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Ibovespa encerra semana no vermelho pelo nono pregão seguido; dólar sobe 2,68%

Publicado 14/08/2026 • 18:21 | Atualizado há 14 minutos

KEY POINTS

  • Ibovespa recuou 0,10%, aos 166.934,20 pontos, na nona sessão consecutiva de baixa, e acumulou perda de 3,23% na semana.
  • Dólar à vista avançou 0,52%, a R$ 5,2199, e terminou a semana com valorização de 2,68%, mesmo com a moeda americana em queda no exterior.
  • Saída de capital estrangeiro, incertezas fiscais e eleitorais e a reação às relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos mantiveram a pressão sobre os ativos domésticos.

O mercado brasileiro encerrou a semana com nova queda da bolsa e alta do dólar. O Ibovespa recuou pelo nono pregão consecutivo, enquanto a moeda americana se aproximou de R$ 5,22, em meio à saída de capital estrangeiro e à cautela com os cenários fiscal, eleitoral e comercial.

O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,10%, aos 166.934,20 pontos nesta sexta-feira (14), depois de oscilar entre 164.835,38 e 167.099,46 pontos. O volume financeiro somou R$ 22,4 bilhões.

Na semana, o Ibovespa acumulou perda de 3,23%. Em agosto, o índice ainda não conseguiu fechar uma sessão no campo positivo e acumula queda de 6,22%.

No câmbio, o dólar à vista avançou 0,52%, a R$ 5,2199, após variar entre R$ 5,1744 e R$ 5,2490. A moeda americana acumulou valorização de 2,68% na semana.

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Saída de estrangeiros pressiona mercado

O fluxo de capital externo permaneceu como um dos principais pontos de atenção. Dados mostram retirada líquida de R$ 1,6 bilhão por investidores estrangeiros na quarta-feira (12), levando a saída acumulada em agosto para R$ 13,5 bilhões.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Arthur Horta, head de análise da GTF Capital, afirmou que a sequência de quedas tem relação direta com a redução da exposição de investidores estrangeiros ao Brasil.

Horta citou reportagens segundo as quais a GQG Partners, gestora americana que vinha construindo posições em empresas brasileiras desde 2022, reduziu sua exposição ao país e zerou algumas posições.

Segundo o analista, quando grandes gestores recebem a determinação de reduzir a exposição a determinado mercado, as vendas podem se prolongar por vários pregões, independentemente de notícias pontualmente favoráveis.

“Ele vende, vende e vende por dias seguidos”, afirmou Horta ao explicar a dinâmica desses movimentos de realocação.

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Na avaliação do analista, o pano de fundo também inclui incertezas fiscais e maior concorrência por capital global, especialmente diante da força das empresas de tecnologia ligadas à inteligência artificial nos Estados Unidos e na Ásia.

Dólar sobe mesmo com moeda americana fraca no exterior

A pressão sobre os ativos brasileiros também apareceu no câmbio. O dólar subiu 0,52%, a R$ 5,2199, apesar da queda da moeda americana diante das principais divisas internacionais.

No exterior, o índice DXY recuava 0,31%, aos 99,651 pontos no fim da tarde, reforçando o caráter doméstico do movimento do real.

Além da saída de estrangeiros, investidores acompanharam a decisão do governo brasileiro de acionar a Lei da Reciprocidade em resposta às novas tarifas dos Estados Unidos, acrescentando incerteza às relações comerciais entre os dois países.

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Tecnologia disputa fluxo global

Horta avaliou que parte da pressão sobre mercados como o brasileiro também está relacionada à disputa global por recursos. Com empresas de inteligência artificial apresentando forte crescimento de lucros, investidores têm direcionado capital para mercados mais expostos ao setor, como Estados Unidos, Coreia do Sul e Taiwan.

A bolsa brasileira, mais concentrada em bancos e commodities, acaba ficando menos exposta a esse movimento.

O analista também chamou atenção para a volta da tensão no mercado de petróleo. Sem um acordo definitivo envolvendo Estados Unidos e Irã, ele avalia que a commodity pode continuar sujeita a choques, aumentando as preocupações com inflação e juros globais.

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