.623,68 pontos, enquanto o Nasdaq Composite perdeu 0,21%, fechando aos 25.955,34 pontos.
Nem mesmo os setores tradicionalmente mais resistentes a períodos de turbulência escaparam das perdas. Ações de empresas de bens de consumo básico, serviços públicos e saúde também fecharam em baixa. Entre os destaques negativos do Dow, a American Express caiu mais de 3% depois de anunciar um corte de cerca de 5% de seu quadro global de funcionários. A empresa justificou a medida com a necessidade de “se preparar para a IA”. A Caterpillar recuou cerca de 2%, e o Goldman Sachs perdeu mais de 1%, ampliando a pressão sobre o índice, que reúne 30 grandes empresas americanas.
Na quinta-feira, as ações de tecnologia haviam sofrido fortes perdas, enquanto investidores avaliavam como o alto endividamento das empresas e a elevação dos juros poderiam afetar os negócios ligados à inteligência artificial e ao setor de tecnologia em geral. Nesta sexta-feira, as ações da Microsoft registraram uma leve alta. Já as fabricantes de chips Micron Technology e Advanced Micro Devices (AMD) tiveram um desempenho mais expressivo, com ganhos de quase 3% e cerca de 2%, respectivamente.
“Nas últimas duas semanas, os investidores vêm deixando rapidamente as ações de tecnologia e as empresas que se beneficiam da expansão dos centros de dados para buscar ativos considerados mais seguros. Mas chega uma hora em que não há mais tanta gente disposta a fazer essa troca, e é isso que parece estar acontecendo hoje”, disse à CNBC Jed Ellerbroek, gestor de portfólio da Argent Capital Management.
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Siga o Times | CNBCSegundo Ellerbroek, os resultados financeiros divulgados pelas empresas de tecnologia nesta temporada de balanços têm sido sólidos. Isso pode dar aos investidores motivos para voltar a apostar nessas ações, em vez de seguir o movimento de busca por segurança impulsionado pelo medo.
“As emoções e o medo têm um peso enorme”, afirmou. Mas, como acrescentou, algumas empresas de tecnologia já divulgaram seus resultados trimestrais mais recentes, e os números foram bons.
O rendimento dos títulos do Tesouro americano de dez anos estava perto de 4,999%, com alta de mais de quatro pontos-base no dia. Na quinta-feira, o indicador havia ficado abaixo da marca de 5% pela primeira vez em um mês. A queda refletia a cautela dos investidores diante do volume expressivo de dívidas contraídas para financiar a construção de centros de dados voltados à inteligência artificial.
A alta do petróleo também contribuiu para pressionar o mercado acionário nesta sexta-feira. Os contratos futuros do WTI, referência nos Estados Unidos, subiram 3,8% e fecharam a US$ 103,27 por barril (R$ 516,35). Já o Brent, referência internacional, avançou 3,1%, encerrando o pregão a US$ 116,72 por barril (R$ 583,60), seu maior preço de fechamento desde abril.
A disparada ocorreu após notícias de que Estados Unidos e Israel estariam elaborando planos para retomar os ataques contra o Irã, em meio à guerra regional iniciada no fim de fevereiro. O governo iraniano, por sua vez, afirmou estar preparado para responder a qualquer novo ataque.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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