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Petróleo dispara e Brent volta a superar US$ 90 com escalada entre EUA e Irã
Publicado 31/08/2026 • 16:48 | Atualizado há 48 minutos
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Publicado 31/08/2026 • 16:48 | Atualizado há 48 minutos
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Foto: Adobe Stock Photo
O petróleo encerrou esta segunda-feira (31) em forte alta, com o Brent voltando a superar a marca de US$ 90 por barril, em meio à retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã e às preocupações crescentes com a oferta global da commodity.
O Brent para novembro, referência internacional negociada em Londres, avançou 2,71%, ou US$ 2,39, e terminou o dia a US$ 90,49 por barril.
Já o WTI para outubro, negociado em Nova York, subiu 2,83%, ou US$ 2,36, para US$ 85,76 por barril.
A escalada ocorre depois que Estados Unidos e Irã voltaram a trocar ataques no Golfo Pérsico durante o fim de semana, nos primeiros confrontos diretos entre os dois países desde julho.
Leia também: Trump se reúne com refinarias de petróleo dos EUA enquanto Casa Branca pressiona por queda nos preços da gasolina
Os Estados Unidos atacaram áreas da ilha iraniana de Larak durante o fim de semana, ação classificada por Teerã como violação de sua soberania.
O Irã respondeu com ataques contra bases militares americanas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos e afirmou que continuará exercendo o que chamou de direito de defesa.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu responder “com força” à ofensiva iraniana.
Do lado iraniano, o presidente Masoud Pezeshkian afirmou que o país ainda busca uma solução negociada e disse que uma guerra não interessa a nenhuma das partes.
A possibilidade de novos confrontos volta a colocar no radar do mercado o risco de interrupções no fornecimento de petróleo em uma das regiões mais importantes para a produção e o transporte global da commodity.
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Siga o Times | CNBCAlém da tensão geopolítica, investidores acompanham sinais de redução dos estoques disponíveis.
Na avaliação de Nikos Tzabouras, analista da Tradu, a combinação entre incerteza geopolítica e possíveis interrupções no fornecimento tende a deixar o mercado mais apertado e sustentar a pressão de alta sobre os preços.
O cenário também aumenta a preocupação do governo americano com o impacto do petróleo sobre a gasolina.
O secretário do Interior dos Estados Unidos, Doug Burgum, afirmou que Trump deve se reunir nesta terça-feira com executivos de refinarias de diferentes portes para discutir medidas destinadas a reduzir os preços dos combustíveis.
Washington também confirmou um acordo para ter acesso a reservas da Venezuela.
Leia também: Ouro cai com petróleo e Treasuries em alta, mas fecha agosto com valorização
Outro ponto de atenção está nas Reservas Estratégicas de Petróleo dos Estados Unidos.
Na semana passada, os estoques estratégicos americanos chegaram a 289,7 milhões de barris, o menor nível desde 1982.
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