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Petróleo dispara e Brent volta a superar US$ 90 com escalada entre EUA e Irã

Publicado 31/08/2026 • 16:48 | Atualizado há 48 minutos

KEY POINTS

  • Brent para novembro fechou a US$ 90,49 por barril, com alta de 2,71%.
  • WTI para outubro avançou 2,83%, a US$ 85,76, em meio à retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã.
  • Mercado também acompanha a queda das reservas estratégicas americanas, que atingiram o menor nível desde 1982 na semana passada.

Foto: Adobe Stock Photo

O petróleo encerrou esta segunda-feira (31) em forte alta, com o Brent voltando a superar a marca de US$ 90 por barril, em meio à retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã e às preocupações crescentes com a oferta global da commodity.

O Brent para novembro, referência internacional negociada em Londres, avançou 2,71%, ou US$ 2,39, e terminou o dia a US$ 90,49 por barril.

Já o WTI para outubro, negociado em Nova York, subiu 2,83%, ou US$ 2,36, para US$ 85,76 por barril.

A escalada ocorre depois que Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques no Golfo Pérsico durante o fim de semana, nos primeiros confrontos diretos entre os dois países desde julho.

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Tensão no Golfo volta a pressionar petróleo

Os Estados Unidos atacaram áreas da ilha iraniana de Larak durante o fim de semana, ação classificada por Teerã como violação de sua soberania.

O Irã respondeu com ataques contra bases militares americanas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos e afirmou que continuará exercendo o que chamou de direito de defesa.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu responder “com força” à ofensiva iraniana.

Do lado iraniano, o presidente Masoud Pezeshkian afirmou que o país ainda busca uma solução negociada e disse que uma guerra não interessa a nenhuma das partes.

A possibilidade de novos confrontos volta a colocar no radar do mercado o risco de interrupções no fornecimento de petróleo em uma das regiões mais importantes para a produção e o transporte global da commodity.

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Oferta mais apertada sustenta preços

Além da tensão geopolítica, investidores acompanham sinais de redução dos estoques disponíveis.

Na avaliação de Nikos Tzabouras, analista da Tradu, a combinação entre incerteza geopolítica e possíveis interrupções no fornecimento tende a deixar o mercado mais apertado e sustentar a pressão de alta sobre os preços.

O cenário também aumenta a preocupação do governo americano com o impacto do petróleo sobre a gasolina.

O secretário do Interior dos Estados Unidos, Doug Burgum, afirmou que Trump deve se reunir nesta terça-feira com executivos de refinarias de diferentes portes para discutir medidas destinadas a reduzir os preços dos combustíveis.

Washington também confirmou um acordo para ter acesso a reservas da Venezuela.

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Reservas dos EUA caem ao menor nível desde 1982

Outro ponto de atenção está nas Reservas Estratégicas de Petróleo dos Estados Unidos.

Na semana passada, os estoques estratégicos americanos chegaram a 289,7 milhões de barris, o menor nível desde 1982.

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