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Ibovespa sobe 0,44% com bancos, Petrobras, Vale e trade eleitoral; dólar cai a R$ 5,10 após ata do Copom

Publicado 22/09/2026 • 18:02 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Ibovespa avançou 0,44%, aos 187.422,92 pontos, depois de oscilar entre 184.976,81 e 187.671,74 pontos; volume financeiro somou R$ 22,5 bilhões.
  • Ata do Copom reforçou a cautela do Banco Central com a inflação, apesar da perda de força da atividade econômica, após o corte da Selic para 13,75% ao ano.
  • Dólar à vista recuou 0,11%, a R$ 5,1029, enquanto o mercado seguiu atento à disputa apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro e às próximas pesquisas.

O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira (22), depois de passar parte do pregão no campo negativo e ganhar força à tarde com apoio de bancos, Petrobras e Vale. A ata do Copom e o cenário eleitoral concentraram as atenções no mercado doméstico, enquanto o dólar terminou praticamente estável diante do real.

O principal índice da bolsa brasileira avançou 0,44%, aos 187.422,92 pontos, após oscilar entre a mínima de 184.976,81 pontos e a máxima de 187.671,74 pontos. O volume financeiro somou R$ 22,5 bilhões.

No câmbio, o dólar à vista caiu 0,11%, a R$ 5,1029, depois de variar entre R$ 5,0979 e R$ 5,1354. Às 17h14, o contrato futuro para outubro recuava 0,23%, a R$ 5,1105.

Ata do Copom pesa na abertura, mas bolsa vira

O pregão começou com maior cautela depois da divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária, realizada nos dias 15 e 16 de setembro. Na semana passada, o Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, no quinto corte consecutivo.

A leitura inicial de parte do mercado foi de um documento ainda cauteloso. Embora o Banco Central reconheça sinais de desaceleração da atividade e melhora da inflação, a autoridade monetária continua indicando atenção aos riscos para a convergência dos preços à meta.

Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, David Martins, diretor de investimentos da Brazil Wealth, afirmou que esse tom ajudou a pressionar os ativos no começo da sessão.

“Num primeiro momento, [o mercado] viu um tom mais duro”, disse. Segundo ele, os juros futuros chegaram a subir e a bolsa acompanhou o movimento, também pressionada inicialmente pela queda das commodities.

O cenário mudou ao longo da tarde.

Bancos, Petrobras e Vale ajudam na recuperação

A recuperação ganhou força com a melhora de ações de maior peso no Ibovespa.

Bancos contribuíram para o avanço do índice, enquanto Petrobras e Vale, que haviam enfrentado pressão durante o dia, também terminaram no campo positivo. Dados do fechamento mostraram Petrobras e Vale entre os papéis que ajudaram a sustentar a alta.

“Os bancos, o sistema financeiro, contribuíram de certo modo para essa alta do Ibovespa”, afirmou Martins.

Vale conseguiu virar para o campo positivo mesmo com a queda do minério de ferro em Dalian. Petrobras também avançou apesar de o petróleo permanecer abaixo de US$ 100.

O Brent era negociado perto de US$ 98 no fim da tarde, com queda de cerca de 1,8%, diante da expectativa de possíveis avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã.

Martins também destacou o desempenho positivo de empresas de papel e celulose e de companhias exportadoras, em uma sessão na qual o dólar ganhou força no exterior durante parte do dia.

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Eleição continua fazendo preço

Além dos juros, o cenário eleitoral permaneceu como um dos principais vetores dos ativos brasileiros.

Pesquisas divulgadas nesta semana mantiveram Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) tecnicamente empatados em simulações de segundo turno. Na Quaest, Flávio aparece com 42% e Lula com 41%; no levantamento BTG Pactual/Nexus, Lula tem 46% e Flávio, 45%. As diferenças estão dentro das respectivas margens de erro.

Para Martins, a proximidade da votação aumentou o peso das pesquisas na precificação da bolsa.

“O trade eleitoral é o que tem puxado aqui”, afirmou.

Segundo o diretor da Brazil Wealth, parte dos investidores associa uma eventual mudança na condução da política econômica a expectativas de melhora fiscal e juros mais baixos. Trata-se de uma avaliação do mercado descrita pelo especialista, e não de uma projeção sobre o resultado eleitoral ou sobre políticas futuras.

Martins ressaltou que a disputa permanece indefinida e que essa incerteza tende a manter a volatilidade elevada nos ativos até a votação.

Lula e Trump discursam na ONU

O mercado também acompanhou os discursos de Lula e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

Lula tratou de soberania e afirmou que o Brasil rejeita interferência externa no processo eleitoral.

Trump, por sua vez, voltou a abordar a guerra com o Irã e disse esperar avanços diplomáticos após as eleições legislativas americanas de novembro, mas manteve ameaças contra Teerã caso não haja acordo.

Para Martins, a perspectiva de um conflito prolongado continua sendo uma fonte de volatilidade para o petróleo e, consequentemente, para inflação e juros globais.

Dólar fica perto da estabilidade

No câmbio, o dólar encerrou a sessão em leve baixa de 0,11%, a R$ 5,1029.

A moeda chegou a R$ 5,1354 na máxima, mas perdeu força no fim do dia. Investidores avaliaram a ata do Copom e os discursos na ONU, ao mesmo tempo em que aguardam novos levantamentos sobre a corrida presidencial.

No exterior, o dólar avançava diante de uma cesta de moedas. O índice DXY subia 0,10%, aos 100,526 pontos. O euro recuava 0,14%, a US$ 1,1449, enquanto a libra perdia 0,22%, a US$ 1,3342.

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