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Ibovespa sobe 0,74% com eleição e caso Master no foco; dólar cai a R$ 5,11 com apetite por risco
Publicado 21/09/2026 • 18:02 | Atualizado há 1 hora
Publicado 21/09/2026 • 18:02 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira (21), enquanto o dólar recuou diante do real, em uma sessão marcada pelo maior apetite por ativos brasileiros, pelo cenário eleitoral e por sinais de alívio no exterior com a queda do petróleo.
O principal índice da bolsa brasileira avançou 0,74%, aos 186.595,60 pontos, depois de oscilar entre 185.246,81 e 187.434,25 pontos. O volume financeiro somou R$ 19,4 bilhões.
No câmbio, o dólar à vista caiu 0,70%, a R$ 5,1084, após variar entre R$ 5,1030 e R$ 5,1378. Às 17h06, o contrato futuro para outubro recuava 0,75%, a R$ 5,1190.
Leia também: Petróleo fecha em queda com expectativa de retomada da oferta e avanço nas negociações
A corrida presidencial voltou a ocupar espaço relevante na formação dos preços nesta segunda-feira. O caso Banco Master e seus desdobramentos no STF também permaneceram no foco dos investidores, sobretudo pelos possíveis reflexos sobre a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro na reta final da campanha.
Pesquisa BTG Pactual/Nexus mostrou Lula (PT) com 40% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro (PL) com 37% no primeiro turno, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Em uma eventual disputa de segundo turno, Lula aparece com 46% e Flávio com 45%, também em situação de empate técnico. O levantamento ouviu 2.006 eleitores entre 18 e 20 de setembro.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Felipe Corleta, sócio da Brazil Wealth, afirmou que a proximidade da votação aumentou a sensibilidade dos ativos domésticos às pesquisas.
“Entre agora e o segundo turno das eleições, esse vai ser o principal gatilho para o mercado doméstico”, afirmou.
Segundo Corleta, investidores têm ajustado posições a cada novo levantamento, enquanto tentam antecipar os possíveis efeitos das diferentes propostas econômicas sobre juros, fiscal e atividade. A análise representa a leitura do especialista sobre a reação do mercado, e não uma projeção sobre o resultado da eleição.
O avanço ocorreu mesmo com Vale e Petrobras pressionadas durante a sessão.
Na avaliação de Corleta, o desempenho mais forte ficou concentrado em companhias ligadas à economia doméstica, mais sensíveis ao consumo e à trajetória dos juros.
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Siga o Times | CNBC“Apesar de Petro e Vale terem ido mal, você tem um dia mais positivo para o cíclico doméstico, aquela empresa mais vinculada à taxa de juros e ao consumo interno”, disse.
Petrobras foi afetada pela forte queda do petróleo no exterior. Os preços da commodity recuaram diante da expectativa de possíveis avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã durante a Assembleia Geral da ONU e de uma recuperação parcial das exportações sauditas. O Brent caiu 3,4% nesta segunda-feira, enquanto o WTI perdeu 4,51%.
Dados de transporte marítimo também indicaram aumento dos embarques de petróleo da Arábia Saudita por terminais no Golfo, ajudando a aliviar parte das preocupações recentes com a oferta.
Para Corleta, a queda do petróleo também trouxe algum alívio para o ambiente global ao reduzir, ao menos no curto prazo, a pressão potencial dos preços de energia sobre a inflação.
Leia também: Ouro recua com expectativa de juros mais altos pelo Fed, apesar de petróleo em queda
O real também ganhou terreno ao longo do pregão. O dólar terminou a R$ 5,1084, com queda de 0,70%, em um movimento associado ao maior apetite por ativos brasileiros e ao posicionamento dos investidores diante da corrida presidencial.
A valorização do real ocorreu apesar do avanço da moeda americana contra outras divisas. No fim da tarde, o índice DXY subia 0,19%, aos 100,416 pontos. O euro recuava 0,18%, a US$ 1,1464, e a libra perdia 0,21%, a US$ 1,3367.
Corleta destacou ainda que a queda do dólar tem efeitos diferentes entre os setores da bolsa. Enquanto favorece o ambiente doméstico e pode contribuir para reduzir pressões inflacionárias, o câmbio mais baixo diminui, em reais, parte das receitas obtidas no exterior por empresas exportadoras.
Com a proximidade do primeiro turno, a avaliação de Corleta é que o ambiente internacional pode perder espaço temporariamente para o noticiário eleitoral na formação dos preços domésticos.
O exterior, porém, continua capaz de ampliar ou limitar os movimentos locais, principalmente por meio do petróleo, dos juros americanos e do comportamento do dólar global.
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