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Bolsa de Valores

Ibovespa reage e retoma os 172 mil pontos com força de bancos e queda da Petrobras

Publicado 26/06/2026 • 12:24 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • A alta doméstica destoa da queda dos índices de ações do Ocidente, em meio a temores com o setor de tecnologia e a renovadas tensões geopolíticas.
  • Os grandes bancos são os principais responsáveis por segurar o índice no positivo. O Itaú Unibanco  sobe 0,8% e o Bradesco avança 1,2%.
  • O petróleo recua quase 4%, o que influencia negativamente as ações do setor. No entanto, se mantida à frente, a queda pode ser vista como um alívio para a inflação de curto prazo.

O Ibovespa abriu perto da estabilidade na manhã desta sexta-feira, 26, mas logo migrou para o campo negativo e, em seguida, para o terreno positivo. A alta doméstica destoa da queda dos índices de ações do Ocidente, em meio a temores com o setor de tecnologia e a renovadas tensões geopolíticas.

Às 11h48 desta sexta, o Índice Bovespa subia 0,31%, aos 172.583,14 pontos, contra uma alta de 0,46% na máxima (172.782,28 pontos) e um recuo de 0,50% na mínima (171.123,94 pontos). Na semana, o índice acumula alta de 2,65%, após o recuo de 1,64% na anterior. No dia anterior, o Ibovespa havia fechado em alta de 0,87%, aos 171.990,20 pontos.

Os grandes bancos são os principais responsáveis por segurar o índice no positivo. O Itaú Unibanco sobe 0,8% e o Bradesco avança 1,2%.

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Sinais econômicos nos Estados Unidos

Apesar do recuo das bolsas norte-americanas, o ritmo é moderado. O movimento ocorre em meio à divulgação de indicadores da Universidade de Michigan, que mostraram avanço no sentimento do consumidor nos EUA em junho e recuo das expectativas de inflação para um e cinco anos.

A percepção de um pouco menos de pressão na inflação norte-americana assemelha-se à dinâmica de preços no curto prazo no Brasil. Assim, o cenário pode atenuar a pressão sobre a política monetária de ambos os países, segundo analistas.

Cenário doméstico e atenção ao Banco Central

Para Pedro Moreira, sócio da One Investimentos, o cenário doméstico ainda ecoa resquícios da divulgação do IPCA-15 de junho, na véspera, e do Relatório de Política Monetária (RPM) apresentado pelo Banco Central — também informado ontem —, que trouxe uma leitura um pouco menos adversa.

Porém, Moreira ressalta que o mercado ainda está bem preocupado com os riscos internos, principalmente em relação à condução da política monetária e da inflação.

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Contas externas e emprego Aquecido

Logo cedo, foram divulgadas as contas externas relativas a maio. Em seguida, saiu a taxa de desocupação do trimestre finalizado no quinto mês do ano.

No setor externo, houve um déficit em conta corrente menos intenso do que o esperado, enquanto o Investimento Direto no País (IDP) ficou acima do teto das projeções. Já a taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio, igual à mediana das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast. “O mercado de trabalho segue aquecido, mas emite sinais de esgotamento”, avalia em nota a Terra Investimentos.

Realização no setor de tecnologia global

Lá fora, o recuo dos índices de ações reflete principalmente a continuidade da liquidação de papéis do setor de tecnologia. Conforme Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, no centro da cautela está o custo da infraestrutura de inteligência artificial.

A Apple recuou cerca de 6% ontem após admitir que não conseguirá blindar seus clientes da alta dos chips de memória. Além disso, relatos de um possível adiamento do IPO da OpenAI reforçaram o tom defensivo, cita o executivo. “Por ora, parece mais um ajuste de preços do que uma alteração de fundamento”, diz Trevisan.

Riscos geopolíticos no Estreito de Ormuz

Já o petróleo retoma a queda, em um movimento que parece refletir uma correção técnica após os ganhos expressivos registrados na sessão anterior.

Contudo, o recuo pode ser limitado pelas preocupações com a travessia de petroleiros pelo Estreito de Ormuz. Segundo dois altos funcionários dos EUA, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã atacou, ontem, um navio cargueiro de bandeira de Cingapura no estreito.

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