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Ibovespa fecha estável após decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos
Publicado 18/06/2026 • 17:07 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 18/06/2026 • 17:07 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Reprodução/Canva
O Ibovespa encerrou a sessão desta quinta-feira (18) próximo à estabilidade, em leve recuo de 0,07%, aos 168.328 pontos, após uma sessão lateral com os agentes de mercado assimilando as decisões de juros do Banco Central e do Federal Reserve na véspera. O indicador opera em sentido oposto ao seus pares americanos, que tiveram ganhos na sessão.
Segundo Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank, a percepção do mercado é de que o corte da Selic foi acompanhada por uma sinalização de cautela à frente. “O Banco Central destacou uma atividade econômica ainda resiliente, inflação elevada e um cenário externo mais incerto, fatores que seguem limitando a visibilidade sobre os próximos passos da política monetária”, diz.
Para ele, o mercado segue em um ambiente de cautela ante os desdobramentos das decisões dos bancos centrais, enquanto os investidores buscam entender a dinâmica de inflação, juros e atividade econômica que se avizinha.
Além do BC, a quarta-feira (17) foi marcada pela decisão de juros dos EUA, pelo Federal Reserve. Breno Falseti, sócio da Rubik Capital, afirma que Kevin Warsh adotou um tom mais duro ao manter os juros terminais do país: “as projeções passaram a indicar viés de alta, cerca de metade dos dirigentes já contempla ao menos um aumento ainda neste ano, e o mercado antecipou de dezembro para outubro a aposta de aperto”.
Na contramão, ele diz, o principal alívio veio do petróleo, que recuou para baixo de R$ 80 com o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã e a perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz. É o menor nível de preços da commodity desde março, o que melhorou as perspectivas para a inflação global.
Falseti afirma que os contrapesos ajudam a explicar o resultado lateral do pregão.”Esse contrapeso ajuda a explicar a lateralização do índice hoje. “De um lado, a queda do petróleo e a desescalada no Oriente Médio aliviam o quadro inflacionário e dão algum suporte ao apetite por risco; de outro, a abertura da curva local e o Fed mais duro pressionam o valuation das empresas, sobretudo as mais ligadas ao ciclo doméstico, à medida que juros reais elevados por mais tempo encarecem o custo de capital”, afirma.
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