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Ibovespa B3 fecha em queda após recorde, com aversão ao risco e puxado por incertezas tarifárias
Publicado 23/02/2026 • 18:14 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 23/02/2026 • 18:14 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
O Ibovespa B3, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 0,88%, aos 188.853,49 pontos nesta segunda-feira (23). O índice perdeu o patamar recorde alcançado na sexta-feira (20) quando superou os 190 mil pontos diante da derrubada de tarifas.
Durante o dia, o Ibovespa oscilou entre 188.525,73 e 191.002,54 pontos, com volume financeiro de R$ 31,6 bilhões.
Por volta das 12h, o índice até conseguiu renovar máxima histórica intradia atingindo 191 mil pontos, mas recuou com aversão ao risco, diante da incerteza com novas tarifas de Donald Trump de 15% e puxado pela queda dos bancos, com grande peso na carteira do Ibovespa, como o Itaú (ITUB4), que chegou a tombar 8,93%.
Pedro Ros, CEO da Referência Capital, destaca que o movimento foi marcado por realização de lucros após sessões recentes de alta e por um ambiente externo mais cauteloso, com investidores atentos ao cenário de juros nos Estados Unidos. Incertezas tarifárias também pesaram.
“Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) que têm 11,55% e 6,04% de participação no índice subiram 0,67% e 1,53% no dia, ajudando a evitar uma perda maior do índice”, comentou Ros.
Entre os papéis mais negociados do Ibovespa, a Petrobras (PETR4) saltou 1,63%, cotada a R$ 38,59. Já a Smart Fit (SMFT3) recuou 3,26%, encerrando em R$ 20,75, com venda milionária dos papéis por parte da gestora Pátria.
Cosan (CSAN3) e Raízen (RAIZ4) avançaram 1,07% e 5%, respectivamente. Enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) seguiu o fluxo de realização de lucros dos bancos, com baixa de 0,59% aos R$ 26,83.
Entre as maiores altas do dia, Raízen (RAIZ4) puxou os ganhos, com alta de 5%, cotada a R$ 0,63. Seguida de Marfrig (MBRF3), que subiu 3,88%, negociada a R$ 19,53. Ainda entre os maiores ganhos do dia, Telefônica (VIVT3), avançou 3,27%, aos R$ 42,03, repercutindo resultados do seu balanço. Confira as maiores altas do dia.
| Empresa | Código | Variação no dia (%) | Fechamento (R$/ação) |
| Raízen | RAIZ4 | 5.00 | R$ 0.63 |
| Marfrig | MBRF3 | 3.88 | R$ 19.53 |
| Telefônica | VIVT3 | 3.27 | R$ 42.03 |
| Bradespar | BRAP4 | 2.15 | R$ 24.27 |
| Petrobras | PETR3 | 1.95 | R$ 41.74 |
| TIM | TIMS3 | 1.82 | R$ 27.48 |
| Motiva | MOTV3 | 1.77 | R$ 16.70 |
| Usiminas | USIM5 | 1.77 | R$ 6.33 |
| Petrobras | PETR4 | 1.63 | R$ 38.59 |
| Marcopolo | POMO4 | 1.22 | R$ 6.62 |
Fonte: TradeMap e B3
Na contramão, o Santander (SANB11) puxou as quedas do dia, recuando 5,70%, cotado aos R$ 34,61 em movimento de realização de lucros dos bancos. A lista das maiores baixas do índice traz ainda Hapvida (HAPV3) que caiu 5,05%, negociada aos R$ 9.97.
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Siga o Times | CNBCNa terceira posição das baixas, está a Vibra (VBBR3), que fechou em baixa de 4,87%, aos R$ 30,28. A ação foi pressionada após a Agência Nacional de Petróleo interditar uma unidade da companhia em decorrência de uma explosão em um tanque de etanol.
| Empresa | Código | Variação no dia (%) | Fechamento (R$/ação) |
| Santander | SANB11 | -5.70 | R$ 34.61 |
| Hapvida | HAPV3 | -5.05 | R$ 9.97 |
| Vibra | VBBR3 | -4.87 | R$ 30.28 |
| Magalu | MGLU3 | -3.98 | R$ 10.37 |
| Itaú Unibanco | ITUB4 | -3.62 | R$ 47.45 |
| Braskem | BRKM5 | -3.46 | R$ 9.50 |
| Rede D’Or | RDOR3 | -3.39 | R$ 43.56 |
| Smart Fit | SMFT3 | -3.26 | R$ 20.75 |
| Itaúsa | ITSA4 | -3.19 | R$ 14.59 |
| Cury | CURY3 | -3.17 | R$ 40.35 |
Fonte: TradeMap e B3
Gabriel Brondi, sócio da Link Investimentos, aponta que empresas de commodities como Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) performaram bem, pela procura dos investidores, mesmo com o petróleo e minério apresentando baixa.
“Os investidores bateram em bancos e empresas do setor financeiro como a B3 que perdeu quase 2%”, apontou.
Segundo Brondi, o dia foi marcado por aversão ao risco global, com índices americanos em queda, diante das tensões geopolíticas nos Estados Unidos. “Com a briga de Trump com a Suprema corte, investidores correram para os títulos americanos. Se olhar os Treasuries, houve uma procura por proteção”.
Em relação a Smart Fit, que esteve presente entre as maiores quedas, Brondi pontuou que quando há um movimento de forte retirada de recursos, como o desinvestimento da gestora Pátria, isso pressiona os papéis, embora o especialista considera que a queda possa ter sido um pouco irracional
Para Milene Dellatore, sócia-diretora da MIDE Mesa Proprietária, o ajuste do Ibovespa foi saudável diante de um rali consistente. “Não há, neste momento, sinal claro de reversão de tendência, mas sim uma correção dentro de um cenário estrutural ainda positivo”, destaca a especialista. Para ela, o cenário externo mais volátil, com as bolsas americanas em baixa também contribuiu para o ajuste no mercado brasileiro.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,14%, cotado a R$ 5,1686 nesta segunda-feira (23), puxado por incertezas com as novas tarifas de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, sobre importações que foram elevadas de 10% para 15%. Investidores monitoraram com receio a possibilidade de uma nova guerra comercial.
A moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,1398 e R$ 5,1908. Já o índice DXY caiu 0,10% para 97,697 pontos.
Para Diego Hernandez, economista e sócio fundador da Ativo Investimentos, o dólar fechou próximo de patamares vistos em maio de 2024. “Entendemos que esse é um patamar importante para quem busca proteção patrimonial montar a fatia internacional de seu portfólio, principalmente por conta de uma eleição chegando”, avalia.
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