CNBC

CNBCFuncionário saudita da OpenAI é preso por instalar dispositivo de gravação em seu escritório

Bolsa de Valores

Mercado deve viver “gangorra” até o segundo turno, diz economista da FGV Carla Beni

Publicado 13/10/2026 • 21:23 | Atualizado há 38 minutos

KEY POINTS

  • Economista prevê alternância nos preços dos ativos conforme pesquisas, declarações e propostas dos candidatos.
  • Beni diz que eventual ajuste fiscal terá de enfrentar o peso das despesas obrigatórias e a disputa pelo Orçamento.
  • Professora aponta emendas parlamentares como desafio para qualquer um dos candidatos que assumir o governo em 2027.

O mercado financeiro deve atravessar uma “gangorra” até o segundo turno enquanto reage a pesquisas eleitorais e às sinalizações econômicas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A análise é de Carla Beni, economista e professora da FGV.

“Daqui até o segundo turno, nós vamos ter essas oscilações de acordo com as possibilidades, as falas ou até eventualmente algumas surpresas”, afirmou, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

A análise ocorreu após a divulgação da pesquisa BTG/Nexus desta terça-feira (13), que mostrou Flávio com 52% dos votos válidos e Lula com 48%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, o levantamento indica empate técnico. Foram entrevistados 2.002 eleitores entre 10 e 12 de outubro de 2026.

Segundo Beni, a reação dos mercados começou imediatamente após o primeiro turno, com valorização da bolsa e queda do dólar, mas perdeu força nos pregões seguintes.

Leia também: DECISÃO 2026: Lula diz que pressão popular levou PL a apoiar fim da escala 6×1

“Normalmente a bolsa sobe no boato e cai no fato”, afirmou.

Falas dos candidatos devem mexer com ativos

Para a economista, as declarações feitas durante a campanha terão impacto sobre as expectativas dos investidores, especialmente quando envolverem propostas capazes de alterar custos para empresas ou a trajetória das contas públicas.

Beni citou o debate sobre o fim da escala 6×1 como exemplo de um tema capaz de provocar reavaliações no mercado de acordo com o posicionamento dos candidatos.

Segundo ela, o mercado também observa com atenção quais medidas poderiam compor um eventual ajuste fiscal em 2027.

No caso de Flávio Bolsonaro, Beni afirmou que ainda não está claro como seria estruturada uma eventual política de contenção dos gastos.

“Esses primeiros meses, essa configuração do que seria esse novo governo, vai dar um pouco esse rumo”, disse.

Despesas obrigatórias limitam ajuste

Beni destacou que aproximadamente 95% das despesas primárias são obrigatórias, o que reduz a margem para cortes sem mudanças legais mais profundas.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

“Se ele quiser ir nas obrigatórias, ele vai precisar de PEC e vai precisar do apoio do Congresso para isso”, afirmou ao comentar um eventual governo Flávio Bolsonaro.

Segundo a professora, mudanças em benefícios ou outras despesas obrigatórias representam um desafio político maior do que cortes ou contingenciamentos na parcela discricionária do Orçamento.

Beni também ponderou que uma eventual queda dos juros pode contribuir para reduzir a pressão sobre a dívida, embora não elimine a necessidade de discutir a estrutura das contas públicas.

Emendas serão desafio para próximo governo

Na avaliação da economista, outro ponto importante para quem vencer a eleição serão as emendas parlamentares.

Beni afirmou que o volume de recursos controlado pelo Legislativo reduz a capacidade do Executivo de direcionar o Orçamento para seus próprios projetos.

“Eu acho que o maior desafio é o termo que a gente acabou não falando ainda, mas são as emendas parlamentares”, disse.

Segundo ela, a questão estará presente independentemente do vencedor do segundo turno.

Leia também: DECISÃO 2026: Flávio tem 53,1% dos votos válidos contra 46,9% de Lula, aponta pesquisa DataTrend

“Tanto Lula quanto Flávio, quem estiver no posto no ano que vem, vai precisar realizar projetos, e esses projetos só conseguem ser realizados com orçamento”, afirmou.

Confiança dependerá do tipo de ajuste

Questionada sobre como Lula poderia recuperar a confiança de investidores em um eventual novo mandato, Beni ponderou que o conceito de confiança é subjetivo e que o mercado também obteve ganhos durante o atual governo.

Para ela, a discussão estará mais concentrada em como um eventual ajuste será executado e quais grupos serão afetados.

“Isso vai depender muito daquilo que o mercado financeiro espera como ajuste fiscal e em cima de que grupo vai ser dado o ajuste fiscal”, afirmou.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Bolsa de Valores