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CNBCWall Street fecha perto da estabilidade com investidores de olho na inflação e no balanço da Nvidia

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Ibovespa fecha de lado com inflação dos EUA; dólar sobe a R$ 5,15 com juros no radar

Publicado 26/08/2026 • 17:49 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Ibovespa fechou praticamente estável, com alta de 0,01%, aos 174.586,26 pontos, após chegar a 176.296,49 pontos durante o pregão.
  • IPCA-15 caiu 0,40% em agosto e derrubou os juros futuros no início da sessão, mas o PCE americano acima do esperado reduziu o fôlego da bolsa.
  • Dólar à vista avançou 0,22%, a R$ 5,1518, acompanhando o fortalecimento da moeda americana no exterior.

O mercado brasileiro terminou esta quarta-feira (26) com o Ibovespa praticamente estável e o dólar em alta, depois de uma sessão dividida entre o alívio trazido pela inflação brasileira e a cautela provocada pelos dados de preços nos Estados Unidos.

O Ibovespa fechou com leve alta de 0,01%, aos 174.586,26 pontos, após oscilar entre 174.208,48 e 176.296,49 pontos. O volume financeiro somou R$ 19,3 bilhões.

O índice chegou a avançar mais durante o pregão, beneficiado pela queda dos juros futuros depois que o IPCA-15 mostrou deflação maior que a esperada. O movimento perdeu força ao longo do dia diante de um ambiente externo mais cauteloso.

No câmbio, o dólar à vista avançou 0,22%, a R$ 5,1518, após variar entre R$ 5,1405 e R$ 5,1655.

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Inflação brasileira anima no início

O IPCA-15 caiu 0,40% em agosto, ante expectativa de recuo de 0,30%. A leitura mais benigna da inflação ajudou a reduzir as taxas dos juros futuros e favoreceu, principalmente no início do pregão, ações mais sensíveis ao custo do crédito.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, David Martins, diretor de investimentos da Brazil Wealth, afirmou que o dado trouxe um início de sessão mais favorável para empresas ligadas ao consumo, varejo e outros segmentos que dependem mais de financiamento.

Segundo Martins, a inflação acumulada em 12 meses está dentro do intervalo da meta, mas a evolução dos preços ainda depende de fatores como petróleo e da situação geopolítica entre Estados Unidos e Irã.

PCE dos EUA reduz fôlego

O cenário mudou com os dados americanos. O PCE de julho, uma das principais referências de inflação utilizadas pelo Federal Reserve, avançou 0,2%, acima da expectativa de 0,1%.

A leitura reforçou a percepção de que a política monetária americana pode permanecer restritiva por mais tempo e pressionou os juros dos Treasuries.

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Segundo Martins, esse movimento aumentou a cautela com ativos de risco e ajudou o Ibovespa a devolver a alta observada no início do dia.

“O Brasil amanheceu com o ânimo dos investidores, mas, com o passar do dia, a gente viu esse ambiente global de aversão a risco vindo para cá”, afirmou.

Dólar acompanha fortalecimento no exterior

O câmbio refletiu a mesma leitura sobre os juros americanos. O dólar subiu 0,22%, a R$ 5,1518, acompanhando o fortalecimento da moeda no exterior após o PCE.

No fim da tarde, o índice DXY avançava 0,24%, aos 99,155 pontos.

No Brasil, o IPCA-15 mais fraco reforçou a possibilidade de novos cortes de juros pelo Banco Central. A perspectiva de taxas menores no mercado doméstico, combinada com a possibilidade de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos, também ajudou a limitar a valorização do real.

Investidores acompanharam ainda os números da dívida pública federal, que avançou 0,22% no mês passado.

Leia também: Ouro recua após inflação dos EUA reforçar pressão sobre juros e dólar

Nvidia vira próximo teste

A expectativa pelo balanço da Nvidia também ajudou a reduzir as apostas mais fortes em ações ao longo da sessão.

Martins afirmou que investidores estarão atentos não apenas ao lucro e à receita da companhia, mas principalmente às projeções para os próximos trimestres e aos investimentos em infraestrutura para inteligência artificial.

Segundo ele, números fortes acompanhados de perspectivas positivas podem sustentar o apetite por tecnologia e outros ativos de risco. Uma eventual frustração, por outro lado, pode provocar nova rotação de recursos para setores ligados à economia real, como bancos e commodities.

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