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Ouro

Ouro recua após inflação dos EUA reforçar pressão sobre juros e dólar

Publicado 26/08/2026 • 15:04 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Inflação americana acima das expectativas fortaleceu dólar e juros dos Treasuries e pressionou o ouro nesta quarta-feira (26).
  • Metal para dezembro caiu 0,88%, a US$ 4.653,30 por onça-troy, enquanto a prata para setembro recuou 0,96%.
  • Capital Economics prevê alta de 25 pontos-base nos juros em dezembro e outro aumento no início de 2027 pelo Federal Reserve.

O ouro encerrou em queda nesta quarta-feira (26), pressionado pela reação dos mercados aos novos dados de inflação dos Estados Unidos. A leitura acima das expectativas fortaleceu o dólar e elevou os juros dos Treasuries, combinação que reduziu a atratividade do metal precioso.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do ouro para dezembro caiu 0,88%, a US$ 4.653,30 por onça-troy (R$ 23.964,50). A prata para setembro recuou 0,96%, a US$ 68,02 por onça-troy (R$ 350,30).

A pressão ganhou força após o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE) dos Estados Unidos registrar em julho avanço ligeiramente superior ao esperado. Os números aumentaram a percepção de que o Federal Reserve (Fed) poderá precisar manter uma política monetária mais restritiva.

Para a Capital Economics, porém, o resultado não deve ser suficiente para levar o Fed a aumentar os juros já em setembro. A consultoria avalia que, diante das perspectivas relativamente positivas para o crescimento econômico e o mercado de trabalho, a discussão passou a ser quando – e não se – haverá um novo aperto monetário.

A projeção da Capital Economics é de uma alta de 25 pontos-base em dezembro, seguida por outro aumento no início de 2027. Ao mesmo tempo, a consultoria destacou que a queda dos preços da gasolina teve pouco impacto sobre os gastos das famílias, com o consumo permanecendo estável em termos reais em julho.

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Jackson Hole entra no radar

As atenções do mercado de metais preciosos também se voltam para o simpósio de Jackson Hole, promovido nesta semana pelo Fed de Kansas City. O encontro pode influenciar as expectativas para os juros caso o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, volte a reforçar o compromisso do banco central americano com o controle da inflação.

Juros mais elevados tendem a aumentar a atratividade dos títulos públicos americanos e podem reduzir a demanda por ativos que não oferecem rendimento, como o ouro. O fortalecimento do dólar também encarece a commodity para compradores que utilizam outras moedas.

Segundo a Sucden Financial, as cotações do ouro encontraram suporte em torno de US$ 4.600 por onça-troy (R$ 23.690) após os desdobramentos da recompra de títulos realizada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos na semana passada.

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